Instituto Soka Amazônia marca presença em eventos nacionais e internacionais de educação ambiental



Instituto Soka Amazônia marca presença em eventos nacionais e internacionais de educação ambiental

Julho de 2025 foi um mês especial para o Instituto Soka Amazônia, que participou ativamente de três eventos relevantes voltados à educação ambiental, à conservação da biodiversidade e à promoção da sustentabilidade em diferentes esferas da sociedade. As ações reforçam o papel do Instituto como referência em práticas educativas transformadoras e gestão ambiental responsável na Amazônia.

Representantes do Instituto Soka Amazônia com Mirian Vilela, Diretora Executiva da Carta da Terra Internacional (ao centro).

Participação no VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa

Entre os dias 21 e 25 de julho, aconteceu em Manaus (AM) a oitava edição do Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, com o tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”.

O Instituto Soka Amazônia esteve presente desde o primeiro dia do evento, com a participação do Diretor Ambiental, João Carlos Jr., em uma das mesas do I Encontro Lusófono da Carta da Terra. Em sua fala, João apresentou os projetos desenvolvidos pelo Instituto — especialmente a Academia Ambiental — e ressaltou a forte sintonia entre os valores da instituição e os princípios da Carta da Terra.

“Nos diálogos que realizamos com outras instituições baseadas nos pilares da Carta da Terra, percebemos o quanto somos inspirados — e já inspiramos aqueles ao nosso redor”

Mesa de diálogo “Partilhas de experiências em educação não formal”, com participação de João Carlos Júnior (Instituto Soka Amazônia), Vanda Witoto (Instituto Witoto) e moderação de Tamy Kobashikawa (Associação Carta da Terra Internacional – Brasil).

Na manhã do dia 22 de julho, representantes do Instituto acompanharam uma das programações mais marcantes do congresso: a inspiradora palestra da Ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva. Compartilhando sua trajetória de vida, os desafios enfrentados e as conquistas obtidas, Marina emocionou o público e reforçou a educação ambiental como ferramenta essencial para a transformação social e a mobilização global. Aproveitando esse momento especial, o Instituto presenteou a ministra com um livro didático da Turma da Mônica sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e um folder institucional, acompanhado de um convite para conhecer presencialmente a sede do Instituto Soka Amazônia.

No mesmo dia, durante o período da tarde, o Instituto recebeu em sua sede Mirian Vilela, Diretora Executiva da Carta da Terra Internacional, para um encontro acolhedor e produtivo. A conversa abordou as ações mais recentes desenvolvidas pelo Instituto em diálogo com os princípios da Carta da Terra, e abriu caminhos para futuras parcerias e aprofundamento da colaboração. A visita reforçou a relevância dos valores da Carta como base ética para as práticas de sustentabilidade, educação e cultura de paz que orientam o trabalho da instituição.

 

Nos dias seguintes, representantes do Instituto participaram de oficinas e minicursos, entre eles:

  • Oficina Lixo Zero
  • ODS e Carta da Terra para jovens
  • Se Comer, Plante: frutas regionais e sustentabilidade na Amazônia

O ponto alto da participação foi no dia 24 de julho, quando o Instituto recebeu, em sua sede, mais de 30 participantes do congresso para uma edição imersiva da Academia Ambiental. Os visitantes vieram de diversos estados brasileiros e países lusófonos e puderam conhecer a floresta amazônica, os espaços do Instituto e nossas metodologias de educação ambiental.

Destaque no VII Congresso Brasileiro de RPPNs (CBRPPN)

Paralelamente, nos dias 22 e 23 de julho, o Instituto também esteve representado no VII Congresso Brasileiro de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CBRPPN), realizado em Belo Horizonte.

A engenheira florestal Karoline Emily Pereira Freitas, da Divisão de Proteção da Natureza, participou do evento, apresentando a experiência da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, gerida pelo Instituto. Em sua avaliação, a participação foi desafiadora e gratificante:

“Mostrar o nosso trabalho nos colocou como exemplo de boas práticas em conservação”, afirmou.

Karoline participou de painéis e palestras, com destaque para:

  • RPPNs corporativas: casos de sucesso
  • Painéis sobre engajamento de federações e apoio público
  • Palestra “Cores da Noite: Novas e Raras Espécies de Louva-a-deus do Brasil”



Além de absorver conhecimentos técnicos, Karoline estabeleceu conexões importantes com outros RPPNistas e instituições como ICMBio, Fundação Florestas, Projeto Mantis e Sesc Pantanal. A experiência trouxe ideias concretas para ações futuras no Instituto, como o fortalecimento de pesquisas sobre fauna e novas parcerias na região amazônica.

Workshop ESG com a Tutiplast

No dia 22 de julho, o Instituto também foi palco do Workshop ESG promovido pela empresa Tutiplast. Idealizado pelos próprios colaboradores da empresa, o evento teve como objetivo refletir sobre os resultados das ações ecológicas internas e fortalecer a cultura de responsabilidade socioambiental.

Durante a tarde, os participantes participaram de uma breve edição da Academia Ambiental, com visita ao Mirante, ao Laboratório de Sementes e à árvore símbolo do Instituto: a Sumaúma. A atividade foi marcada pela conexão com a natureza e pela troca de experiências sobre práticas sustentáveis no ambiente corporativo.

Compromisso contínuo com a transformação ecológica

A presença do Instituto Soka Amazônia em eventos como esses reafirma seu papel no cenário ambiental brasileiro e internacional. Através da educação, da gestão consciente de sua reserva e da construção de parcerias sólidas, o Instituto segue promovendo uma cultura de paz, respeito à vida e harmonia com a natureza.

Dia Mundial das Florestas Tropicais reforça a urgência da preservação

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Dia Mundial das Florestas Tropicais reforça a urgência da preservação

No dia 22 de junho celebra-se o Dia Mundial das Florestas Tropicais, uma data criada para destacar a grande importância desses ecossistemas para o planeta. Mais do que um marco no calendário ambiental, esse dia convida à reflexão sobre os impactos da ação humana e a necessidade urgente de fortalecer a preservação das florestas tropicais, que abrigam uma biodiversidade incomparável.

 

O Brasil tem um papel central nesse cenário: é o lar da maior parte da Floresta Amazônica — o maior bioma tropical do mundo — e carrega uma responsabilidade global na conservação ambiental.

O que são florestas tropicais?

As florestas tropicais são ecossistemas localizados entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, caracterizados por clima quente e úmido durante todo o ano. São reconhecidas por sua altíssima biodiversidade, com uma enorme variedade de espécies vegetais, animais e microrganismos que coexistem em equilíbrio. Embora ocupem apenas cerca de 7% da superfície terrestre, concentram uma parte significativa da biodiversidade mundial.

Por que as florestas tropicais são tão importantes?

Esses ecossistemas desempenham um papel essencial no equilíbrio ecológico do planeta. Regulam o clima global ao influenciar padrões de temperatura e precipitação, além de serem fundamentais para o ciclo da água, contribuindo para a formação de chuvas e a manutenção da umidade do ar.

As florestas tropicais abrigam inúmeras espécies — muitas ainda não descritas pela ciência — e guardam um vasto patrimônio de saberes tradicionais e recursos naturais. Sua capacidade de absorver grandes quantidades de dióxido de carbono também é crucial para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Proteger essas florestas é, portanto, preservar a vida em todas as suas formas.

Brasil: guardião da maior floresta tropical do mundo

Com cerca de 60% da Floresta Amazônica em seu território, o Brasil é peça-chave na conservação das florestas tropicais. A Amazônia brasileira cobre mais de 4 milhões de km² e abriga cerca de 10% de todas as espécies conhecidas no planeta, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

No entanto, o país enfrenta desafios significativos, como o desmatamento e as queimadas, que ameaçam a integridade da floresta e a vida de seus povos. A luta pela conservação exige o envolvimento ativo da sociedade civil, da ciência e de políticas públicas comprometidas com o futuro.

Educação ambiental como semente de mudança: o papel do Instituto Soka da Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka da Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

Além disso, o Instituto desenvolve ações para reduzir o uso de plástico, incentiva práticas sustentáveis e realiza atividades de reflorestamento, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas. Parcerias com escolas, universidades e organizações sociais ampliam o alcance e o impacto dessas iniciativas.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la.

Conscientização e engajamento: o que você pode fazer?

No Dia Mundial das Florestas Tropicais, o chamado é claro: cada pessoa pode fazer a diferença. Apoiar projetos de educação ambiental, consumir de forma consciente, denunciar crimes ambientais e valorizar a ciência são formas concretas de participar dessa missão coletiva.

O Instituto Soka da Amazônia convida a população a conhecer suas ações e se envolver com iniciativas que transformam o cuidado com a floresta em um compromisso diário com o futuro do planeta.

Assim, como o fundador, Dr. Daisaku Ikeda compartilha: “A inter-relação entre os seres humanos e o meio ambiente é um processo histórico no qual ambos se transformaram um ao outro e evoluíram criativamente durante anos…”

 

Dia do Pau-Brasil: uma homenagem à árvore que deu nome ao nosso país

No dia 3 de maio celebramos o Dia do Pau-Brasil, uma data que convida à reflexão sobre a importância histórica, ambiental e cultural dessa árvore nativa da Mata Atlântica, símbolo nacional que deu nome ao nosso país e que hoje corre risco de extinção.

Conhecido cientificamente como Paubrasilia echinata, o pau-brasil possui madeira avermelhada, densa e resistente, por isso, foi amplamente explorado no início da colonização portuguesa. Seu pigmento também foi altamente valorizado na Europa para tingimento de tecidos, o que impulsionou a extração em larga escala nos séculos 16 e 17. Com o passar do tempo, a exploração predatória e a devastação da Mata Atlântica reduziram drasticamente a espécie.

Hoje, o pau-brasil é protegido pela Lei Federal nº 6.607/1978, que a declarou Árvore Nacional. Diversas iniciativas, como projetos de reflorestamento, viveiros de mudas e ações de educação ambiental, buscam reverter o cenário de extinção e garantir a sobrevivência da espécie para as próximas gerações.

Além do valor ecológico e histórico, o pau-brasil é uma das madeiras mais utilizadas na fabricação de arcos de violino. Sua flor, de coloração amarela vibrante, foi escolhida como símbolo nacional. Ela é muito valorizada na produção de biojoias e objetos de decoração graças à sua beleza e resistência.

Apesar de não ser frutífera, o pau-brasil desempenha um papel importante no ecossistema. Suas flores atraem abelhas nativas e, ocasionalmente, beija-flores, que auxiliam na polinização. Lagartas, besouros e outros insetos herbívoros se alimentam de suas folhas, enquanto formigas e pequenos répteis encontram abrigo em seu tronco. Já a copa densa oferece pouso e proteção para aves, como bem-te-vis, sanhaços e outras espécies da avifauna.

Em áreas restauradas ou protegidas, o pau-brasil integra corredores ecológicos fundamentais para a manutenção da biodiversidade.

No Instituto Soka Amazônia, localizado em Manaus (AM), é possível encontrar três muirapiranga (Brosimum rubescens) com quatro anos de idade. Popularmente conhecidas como “pau-brasil da Amazônia” por conta da madeira avermelhada, elas estão plantadas em áreas específicas do instituto para encantar os visitantes, reforçar o valor da flora amazônica e destacar a urgência da preservação das espécies nativas.

A celebração do Dia do Pau-Brasil, em 3 de maio, é uma oportunidade para refletir sobre a importância da conservação da biodiversidade brasileira e o papel de cada cidadão na proteção do patrimônio natural.