26ª Passarinhada em Manaus registra 43 espécies de aves na RPPN Dr. Daisaku Ikeda

26ª Passarinhada em Manaus

O projeto Vem Passarinhar Manaus chegou na sua 26ª edição e registrou 43 espécies de aves na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Dr. Daisaku Ikeda, administrada pelo Instituto Soka Amazônia. O evento ocorreu em 28 de fevereiro de 2026 e reuniu observadores de aves, estudantes e interessados em conservação ambiental. 

A atividade contou com a participação de 25 pessoas, que percorreram diferentes áreas da reserva em busca de registros para plataformas de ciência cidadã. Ao todo, foram contabilizados 140 indivíduos, cujos dados foram enviados ao eBird, banco de dados global utilizado por pesquisadores para monitorar a biodiversidade e mapear populações de aves. 

Entre as espécies observadas estão aves comuns em ambientes urbanos e periurbanos da Amazônia, como o gavião carijó (Rupornis magnirostris), o canário-do-amazonas (Sicalis columbiana) e o ferreirinho-estriado (Todirostrum striaticeps) . Também foram registrados ícones da avifauna regional, como a araracanga (Ara macao) e o japu (Psarocolius decumanus), que reforçam a diversidade presente na área protegida. 

Durante o encontro, foi firmado um termo de compromisso entre o Instituto Soka Amazônia e o projeto Vem Passarinhar Manaus, desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas. O acordo formaliza a cooperação para a criação do Guia de Aves da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, que reunirá registros e informações das espécies documentadas na reserva. 

A primeira versão do guia será disponibilizada em formato digital, facilitando o acesso para observadores, pesquisadores e visitantes interessados na avifauna local.  

O lançamento está previsto para ocorrer no Avistar Brasil 2026, um dos principais eventos do país dedicados à observação de aves e à conservação da natureza. 

As listas completas de observação registradas durante a atividade podem ser acessadas nos links:  

https://ebird.org/checklist/S304571961  
https://ebird.org/checklist/S304596593

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Dia Internacional das Mulheres

Dia Internacional das Mulheres

Ao longo de sua jornada pelo mundo, o filósofo e educador Daisaku Ikeda encontrou mulheres que, com coragem e propósito, ajudaram a transformar a história.

Em diferentes países, culturas e contextos, esses encontros foram marcados por diálogos profundos sobre ciência, paz, educação e o futuro do planeta. Cada conversa revelava uma mesma convicção: quando mulheres se levantam para proteger a vida e defender a dignidade humana, novos caminhos se abrem para toda a sociedade.

Entre laboratórios científicos, movimentos pela paz e reflexões sobre um mundo mais sustentável, nasceram trocas de ideias que ultrapassaram fronteiras. Mais do que reuniões formais, foram encontros de esperança, momentos em que conhecimento, compaixão e ação se uniram para inspirar gerações futuras.

Hoje, ao recordar essas trajetórias, celebramos não apenas grandes nomes da história, mas a força transformadora presente em cada mulher que decide agir, cuidar e construir um futuro mais humano e sustentável.

Hazel Henderson

Encontro com Daisaku Ikeda: Outubro de 2000 — Tóquio, Japão 

Hazel Henderson (1933–2022) foi uma futurista, economista evolucionária e ambientalista britânico-americana, reconhecida por fundar a Ethical Markets Media e por seu ativismo pioneiro na promoção da economia verde e dos investimentos socialmente responsáveis. Seu trabalho influenciou a medição de progresso econômico além do PIB, integrando valores ambientais e sociais.

Principais fatos

  • Nascimento: 27 de março de 1933, Bristol, Inglaterra
  • Falecimento: 22 de maio de 2022, St. Augustine, Flórida, EUA
  • Cidadania: Britânica e naturalizada norte-americana
  • Fundação: Ethical Markets Media (2004)
  • Obra marcante: The Politics of the Solar Age (1981)

Vida e carreira

Nascida Jean Hazel Mustard, Henderson tornou-se uma das principais vozes do ambientalismo econômico. Em 1964, cofundou o grupo Citizens for Clean Air, em Nova York, que levou à criação do primeiro índice de poluição atmosférica em boletins meteorológicos. Em sua trajetória, criticou a economia convencional por ignorar custos sociais e ambientais, afirmando que “a economia é uma forma de dano cerebral”.

Pensamento e obras

Henderson escreveu nove livros e centenas de artigos sobre sustentabilidade, finanças éticas e responsabilidade corporativa. The Politics of the Solar Age previu a transição global dos combustíveis fósseis para uma economia solar, enquanto Ethical Markets: Growing the Green Economy (2006) consolidou o conceito de “mercados éticos”. Ela co-desenvolveu o índice Calvert-Henderson de Qualidade de Vida e o Green Transition Scoreboard®, métricas alternativas ao PIB para medir o bem-estar e o investimento sustentável.

Legado e reconhecimento

Foi membro honorário do Club of Rome, Fellow da Royal Society of Arts e agraciada com o Global Citizen Award (1996). O centro Hazel Henderson Center e o acervo da State Historical Society of Missouri preservam seus arquivos e promovem seu legado em ética, inovação e sustentabilidade. Sua visão inspirou gerações de economistas, ambientalistas e investidores a buscarem um modelo econômico alinhado à justiça social e à regeneração ecológica.

Elise Boulding

Encontro com Daisaku Ikeda: Década de 1990 

Elise Boulding (1920–2010) foi uma socióloga, escritora e ativista norte-americana de origem norueguesa, reconhecida como uma das fundadoras dos Estudos de Paz e Conflito. Chamadas de “mãe da pesquisa pela paz”, suas ideias influenciaram profundamente a educação para a paz, o feminismo e o pensamento sobre o futuro.

Principais fatos

  • Nascimento: 6 de julho de 1920, Oslo, Noruega
  • Falecimento: 24 de junho de 2010, Needham, Massachusetts, EUA
  • Afilição: Sociedade Religiosa dos Amigos (quakers)
  • Instituições: Universidade do Colorado, Dartmouth College
  • Prêmio/Indicação: Indicada ao Prêmio Nobel da Paz

Trajetória e pensamento

Imigrada aos EUA ainda criança, Boulding graduou-se no Douglas College (Rutgers University) e obteve doutorado em sociologia na Universidade de Michigan. Casou-se com o economista e poeta quaker Kenneth Boulding, com quem fundou a International Peace Research Association. Professora na Universidade do Colorado e depois em Dartmouth, ela ajudou a estabelecer programas pioneiros de estudos da paz e estudos de gênero.

Sua obra explora o papel das famílias e das mulheres na construção de sociedades pacíficas, defendendo a “cultura de paz” — uma abordagem que valoriza cooperação, diversidade e resolução não violenta de conflitos. Como quaker, integrou espiritualidade e ação social, vendo a educação como meio essencial para transformar valores culturais em direção à não violência.

Obras e legado

Entre seus livros destacam-se The Underside of History: A View of Women Through Time (1976), Building a Global Civic Culture: Education for an Interdependent World (1988) e Cultures of Peace: The Hidden Side of History (2000). Nomeada pela American Friends Service Committee ao Nobel da Paz em 1990, também participou do movimento Women’s International League for Peace and Freedom e de comissões da UNESCO e do governo norte-americano.

Elise Boulding permanece referência na sociologia da paz e na educação global, inspirando gerações de estudiosos e ativistas a imaginar e construir um mundo livre de violência.

Wangari Maathai

Encontro com Daisaku Ikeda: Fevereiro de 2005 — Tóquio, Japão 

Wangari Maathai (1940–2011) foi uma bióloga, ativista ambiental e política queniana. Fundadora do Green Belt Movement, tornou-se a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz, reconhecida por conectar meio ambiente, direitos humanos e democracia em uma mesma agenda de desenvolvimento sustentável.

Fatos-chave

  • Nascimento: 1º de abril de 1940, Nyeri, Quênia
  • Falecimento: 25 de setembro de 2011, Nairóbi, Quênia
  • Formação: Ph.D. em Anatomia, Universidade de Nairóbi (1971)
  • Fundação: Green Belt Movement (1977)
  • Prêmio Nobel da Paz: 2004

Formação e carreira acadêmica

Educada nos Estados Unidos pelo programa Airlift Africa, Maathai graduou-se em biologia no Mount St. Scholastica College (1964) e obteve mestrado na Universidade de Pittsburgh (1966). Em 1971, tornou-se a primeira mulher da África Oriental e Central a conquistar um doutorado, lecionando na Universidade de Nairóbi e dirigindo o Departamento de Anatomia Veterinária.

O Green Belt Movement

Fundado em 1977, o Green Belt Movement surgiu da percepção de Maathai sobre a degradação ambiental e a vulnerabilidade das mulheres rurais. O projeto mobilizou comunidades, sobretudo mulheres, para plantar milhões de árvores, combatendo a erosão e garantindo fontes de lenha e renda. Até o início do século XXI, mais de 30 milhões de árvores haviam sido plantadas no Quênia e em outros países africanos .

Ativismo e liderança política

Maathai expandiu sua atuação para a política, sendo eleita deputada em 2002 e nomeada vice-ministra do Meio Ambiente em 2003. Enfrentou o regime autoritário de Daniel arap Moi, defendendo parques públicos e florestas contra a privatização. Sua militância resultou em prisões, mas também em reconhecimento internacional por sua coragem e ética cívica .

Legado e reconhecimento

Além do Nobel, Maathai recebeu dezenas de prêmios internacionais e títulos honoríficos. Foi Mensageira da Paz da ONU (2009) e fundadora do Wangari Maathai Institute for Peace and Environmental Studies (2010). Faleceu de câncer em 2011, deixando um legado de ativismo ambiental, empoderamento feminino e governança ética que continua a inspirar movimentos globais

Rita Levi-Montalcini

Encontro com Daisaku Ikeda : Década de 1990 (início dos anos 1990) 

Rita Levi-Montalcini (1909–2012) foi uma neurologista e senadora vitalícia italiana, laureada com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1986 por sua descoberta do fator de crescimento nervoso (NGF). Sua pesquisa revolucionou o entendimento do desenvolvimento e regeneração do sistema nervoso, tornando-a uma das cientistas mais influentes do século XX.

Fatos principais

  • Nascimento: 22 de abril de 1909, Turim, Itália
  • Falecimento: 30 de dezembro de 2012, Roma, Itália
  • Prêmio Nobel: Medicina/Fisiologia (1986, com Stanley Cohen)
  • Instituições: Universidade de Turim; Washington University (EUA); CNR Roma
  • Título honorífico: Senadora vitalícia da República Italiana (2001)

Formação e primeiros anos

Filha do engenheiro Adamo Levi e da pintora Adele Montalcini, Rita enfrentou resistência paterna à educação feminina. Graduou-se em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Turim em 1936, sob orientação do histologista Giuseppe Levi, ao lado de colegas como Salvador Luria e Renato Dulbecco, também futuros laureados com o Nobel.

Pesquisa sob perseguição

Com as leis raciais de 1938, foi impedida de trabalhar por ser judia e montou um pequeno laboratório em seu quarto. Durante a Segunda Guerra Mundial, prosseguiu seus estudos sobre embriões de galinha, descobrindo mecanismos essenciais do crescimento neural. Sua perseverança em tempos de perseguição fascista é amplamente reconhecida como símbolo de resistência intelectual.

Descoberta e carreira internacional

Em 1947, foi convidada por Viktor Hamburger para a Washington University, nos Estados Unidos, onde, em colaboração com Stanley Cohen, identificou e isolou o NGF, o primeiro fator de crescimento celular conhecido. Essa descoberta abriu novas vias para compreender doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Legado e impacto social

De volta à Itália, fundou o Instituto de Biologia Celular e, em 2002, o European Brain Research Institute. Criou também a Fundação Rita Levi-Montalcini, dedicada à educação de mulheres africanas. Tornou-se um ícone do pensamento científico e da igualdade de gênero, ativa em causas sociais até os 103 anos.

 

 

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Dia Mundial da Vida Selvagem

Dia Mundial da Vida Selvagem

O Dia Mundial da Vida Selvagem é celebrado em 3 de março. A data foi instituída em 2013 pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar a assinatura da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), em 1973. O objetivo é chamar atenção para a importância da biodiversidade e para os desafios relacionados à conservação das espécies em todo o mundo.

A data reforça o compromisso global de proteger a fauna não apenas como agenda ambiental mas por uma questão de qualidade de vida.

Iniciativas de conservação no Brasil

No Brasil, país que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta, a proteção da vida selvagem está associada a uma ampla rede de políticas públicas e áreas protegidas.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) organiza categorias de manejo que incluem parques nacionais, reservas biológicas, estações ecológicas e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Além das unidades de conservação, iniciativas como planos de ação para espécies ameaçadas, fiscalização ambiental e projetos de monitoramento da fauna têm sido fundamentais para conter a perda de biodiversidade. Organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e reservas privadas também desempenham papel estratégico, pois ampliam a proteção de áreas naturais e fortalecem a conectividade entre fragmentos florestais.

Na Amazônia, esse esforço é ainda mais decisivo. A região concentra espécies emblemáticas, endêmicas e altamente sensíveis à fragmentação do habitat.

O papel do Instituto Soka Amazônia na proteção da fauna  

Em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia contribui diretamente para a proteção da fauna por meio da gestão da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, que protege parte da Floresta Amazônica em área urbana. A reserva funciona como refúgio para diversas espécies e mantém processos ecológicos essenciais ao equilíbrio ambiental da cidade.

Entre as espécies registradas estão o Ramphastos tucanus (tucano-de-papo-branco), importante dispersor de sementes; o Saimiri sciureus (macaco-de-cheiro), que depende da conectividade florestal para sobreviver; a Cuniculus paca (paca), essencial na dinâmica de regeneração do sub-bosque; e a Boa constrictor (jiboia), associada a ambientes aquáticos preservados.

A atuação do instituto vai além da proteção territorial. A área é utilizada para pesquisa científica, monitoramento da biodiversidade e atividades de educação ambiental com a população. Ao manter a floresta em pé dentro do contexto urbano, o instituto contribui para a regulação do microclima, a proteção dos recursos hídricos e a manutenção da diversidade biológica.

Neste Dia Mundial da Vida Selvagem, reforçamos que conservar é um compromisso contínuo. Proteger a fauna amazônica é proteger o equilíbrio da cidade, da floresta e das futuras gerações.

Tucano. Foto: Instituto Soka Amazônia
Macaco de cheiro. Foto: Instituto Soka Amazônia
Jiboia. Foto: Instituto Soka Amazônia

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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