Homenagem à imprensa pelo seu papel na pandemia

Dia e noite, nas ruas, nos hospitais, nas redações, filmando, fotografando, fazendo perguntas, interrogando médicos, autoridades, pessoas que procuravam atendimento, os jornalistas foram sempre incansáveis na transmissão de informações e orientação do público a respeito do que acontecia em todas as partes durante a crise provocada pela pandemia do Covid 19.

Homenagem Dia do Meio Ambiente

Nunca houve hora ou dificuldade capaz de impedir a atuação desses profissionais incansáveis.

Sua atuação, por vezes mal compreendida, mereceu reconhecimento por parte do Instituto Soka Amazônia no Dia Universal do Meio Ambiente, data criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 1972.

No dia 5 de junho (2020), para celebrar a data, uma equipe do Instituto Soka (Tais Tokusato, Rodrigo Izumi  e Pablo Caiña) visitou a sede da Fundação Rede Amazônica em Manaus onde foi plantada uma muda de Ipê que será para sempre símbolo da homenagem aos profissionais da imprensa pela sua atuação durante a pandemia.

A equipe do Instituto Soka foi recepcionada pela sra. Claudia Maria Daou Paixão, Diretora Presidente da FRAM (Fundação Rede Amazônica) e Elisandro Oliveira, diretor de jornalismo, e a eles foram entregues, ainda, outras 100 mudas de diversas espécies da flora amazônica para serem plantadas pelos próprios funcionários da Rede Amazônica.

A aventura de um dia na mata em busca de árvores e sementes

Um dia na Floresta Amazônica

A história de Rodrigo, o jovem engenheiro paranaense que morava no Japão com a família, conheceu o conceito Bom-Belo-Benefício, decidiu voltar sozinho ao Brasil, estudou e hoje faz parte das expedições que se embrenham na mata em busca de árvores-matrizes e sementes

O mundo dá muitas e muitas voltas e o caso do Rodrigo Yuiti Izumi comprova isso.

Engenheiro Ambiental, 33 anos de idade, ele hoje faz parte ativa (muito ativa) da equipe do Instituto Soka da Amazônia, e uma das suas funções é participar das expedições que entram floresta adentro em busca de sementes e árvores-matrizes.

Paulista de nascimento, mas criado no Paraná, quando adolescente foi com a família para o Japão em 2003 e tinha tudo para fazer lá a sua vida. Estudava, conseguia se comunicar bastante bem em japonês, vivia bem com a família, mais adiante começou a trabalhar, não ganhava mal, tinha tudo para não voltar ao Brasil.

Mas voltou.

Voltou até com uma decisão profissional assumida, alguma atividade relacionada a ambientalismo.

Contribuiu para essa tomada de decisão a leitura das publicações do Soka Gakkai que os pais recebiam em casa, onde leu, por exemplo e com interesse que acabou marcando para sempre a sua vida, o conceito “Belo, Benefício, Bom” de autoria do primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi. Essa teoria, aplicada ao trabalho, é um excelente critério para a escolha de um bom emprego. O valor do belo significa encontrar um trabalho do qual a pessoa goste; o valor do benefício é conseguir um emprego que proporcione um salário com o qual ela possa se sustentar; e o e o valor do bem significa encontrar um emprego que ajude os outros e ao mesmo tempo contribua para a sociedade.

E foi com decisão tomada que desembarcou de volta no Paraná com uma poupança capaz de mantê-lo enquanto estudava: completar o estudo básico interrompido quando saiu do Brasil, um ano de preparatório e 4 anos na Universidade Federal do Paraná.

O curso, Engenharia Ambiental, não era exatamente o que tinha imaginado, em verdade um curso que não existia e não existe, para formação específica de um ambientalista.

“Aliás – conta Rodrigo – a decisão de estudar, foi a partir do choque com a realidade da maior parte dos meus amigos brasileiros da minha faixa etária, 19 anos em 2007, que, terminada a formação no ensino médio entrava no mercado de trabalho e ganhava um salário mínimo, um sexto do que eu ganhava no Japão”.

Conclusão: se quisesse encontrar o emprego dentro do critério Belo, Benefício, Bom, teria que estudar.

E foi o que fez.

Já formado, através de um amigo comum, conheceu o sr. Edison Akira, presidente do Instituto Soka da Amazônia e começou uma troca de e-mails, conferências pelo hangout e, em 2017, uma visita a Manaus. Em 2019, aberta pelo ISA uma seleção de profissionais, acabou sendo contratado e estava definida a carreira profissional do jovem engenheiro ambientalista paranaense.

Expedições: o que vem antes

Antes de uma expedição à mata para a coleta de sementes e identificação/cadastramento de árvores matrizes, todo o planejamento exposto em outra matéria neste espaço: estudo da genética das árvores, tipos de solos, potencial das espécies coletáveis, valores ambientais próprios de cada espécie e tudo o mais.

 As expedições

À beira da floresta como está o Instituto Soka da Amazônia, as expedições são realizadas normalmente em um dia de trabalho, um dia que começa muito cedo, pelas 5 da manhã e termina no mesmo dia, com o sol se pondo ou já noite fechada.

Os grupos são de 3 a 7 pessoas, cada um com sua própria função.

Um dia na Floresta Amazônica

Chegar cedo, mas, cuidado, não cedo demais

Numa dessas excursões, como Rodrigo conta, a maratona começou com pequeno percurso de carro, em seguida 25 quilômetros e duas horas de barco a motor rio a baixo pelo Rio Negro, troca de barco por uma canoa a remo, caminhadas, abertura de trilhas, todos os muitos cuidados tomados e chegada ao destino não muito cedo.

“Há animais, que afinal são os “donos” da floresta, e podem ser agressivos dependendo do horário em que os forasteiros aparecem” – diz Rodrigo.

As canoas são necessárias para ganhar tempo e atingir o mais rapidamente possível os locais de coleta das sementes. O rio por onde entravam na mata era muito sinuoso e o barqueiro do barco a motor seguiu adiante, dando voltas e voltas, para resgatar a expedição mais tarde, enquanto a equipe, graças aos atalhos, começou antes o trabalho que a trouxe para o meio da mata.

Tanta água, muita sede

O dia cheio de atividade, o trabalho só é interrompido para um lanche rápido – sanduiches que saíram prontos de Manaus.

“O problema de matar a fome não seria problema, sempre há algo pra se comer e, de qualquer forma ninguém chega a morrer por um dia de fome, mas passar sede é que é complicado” conta Rodrigo, a respeito de uma expedição em que a ração de água foi mal calculada e a sede apertou. “Mas os “mateiros” (espécie de guias naturais da região) não tiveram problema para cortar alguns cipós e tirar de dentro deles água fresquinha”.

O trabalho

As expedições normalmente têm duas etapas. A primeira de reconhecimento do local, entendimentos com pessoas que vivem nos povoados dentro da mata, localização de áreas com potenciais matrizes, preparação, enfim, para planejar a logística das expedições de coleta.

As sementes, dependendo das árvores, podem ser minúsculas, do tamanho de um grão de pimenta do reino, outras vezes bem grandes, do tamanho de um côco ou até maiores.

As caminhadas pelo meio da mata vão se tornando cansativas pois as sementes -às vezes pesadas, às vezes dentro de frutas que também pesam- vão enchendo as mochilas. Em meio a isso, ir identificando e marcando as árvores capazes de ser boas matrizes.

A árvore ideal é aquela que está no ponto ideal, dispersando suas sementes, prontas para serem colhidas ou simplesmente pegadas no solo.

“Muitas vezes é uma disputa com animais, cotias, por exemplo, que também querem as sementes para sua alimentação e nós temos que ser mais espertos e ágeis para não perder uma semente”.

Os habitantes da selva

A região não é habitada por índios, mas as expedições são sempre a locais em que há aldeias de habitantes com sua vida extremamente simples, que vivem ali rusticamente há anos a anos.

“O senhorzinho que nos guiou na expedição que contei, tem seus 60 e poucos anos. Nasceu ali, ele e sua ente sobrevivem com alguma coisa que plantam, com a pesca, com algumas idas eventuais à cidadezinha mais próxima pra comprar alguma coisa. Muitas vezes é praticado o chamado “escambo” em que troca o que colhe na mata, seja cultivado por ele -na maior parte das vezes macachera, (ou mandioca, ou aipim, dependendo de como se chame a raiz num lugar ou outro do país) , sejam frutos ou peixes por coisas como arroz, feijão, por exemplo” – conta Rodrigo.

Problemas práticos

Entre os objetivos das expedições é identificar e sinalizar as melhores árvores matrizes. Sinalizar com a fixação de uma placa com as características da matriz, sua localização determinada por GPS. Ao mesmo tempo, treinar os habitantes locais para colher as sementes, acondicioná-las e indicar de que árvore foi colhida simplesmente copiando os dizeres da placa e assim ter mais um produto para seu escambo. Problema: os “mateiros” não sabem ler. Uma das alternativas que estão em teste é fazer a identificação não por texto, mas por cores.

Planos pessoais

O ar de Rodrigo quando fala de si, de seu trabalho, de seus planos de vida, é um ar de pessoa de bem com a vida, que conseguiu encontrar o seu caminho dentro do conceito Bom, Belo, Benefício e, mais do que isso, sente que a Proposta de Paz que o mestre Ikeda sempre prega está sendo plenamente alcançada.

Se já voltou ao Japão? Sim, uma vez e não está fora de cogitação ir mais vezes, mas para ver a família, matar a saudade dos pais e da irmã e voltar.

“Minha vida é aqui” -diz.

A aventura de um dia na mata em busca de árvores e sementes

Um dia na Floresta Amazônica

A história de Rodrigo, o jovem engenheiro paranaense que morava no Japão com a família, conheceu o conceito Bom-Belo-Benefício, decidiu voltar sozinho ao Brasil, estudou e hoje faz parte das expedições que se embrenham na mata em busca de árvores-matrizes e sementes

O mundo dá muitas e muitas voltas e o caso do Rodrigo Yuiti Izumi comprova isso.

Engenheiro Ambiental, 33 anos de idade, ele hoje faz parte ativa (muito ativa) da equipe do Instituto Soka da Amazônia, e uma das suas funções é participar das expedições que entram floresta adentro em busca de sementes e árvores-matrizes.

Paulista de nascimento, mas criado no Paraná, quando adolescente foi com a família para o Japão em 2003 e tinha tudo para fazer lá a sua vida. Estudava, conseguia se comunicar bastante bem em japonês, vivia bem com a família, mais adiante começou a trabalhar, não ganhava mal, tinha tudo para não voltar ao Brasil.

Mas voltou.

Voltou até com uma decisão profissional assumida, alguma atividade relacionada a ambientalismo.

Contribuiu para essa tomada de decisão a leitura das publicações do Soka Gakkai que os pais recebiam em casa, onde leu, por exemplo e com interesse que acabou marcando para sempre a sua vida, o conceito “Belo, Benefício, Bom” de autoria do primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi. Essa teoria, aplicada ao trabalho, é um excelente critério para a escolha de um bom emprego. O valor do belo significa encontrar um trabalho do qual a pessoa goste; o valor do benefício é conseguir um emprego que proporcione um salário com o qual ela possa se sustentar; e o e o valor do bem significa encontrar um emprego que ajude os outros e ao mesmo tempo contribua para a sociedade.

E foi com decisão tomada que desembarcou de volta no Paraná com uma poupança capaz de mantê-lo enquanto estudava: completar o estudo básico interrompido quando saiu do Brasil, um ano de preparatório e 4 anos na Universidade Federal do Paraná.

O curso, Engenharia Ambiental, não era exatamente o que tinha imaginado, em verdade um curso que não existia e não existe, para formação específica de um ambientalista.

“Aliás – conta Rodrigo – a decisão de estudar, foi a partir do choque com a realidade da maior parte dos meus amigos brasileiros da minha faixa etária, 19 anos em 2007, que, terminada a formação no ensino médio entrava no mercado de trabalho e ganhava um salário mínimo, um sexto do que eu ganhava no Japão”.

Conclusão: se quisesse encontrar o emprego dentro do critério Belo, Benefício, Bom, teria que estudar.

E foi o que fez.

Já formado, através de um amigo comum, conheceu o sr. Edison Akira, presidente do Instituto Soka da Amazônia e começou uma troca de e-mails, conferências pelo hangout e, em 2017, uma visita a Manaus. Em 2019, aberta pelo ISA uma seleção de profissionais, acabou sendo contratado e estava definida a carreira profissional do jovem engenheiro ambientalista paranaense.

Expedições: o que vem antes

Antes de uma expedição à mata para a coleta de sementes e identificação/cadastramento de árvores matrizes, todo o planejamento exposto em outra matéria neste espaço: estudo da genética das árvores, tipos de solos, potencial das espécies coletáveis, valores ambientais próprios de cada espécie e tudo o mais.

 As expedições

À beira da floresta como está o Instituto Soka da Amazônia, as expedições são realizadas normalmente em um dia de trabalho, um dia que começa muito cedo, pelas 5 da manhã e termina no mesmo dia, com o sol se pondo ou já noite fechada.

Os grupos são de 3 a 7 pessoas, cada um com sua própria função.

Um dia na Floresta Amazônica

Chegar cedo, mas, cuidado, não cedo demais

Numa dessas excursões, como Rodrigo conta, a maratona começou com pequeno percurso de carro, em seguida 25 quilômetros e duas horas de barco a motor rio a baixo pelo Rio Negro, troca de barco por uma canoa a remo, caminhadas, abertura de trilhas, todos os muitos cuidados tomados e chegada ao destino não muito cedo.

“Há animais, que afinal são os “donos” da floresta, e podem ser agressivos dependendo do horário em que os forasteiros aparecem”

– diz Rodrigo.

As canoas são necessárias para ganhar tempo e atingir o mais rapidamente possível os locais de coleta das sementes. O rio por onde entravam na mata era muito sinuoso e o barqueiro do barco a motor seguiu adiante, dando voltas e voltas, para resgatar a expedição mais tarde, enquanto a equipe, graças aos atalhos, começou antes o trabalho que a trouxe para o meio da mata.

Tanta água, muita sede

O dia cheio de atividade, o trabalho só é interrompido para um lanche rápido – sanduiches que saíram prontos de Manaus.

“O problema de matar a fome não seria problema, sempre há algo pra se comer e, de qualquer forma ninguém chega a morrer por um dia de fome, mas passar sede é que é complicado” conta Rodrigo, a respeito de uma expedição em que a ração de água foi mal calculada e a sede apertou. “Mas os “mateiros” (espécie de guias naturais da região) não tiveram problema para cortar alguns cipós e tirar de dentro deles água fresquinha”.

O trabalho

As expedições normalmente têm duas etapas. A primeira de reconhecimento do local, entendimentos com pessoas que vivem nos povoados dentro da mata, localização de áreas com potenciais matrizes, preparação, enfim, para planejar a logística das expedições de coleta.

As sementes, dependendo das árvores, podem ser minúsculas, do tamanho de um grão de pimenta do reino, outras vezes bem grandes, do tamanho de um côco ou até maiores.

As caminhadas pelo meio da mata vão se tornando cansativas pois as sementes -às vezes pesadas, às vezes dentro de frutas que também pesam- vão enchendo as mochilas. Em meio a isso, ir identificando e marcando as árvores capazes de ser boas matrizes.

A árvore ideal é aquela que está no ponto ideal, dispersando suas sementes, prontas para serem colhidas ou simplesmente pegadas no solo.

“Muitas vezes é uma disputa com animais, cotias, por exemplo, que também querem as sementes para sua alimentação e nós temos que ser mais espertos e ágeis para não perder uma semente”.

Os habitantes da selva

A região não é habitada por índios, mas as expedições são sempre a locais em que há aldeias de habitantes com sua vida extremamente simples, que vivem ali rusticamente há anos a anos.

“O senhorzinho que nos guiou na expedição que contei, tem seus 60 e poucos anos. Nasceu ali, ele e sua ente sobrevivem com alguma coisa que plantam, com a pesca, com algumas idas eventuais à cidadezinha mais próxima pra comprar alguma coisa. Muitas vezes é praticado o chamado “escambo” em que troca o que colhe na mata, seja cultivado por ele -na maior parte das vezes macachera, (ou mandioca, ou aipim, dependendo de como se chame a raiz num lugar ou outro do país) , sejam frutos ou peixes por coisas como arroz, feijão, por exemplo” – conta Rodrigo.

Problemas práticos

Entre os objetivos das expedições é identificar e sinalizar as melhores árvores matrizes. Sinalizar com a fixação de uma placa com as características da matriz, sua localização determinada por GPS. Ao mesmo tempo, treinar os habitantes locais para colher as sementes, acondicioná-las e indicar de que árvore foi colhida simplesmente copiando os dizeres da placa e assim ter mais um produto para seu escambo. Problema: os “mateiros” não sabem ler. Uma das alternativas que estão em teste é fazer a identificação não por texto, mas por cores.

Planos pessoais

O ar de Rodrigo quando fala de si, de seu trabalho, de seus planos de vida, é um ar de pessoa de bem com a vida, que conseguiu encontrar o seu caminho dentro do conceito Bom, Belo, Benefício e, mais do que isso, sente que a Proposta de Paz que o mestre Ikeda sempre prega está sendo plenamente alcançada.

Se já voltou ao Japão? Sim, uma vez e não está fora de cogitação ir mais vezes, mas para ver a família, matar a saudade dos pais e da irmã e voltar.

“Minha vida é aqui” -diz.

Nos dias de pandemia

Pandemia Amazonia

Durante o período de pandemia (Covid 19), os serviços de manutenção da Reserva, coleta, beneficiamento e repicagem continuaram sendo executados com os cuidados recomendados para essa atividade.

Pandemia Amazonia

Devido às restrições de mobilidade, todas as sementes coletadas nesse período foram coletadas na própria RPPN. Novas sementes foram catalogadas, proporcionando maior capacidade de diversidade biológica.

Pelo menos 3.000 mudas – algumas incluídas entre as que fazem parte da lista de estado de vulnerabilidade (IUCN) – foram plantadas em novo espaço com capacidade ampliada e maior diversificação de espécies. 

A implementação de medidas no controle dos resíduos florestais garantiu uma produção sustentável de matéria orgânica tão necessária à produção de mudas.

Nos dias de pandemia

Pandemia Amazonia

Durante o período de pandemia (Covid 19), os serviços de manutenção da Reserva, coleta, beneficiamento e repicagem continuaram sendo executados com os cuidados recomendados para essa atividade.

Pandemia Amazonia

Devido às restrições de mobilidade, todas as sementes coletadas nesse período foram coletadas na própria RPPN. Novas sementes foram catalogadas, proporcionando maior capacidade de diversidade biológica.

Pelo menos 3.000 mudas – algumas incluídas entre as que fazem parte da lista de estado de vulnerabilidade (IUCN) – foram plantadas em novo espaço com capacidade ampliada e maior diversificação de espécies. 

A implementação de medidas no controle dos resíduos florestais garantiu uma produção sustentável de matéria orgânica tão necessária à produção de mudas.

Amazônia sem antagonismos

Edison Akira Sato (*)

A Região amazônica provoca sempre sentimentos extremos.

Discussões e mais discussões em todas as partes do mundo.

Quase sempre acaloradas, cheias de paixão, às vezes com exageros, nem sempre com todo o bom senso, lucidez, equilíbrio, serenidade que seriam desejáveis.

Numa disputa entre antagônicos há, de um lado os que anteveem risco iminente de devastação incontrolável e de outro os que advogam o uso sem limites do solo e de suas riquezas em nome do suposto desenvolvimento do país. 

Opiniões expostas de forma exacerbada em que predomina mais a emoção, menos a razão.

Exageros à parte, o Instituto Soka Amazônia está convicto de que, sim, há cuidados que poderiam, mas nem sempre são tomados, da mesma forma que há pessoas, entidades, órgãos públicos e privados que se dedicam diuturnamente às causas da região. Sua atividade incansável leva à certeza de que a Amazônia, embora ameaçada, é e continuará sendo aquilo que sempre foi, cheia de vida. 

Por nos sentirmos cada vez mais integrados com esta parte tão especial do planeta, procuramos compreender os seus problemas e participar das mais diferentes campanhas que apontem para soluções de seus problemas.  

No início de fevereiro, por exemplo, recebemos aqui em nossa sede a Diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, senhora Mariana Maia Lopes que veio abordar conosco uma ação ambiental proposta pelo Ministério e que teve, de pronto, nosso apoio, uma ação que aconteceu no Encontro das Águas e na praia da RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural), onde foram coletados resíduos na beira do rio e na praia, projeto que busca ao menos minorar o sério problema do lixo urbano de Manaus.

O apoio a causas como essa está no DNA do Instituto Soka Amazônia.

Seja por opção, seja por vocação, esse sentido foi dado pelo nosso fundador, uma direção com que concordamos e nos motiva a levar nossos projetos à frente. 

(*) Presidente do Instituto Soka Amazônia

Amazônia sem antagonismos

Edison Akira Sato (*)

A Região amazônica provoca sempre sentimentos extremos.

Discussões e mais discussões em todas as partes do mundo.

Quase sempre acaloradas, cheias de paixão, às vezes com exageros, nem sempre com todo o bom senso, lucidez, equilíbrio, serenidade que seriam desejáveis.

Numa disputa entre antagônicos há, de um lado os que anteveem risco iminente de devastação incontrolável e de outro os que advogam o uso sem limites do solo e de suas riquezas em nome do suposto desenvolvimento do país. 

Opiniões expostas de forma exacerbada em que predomina mais a emoção, menos a razão.

Exageros à parte, o Instituto Soka Amazônia está convicto de que, sim, há cuidados que poderiam, mas nem sempre são tomados, da mesma forma que há pessoas, entidades, órgãos públicos e privados que se dedicam diuturnamente às causas da região. Sua atividade incansável leva à certeza de que a Amazônia, embora ameaçada, é e continuará sendo aquilo que sempre foi, cheia de vida. 

Por nos sentirmos cada vez mais integrados com esta parte tão especial do planeta, procuramos compreender os seus problemas e participar das mais diferentes campanhas que apontem para soluções de seus problemas.  

No início de fevereiro, por exemplo, recebemos aqui em nossa sede a Diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, senhora Mariana Maia Lopes que veio abordar conosco uma ação ambiental proposta pelo Ministério e que teve, de pronto, nosso apoio, uma ação que aconteceu no Encontro das Águas e na praia da RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural), onde foram coletados resíduos na beira do rio e na praia, projeto que busca ao menos minorar o sério problema do lixo urbano de Manaus.

O apoio a causas como essa está no DNA do Instituto Soka Amazônia.

Seja por opção, seja por vocação, esse sentido foi dado pelo nosso fundador, uma direção com que concordamos e nos motiva a levar nossos projetos à frente. 

(*) Presidente do Instituto Soka Amazônia

Nada como um jogo em regime ganha-ganha

Sabe uma daquelas típicas e gostosas situações de ganha/ganha?

Foi assim que aconteceu o encontro que os diretores e técnicos do Instituto Soka tiveram com representantes da Secretaria de Educação Municipal de Manaus e gestores das dez primeiras escolas públicas de ensino médio que serão atendidas no primeiro semestre de 2020 dentro do programa Academia Ambiental.

Ganhamos nós, do Instituto Soka Amazônia, pois mais um grupo de jovens viverá uma experiência prática e dinâmica de educação ambiental – essa, afinal, é uma das razões de nossa existência. Ganharão as escolas por proporcionarem essa possibilidade aos seus alunos, valorizando seu sistema de ensino. Ganharão muito os alunos, seja por terem vivido uma experiência que contribuirá para torná-los melhores cidadãos, seja pela conscientização da importância da preservação do meio ambiente e seja, claro, por terem passado um dia diferente de sua rotina diária.

A reunião foi no nosso auditório no dia 19 de fevereiro último, quando foram feitos os acertos para que o projeto ocorra sem problemas.

As principais inovações do projeto para este ano também foram expostas detalhadamente:

  1. Inclusão de uma aula sobre ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
  2. Atualização dos temas
  3. Inclusão de mini projetos de baixo custo a serem desenvolvidos pelas escolas a partir das reflexões feitas durante a visita ao Instituto Soka
  4. O calendário das visitas de 2020 será equivalente ao do ano anterior. Em 2019 foram 25 grupos que estiveram no Instituto; em 2020, uma visita a mais.

Para cada escola será disponibilizado um ônibus pela manhã e pela tarde, e em cada período, 40 alunos serão recebidos no Instituto. Além disso, durante a visita, um lanche será oferecido.

Nada como um jogo em regime ganha-ganha

Sabe uma daquelas típicas e gostosas situações de ganha/ganha?

Foi assim que aconteceu o encontro que os diretores e técnicos do Instituto Soka tiveram com representantes da Secretaria de Educação Municipal de Manaus e gestores das dez primeiras escolas públicas de ensino médio que serão atendidas no primeiro semestre de 2020 dentro do programa Academia Ambiental.

Ganhamos nós, do Instituto Soka Amazônia, pois mais um grupo de jovens viverá uma experiência prática e dinâmica de educação ambiental – essa, afinal, é uma das razões de nossa existência. Ganharão as escolas por proporcionarem essa possibilidade aos seus alunos, valorizando seu sistema de ensino. Ganharão muito os alunos, seja por terem vivido uma experiência que contribuirá para torná-los melhores cidadãos, seja pela conscientização da importância da preservação do meio ambiente e seja, claro, por terem passado um dia diferente de sua rotina diária.

A reunião foi no nosso auditório no dia 19 de fevereiro último, quando foram feitos os acertos para que o projeto ocorra sem problemas.

As principais inovações do projeto para este ano também foram expostas detalhadamente:

  1. Inclusão de uma aula sobre ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
  2. Atualização dos temas
  3. Inclusão de mini projetos de baixo custo a serem desenvolvidos pelas escolas a partir das reflexões feitas durante a visita ao Instituto Soka

O calendário das visitas de 2020 será equivalente ao do ano anterior. Em 2019 foram 25 grupos que estiveram no Instituto; em 2020, uma visita a mais.

Para cada escola será disponibilizado um ônibus pela manhã e pela tarde, e em cada período, 40 alunos serão recebidos no Instituto. Além disso, durante a visita, um lanche será oferecido.

Na Califórnia dois dias de intensa troca de experiências.

Tais Tokusato(*)

Há mais de um ano a SESRP vem trabalhando para facilitar
este evento, proporcionando espaço e oportunidade para
que todos os participantes aprofundem sua compreensão da
Soka Education, pedagogia humanística focada na
construção da paz e na cidadania global.
Carta de introdução à 16ª. Conferência sobre Educação Soka

Confira no mapa onde fica Aliso Viejo.

Fica no sul da Califórnia, não muito longe de Los Angeles, uma beleza de cidade tranquila, perto do Pacífico, embora entre a cidade e o mar, uma distância que se cobre nuns 5 minutos, haja um canyon, espécie de barreira montanhosa.

É justamente em Alison Viejo que fica a Universidade Soka América. Foi ali, em dois dias de intenso trabalho e rica troca de experiências envolvendo cerca de 50 pessoas dos 5 continentes, tanto jovens estudantes como maduros professores e pesquisadores, que se realizou nos dias 15 e 16 fevereiro a 16ª. Conferência sobre Educação Soka. Os mais variados temas foram abordados, expostos e debatidos – entre tantos outros, justiça ambiental, consentimento sexual como meio de pacificação, Iran – diálogo na busca da paz num país que rotulamos como violento.

Foram apresentadas 11 pesquisas e aconteceram 3 workshops. Ainda que em inglês, vale a pena conhecer maiores detalhes da Conferência – Clique aqui (https://m.box.com/shared_item/https%3A%2F%2Fsoka.box.com%2Fv%2Fsec16booklet ) .

Tive muita honra e satisfação em fazer a apresentação “Educação Ambiental no Amazonas: Um Caso de Estudo sobre o Instituto Soka Amazônia” em que expus, ao lado da pesquisadora brasileira Tamy Kobashikawa os resultados da pesquisa realizada em outubro de 2019 com o intuito de avaliar a eficiência do projeto “Academia Ambiental”. Estudante de doutorado na Universidade Soka, atualmente Tamy é membro do Centro de Pesquisa de Humanismo Ikeda da Universidade Federal de Rondônia e da Sociedade Japonesa para o desenvolvimento Internacional.

Para mim e Tamy foi especialmente muito bom ter recebido demonstrações vivas e inequívocas do interesse despertado pelo conteúdo apresentado.

Em relação aos dois dias de trabalho, talvez uma das mais importantes constatações tenha sido a da praticidade dos casos e experiências apresentados, capazes de tornar cada vez mais efetiva a nossa atuação no dia a dia dentro da realidade brasileira e das peculiaridades de uma região tão especial e rica como a Amazônia.

E as praias da Califórnia?

Deu apenas para contemplar um lindo pôr-do-sol e perceber que as águas são geladas e as areias, curiosamente, talvez mais geladas ainda.

(*) Graduanda em Ciências Naturais (UFAM) e Coordenadora de Projetos Ambientais