26ª Passarinhada em Manaus registra 43 espécies de aves na RPPN Dr. Daisaku Ikeda

26ª Passarinhada em Manaus

O projeto Vem Passarinhar Manaus chegou na sua 26ª edição e registrou 43 espécies de aves na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Dr. Daisaku Ikeda, administrada pelo Instituto Soka Amazônia. O evento ocorreu em 28 de fevereiro de 2026 e reuniu observadores de aves, estudantes e interessados em conservação ambiental. 

A atividade contou com a participação de 25 pessoas, que percorreram diferentes áreas da reserva em busca de registros para plataformas de ciência cidadã. Ao todo, foram contabilizados 140 indivíduos, cujos dados foram enviados ao eBird, banco de dados global utilizado por pesquisadores para monitorar a biodiversidade e mapear populações de aves. 

Entre as espécies observadas estão aves comuns em ambientes urbanos e periurbanos da Amazônia, como o gavião carijó (Rupornis magnirostris), o canário-do-amazonas (Sicalis columbiana) e o ferreirinho-estriado (Todirostrum striaticeps) . Também foram registrados ícones da avifauna regional, como a araracanga (Ara macao) e o japu (Psarocolius decumanus), que reforçam a diversidade presente na área protegida. 

Durante o encontro, foi firmado um termo de compromisso entre o Instituto Soka Amazônia e o projeto Vem Passarinhar Manaus, desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas. O acordo formaliza a cooperação para a criação do Guia de Aves da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, que reunirá registros e informações das espécies documentadas na reserva. 

A primeira versão do guia será disponibilizada em formato digital, facilitando o acesso para observadores, pesquisadores e visitantes interessados na avifauna local.  

O lançamento está previsto para ocorrer no Avistar Brasil 2026, um dos principais eventos do país dedicados à observação de aves e à conservação da natureza. 

As listas completas de observação registradas durante a atividade podem ser acessadas nos links:  

https://ebird.org/checklist/S304571961  
https://ebird.org/checklist/S304596593

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Dia Internacional das Mulheres

Dia Internacional das Mulheres

Ao longo de sua jornada pelo mundo, o filósofo e educador Daisaku Ikeda encontrou mulheres que, com coragem e propósito, ajudaram a transformar a história.

Em diferentes países, culturas e contextos, esses encontros foram marcados por diálogos profundos sobre ciência, paz, educação e o futuro do planeta. Cada conversa revelava uma mesma convicção: quando mulheres se levantam para proteger a vida e defender a dignidade humana, novos caminhos se abrem para toda a sociedade.

Entre laboratórios científicos, movimentos pela paz e reflexões sobre um mundo mais sustentável, nasceram trocas de ideias que ultrapassaram fronteiras. Mais do que reuniões formais, foram encontros de esperança, momentos em que conhecimento, compaixão e ação se uniram para inspirar gerações futuras.

Hoje, ao recordar essas trajetórias, celebramos não apenas grandes nomes da história, mas a força transformadora presente em cada mulher que decide agir, cuidar e construir um futuro mais humano e sustentável.

Hazel Henderson

Encontro com Daisaku Ikeda: Outubro de 2000 — Tóquio, Japão 

Hazel Henderson (1933–2022) foi uma futurista, economista evolucionária e ambientalista britânico-americana, reconhecida por fundar a Ethical Markets Media e por seu ativismo pioneiro na promoção da economia verde e dos investimentos socialmente responsáveis. Seu trabalho influenciou a medição de progresso econômico além do PIB, integrando valores ambientais e sociais.

Principais fatos

  • Nascimento: 27 de março de 1933, Bristol, Inglaterra
  • Falecimento: 22 de maio de 2022, St. Augustine, Flórida, EUA
  • Cidadania: Britânica e naturalizada norte-americana
  • Fundação: Ethical Markets Media (2004)
  • Obra marcante: The Politics of the Solar Age (1981)

Vida e carreira

Nascida Jean Hazel Mustard, Henderson tornou-se uma das principais vozes do ambientalismo econômico. Em 1964, cofundou o grupo Citizens for Clean Air, em Nova York, que levou à criação do primeiro índice de poluição atmosférica em boletins meteorológicos. Em sua trajetória, criticou a economia convencional por ignorar custos sociais e ambientais, afirmando que “a economia é uma forma de dano cerebral”.

Pensamento e obras

Henderson escreveu nove livros e centenas de artigos sobre sustentabilidade, finanças éticas e responsabilidade corporativa. The Politics of the Solar Age previu a transição global dos combustíveis fósseis para uma economia solar, enquanto Ethical Markets: Growing the Green Economy (2006) consolidou o conceito de “mercados éticos”. Ela co-desenvolveu o índice Calvert-Henderson de Qualidade de Vida e o Green Transition Scoreboard®, métricas alternativas ao PIB para medir o bem-estar e o investimento sustentável.

Legado e reconhecimento

Foi membro honorário do Club of Rome, Fellow da Royal Society of Arts e agraciada com o Global Citizen Award (1996). O centro Hazel Henderson Center e o acervo da State Historical Society of Missouri preservam seus arquivos e promovem seu legado em ética, inovação e sustentabilidade. Sua visão inspirou gerações de economistas, ambientalistas e investidores a buscarem um modelo econômico alinhado à justiça social e à regeneração ecológica.

Elise Boulding

Encontro com Daisaku Ikeda: Década de 1990 

Elise Boulding (1920–2010) foi uma socióloga, escritora e ativista norte-americana de origem norueguesa, reconhecida como uma das fundadoras dos Estudos de Paz e Conflito. Chamadas de “mãe da pesquisa pela paz”, suas ideias influenciaram profundamente a educação para a paz, o feminismo e o pensamento sobre o futuro.

Principais fatos

  • Nascimento: 6 de julho de 1920, Oslo, Noruega
  • Falecimento: 24 de junho de 2010, Needham, Massachusetts, EUA
  • Afilição: Sociedade Religiosa dos Amigos (quakers)
  • Instituições: Universidade do Colorado, Dartmouth College
  • Prêmio/Indicação: Indicada ao Prêmio Nobel da Paz

Trajetória e pensamento

Imigrada aos EUA ainda criança, Boulding graduou-se no Douglas College (Rutgers University) e obteve doutorado em sociologia na Universidade de Michigan. Casou-se com o economista e poeta quaker Kenneth Boulding, com quem fundou a International Peace Research Association. Professora na Universidade do Colorado e depois em Dartmouth, ela ajudou a estabelecer programas pioneiros de estudos da paz e estudos de gênero.

Sua obra explora o papel das famílias e das mulheres na construção de sociedades pacíficas, defendendo a “cultura de paz” — uma abordagem que valoriza cooperação, diversidade e resolução não violenta de conflitos. Como quaker, integrou espiritualidade e ação social, vendo a educação como meio essencial para transformar valores culturais em direção à não violência.

Obras e legado

Entre seus livros destacam-se The Underside of History: A View of Women Through Time (1976), Building a Global Civic Culture: Education for an Interdependent World (1988) e Cultures of Peace: The Hidden Side of History (2000). Nomeada pela American Friends Service Committee ao Nobel da Paz em 1990, também participou do movimento Women’s International League for Peace and Freedom e de comissões da UNESCO e do governo norte-americano.

Elise Boulding permanece referência na sociologia da paz e na educação global, inspirando gerações de estudiosos e ativistas a imaginar e construir um mundo livre de violência.

Wangari Maathai

Encontro com Daisaku Ikeda: Fevereiro de 2005 — Tóquio, Japão 

Wangari Maathai (1940–2011) foi uma bióloga, ativista ambiental e política queniana. Fundadora do Green Belt Movement, tornou-se a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz, reconhecida por conectar meio ambiente, direitos humanos e democracia em uma mesma agenda de desenvolvimento sustentável.

Fatos-chave

  • Nascimento: 1º de abril de 1940, Nyeri, Quênia
  • Falecimento: 25 de setembro de 2011, Nairóbi, Quênia
  • Formação: Ph.D. em Anatomia, Universidade de Nairóbi (1971)
  • Fundação: Green Belt Movement (1977)
  • Prêmio Nobel da Paz: 2004

Formação e carreira acadêmica

Educada nos Estados Unidos pelo programa Airlift Africa, Maathai graduou-se em biologia no Mount St. Scholastica College (1964) e obteve mestrado na Universidade de Pittsburgh (1966). Em 1971, tornou-se a primeira mulher da África Oriental e Central a conquistar um doutorado, lecionando na Universidade de Nairóbi e dirigindo o Departamento de Anatomia Veterinária.

O Green Belt Movement

Fundado em 1977, o Green Belt Movement surgiu da percepção de Maathai sobre a degradação ambiental e a vulnerabilidade das mulheres rurais. O projeto mobilizou comunidades, sobretudo mulheres, para plantar milhões de árvores, combatendo a erosão e garantindo fontes de lenha e renda. Até o início do século XXI, mais de 30 milhões de árvores haviam sido plantadas no Quênia e em outros países africanos .

Ativismo e liderança política

Maathai expandiu sua atuação para a política, sendo eleita deputada em 2002 e nomeada vice-ministra do Meio Ambiente em 2003. Enfrentou o regime autoritário de Daniel arap Moi, defendendo parques públicos e florestas contra a privatização. Sua militância resultou em prisões, mas também em reconhecimento internacional por sua coragem e ética cívica .

Legado e reconhecimento

Além do Nobel, Maathai recebeu dezenas de prêmios internacionais e títulos honoríficos. Foi Mensageira da Paz da ONU (2009) e fundadora do Wangari Maathai Institute for Peace and Environmental Studies (2010). Faleceu de câncer em 2011, deixando um legado de ativismo ambiental, empoderamento feminino e governança ética que continua a inspirar movimentos globais

Rita Levi-Montalcini

Encontro com Daisaku Ikeda : Década de 1990 (início dos anos 1990) 

Rita Levi-Montalcini (1909–2012) foi uma neurologista e senadora vitalícia italiana, laureada com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1986 por sua descoberta do fator de crescimento nervoso (NGF). Sua pesquisa revolucionou o entendimento do desenvolvimento e regeneração do sistema nervoso, tornando-a uma das cientistas mais influentes do século XX.

Fatos principais

  • Nascimento: 22 de abril de 1909, Turim, Itália
  • Falecimento: 30 de dezembro de 2012, Roma, Itália
  • Prêmio Nobel: Medicina/Fisiologia (1986, com Stanley Cohen)
  • Instituições: Universidade de Turim; Washington University (EUA); CNR Roma
  • Título honorífico: Senadora vitalícia da República Italiana (2001)

Formação e primeiros anos

Filha do engenheiro Adamo Levi e da pintora Adele Montalcini, Rita enfrentou resistência paterna à educação feminina. Graduou-se em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Turim em 1936, sob orientação do histologista Giuseppe Levi, ao lado de colegas como Salvador Luria e Renato Dulbecco, também futuros laureados com o Nobel.

Pesquisa sob perseguição

Com as leis raciais de 1938, foi impedida de trabalhar por ser judia e montou um pequeno laboratório em seu quarto. Durante a Segunda Guerra Mundial, prosseguiu seus estudos sobre embriões de galinha, descobrindo mecanismos essenciais do crescimento neural. Sua perseverança em tempos de perseguição fascista é amplamente reconhecida como símbolo de resistência intelectual.

Descoberta e carreira internacional

Em 1947, foi convidada por Viktor Hamburger para a Washington University, nos Estados Unidos, onde, em colaboração com Stanley Cohen, identificou e isolou o NGF, o primeiro fator de crescimento celular conhecido. Essa descoberta abriu novas vias para compreender doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Legado e impacto social

De volta à Itália, fundou o Instituto de Biologia Celular e, em 2002, o European Brain Research Institute. Criou também a Fundação Rita Levi-Montalcini, dedicada à educação de mulheres africanas. Tornou-se um ícone do pensamento científico e da igualdade de gênero, ativa em causas sociais até os 103 anos.

 

 

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Dia Mundial da Vida Selvagem

Dia Mundial da Vida Selvagem

O Dia Mundial da Vida Selvagem é celebrado em 3 de março. A data foi instituída em 2013 pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar a assinatura da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), em 1973. O objetivo é chamar atenção para a importância da biodiversidade e para os desafios relacionados à conservação das espécies em todo o mundo.

A data reforça o compromisso global de proteger a fauna não apenas como agenda ambiental mas por uma questão de qualidade de vida.

Iniciativas de conservação no Brasil

No Brasil, país que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta, a proteção da vida selvagem está associada a uma ampla rede de políticas públicas e áreas protegidas.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) organiza categorias de manejo que incluem parques nacionais, reservas biológicas, estações ecológicas e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Além das unidades de conservação, iniciativas como planos de ação para espécies ameaçadas, fiscalização ambiental e projetos de monitoramento da fauna têm sido fundamentais para conter a perda de biodiversidade. Organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e reservas privadas também desempenham papel estratégico, pois ampliam a proteção de áreas naturais e fortalecem a conectividade entre fragmentos florestais.

Na Amazônia, esse esforço é ainda mais decisivo. A região concentra espécies emblemáticas, endêmicas e altamente sensíveis à fragmentação do habitat.

O papel do Instituto Soka Amazônia na proteção da fauna  

Em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia contribui diretamente para a proteção da fauna por meio da gestão da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, que protege parte da Floresta Amazônica em área urbana. A reserva funciona como refúgio para diversas espécies e mantém processos ecológicos essenciais ao equilíbrio ambiental da cidade.

Entre as espécies registradas estão o Ramphastos tucanus (tucano-de-papo-branco), importante dispersor de sementes; o Saimiri sciureus (macaco-de-cheiro), que depende da conectividade florestal para sobreviver; a Cuniculus paca (paca), essencial na dinâmica de regeneração do sub-bosque; e a Boa constrictor (jiboia), associada a ambientes aquáticos preservados.

A atuação do instituto vai além da proteção territorial. A área é utilizada para pesquisa científica, monitoramento da biodiversidade e atividades de educação ambiental com a população. Ao manter a floresta em pé dentro do contexto urbano, o instituto contribui para a regulação do microclima, a proteção dos recursos hídricos e a manutenção da diversidade biológica.

Neste Dia Mundial da Vida Selvagem, reforçamos que conservar é um compromisso contínuo. Proteger a fauna amazônica é proteger o equilíbrio da cidade, da floresta e das futuras gerações.

Tucano. Foto: Instituto Soka Amazônia
Macaco de cheiro. Foto: Instituto Soka Amazônia
Jiboia. Foto: Instituto Soka Amazônia

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

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Instituto Soka Amazônia reforça compromisso com a sustentabilidade em seminário pelo Dia Mundial da Educação Ambiental

Instituto Soka Amazônia reforça compromisso com a sustentabilidade em seminário pelo Dia Mundial da Educação Ambiental

Em celebração ao Dia Mundial da Educação Ambiental, o Instituto Soka Amazônia marcou presença no seminário “O estado da arte da educação ambiental no Amazonas”, realizado em 29 de janeiro de 2026, no Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus (AM).

Representado pelo Departamento de Educação Ambiental, o instituto reafirmou seu empenho em fortalecer práticas educativas, políticas públicas e iniciativas que consolidem a cultura de sustentabilidade na Região Amazônica.

O encontro reuniu especialistas de instituições de pesquisa, órgãos de gestão ambiental, representantes da educação e integrantes do sistema de justiça. O objetivo foi promover um amplo diálogo sobre avanços, desafios e perspectivas da educação ambiental no estado, especialmente diante do cenário de mudanças climáticas.

A programação contou com falas de representantes do INPA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Ministério Público de Contas e Defensoria Pública, que destacaram o papel estratégico da educação ambiental nas políticas públicas. As abordagens reforçaram o caráter transversal do tema, que dialoga diretamente com questões como direito à moradia, proteção ambiental e acesso à educação de qualidade.

Henrique dos Santos Pereira, diretor do INPA, apresentou a palestra “Educação ambiental, ciência e democracia”. Ele destacou como a educação ambiental é essencial para o enfrentamento ao negacionismo ambiental e climático e enfatizou a relevância da realização da COP30 em Belém (PA). O diretor também ressaltou a importância da arborização urbana com espécies nativas, prática que integra, há anos, os projetos desenvolvidos pelo Instituto Soka Amazônia.

O seminário apresentou ainda iniciativas nacionais, estaduais e municipais voltadas à educação ambiental, como sistemas de monitoramento, políticas públicas integradas e ações realizadas em escolas, unidades de conservação e espaços educativos não formais. Entre as experiências locais, foram destacados os programas de educação ambiental de Manaus, o planejamento da arborização urbana e o trabalho das Ocas do Conhecimento, uma parceria entre SEMED e o Instituto Soka Amazônia.

Sobre essa atuação conjunta, Renato Bezerra, coordenador da Oca do Conhecimento, ressaltou: “Temos parceria nos plantios das escolas, na visitação à Reserva Particular do Patrimônio Natural Dr. Daisaku Ikeda (RPPN) e na participação da Academia Ambiental, onde as crianças podem observar o Encontro das Águas e recebem uma explicação científica sobre nossa fauna e flora”. A fala de Bezerra reforça a importância das experiências práticas aliadas ao conhecimento científico na formação das novas gerações.

A participação do Instituto Soka Amazônia no seminário fortalece seu papel na construção de uma educação ambiental crítica, inclusiva e comprometida com os desafios socioambientais da região e contribui para consolidar o diálogo interinstitucional e ampliar o alcance de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à cidadania ambiental.

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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Olhar o mundo sob novas perspectivas 

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, é um convite à reflexão sobre o espaço que elas ocupam na produção do conhecimento científico. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, a data busca dar visibilidade às trajetórias femininas na ciência e incentivar novas gerações a seguirem esse caminho. A urgência desse movimento fica evidente nos dados da UNESCO, que apontam que menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres. No ensino superior, elas representam cerca de 35% dos estudantes matriculados em cursos das áreas científicas e tecnológicas — percentual ainda menor em campos como tecnologia e inteligência artificial.

Apesar dos avanços, a presença feminina na pesquisa científica segue enfrentando desafios. Muitas meninas deixam de se imaginar cientistas ao longo da vida escolar, seja pela ausência de referências, seja pelas barreiras que ainda persistem no meio acadêmico. Reconhecer histórias reais e inspiradoras, portanto, é um passo essencial para transformar esse cenário.

Entre essas histórias está a de Iris Andrade da Cruz, doutoranda em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e integrante do Laboratório do Grupo de Pesquisas em Abelhas. Sua jornada na ciência começou ainda na infância, movida pela curiosidade e pela observação da natureza.

Minha inspiração para a pesquisa científica teve origem na infância, a partir da observação atenta de insetos, como o comportamento das saúvas e dos cupins alados. Assim, minha trajetória científica é fundamentada na curiosidade contínua, na observação da natureza e na persistência… Não esqueçam que a curiosidade é fundamental, é o que move a ciência.
 Iris Andrade da Cruz, Doutoranda em Entomologia (INPA)

Cuidar da Amazônia é um desafio que exige ciência, diversidade e a coragem de olhar o mundo sob novas perspectivas — valores que orientam cada ação do Instituto Soka Amazônia.

Iris Andrade da Cruz, Doutoranda em Entomologia (INPA)

A missão do Instituto Soka Amazônia

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Por uma sociedade sustentável


Diretor ambiental do Instituto Soka Amazônia concede entrevista para jornal japonês

Participação do Instituto Soka Amazônia na COP30

 

 

O diretor ambiental do Instituto Soka Amazônia, João Carlos Jr., falou ao jornal Seikyo Shimbun sobre a participação do instituto na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro do ano passado em Belém (PA), no Brasil, e sobre as atividades previstas para este ano.

O Instituto Soka Amazônia é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, vinculada filosoficamente à Soka Gakkai (global), representa a cristalização do ideal do pacifista Daisaku Ikeda de contribuir para proteção da integridade ecológica da Amazônia.

Criado em 2014 para consolidar e dar continuidade às ações de preservação ambiental iniciadas na década de 1990 pelo Centro de Pesquisas Ecológicas da Amazônia (Cepeam), o Instituto Soka é responsável pela gestão da Reserva Particular de Patrimônio Natural Daisaku Ikeda (RPPN Daisaku Ikeda), na cidade de Manaus, uma unidade de conservação sustentável localizada em frente ao exuberante Encontro das Águas.

A história do Instituto teve início em 1992, quando ocorreu, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92) e foi adotada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Essa experiência levou à criação da Conferência das Partes (COP), em 1995.

Nos dias 7 e 8 de novembro do ano passado, antes da abertura da COP30, foi realizado um seminário para celebrar o 25º aniversário de criação da Carta da Terra, que esclarece os princípios éticos necessários para a construção de uma sociedade sustentável e sensível às questões do planeta Terra e está em profunda sintonia com os pensamentos de Ikeda sensei.

O Instituto Soka Amazônia também se baseia na Carta da Terra e mantém um longo histórico de intercâmbio com a Carta da Terra Internacional, responsável pela promoção global da carta.

Durante o encontro, que teve como tema “Transformar a consciência em ação”, foi dado o primeiro passo para iniciar futuras colaborações do instituto com diversas organizações de Manaus e Belém.

Como parte dos eventos oficiais da COP 30, a SGI e outras ONGs religiosas discutiram o papel da ética e da fé no fortalecimento das medidas contra as mudanças climáticas em níveis regional, nacional e global.

Dentre os assuntos tratados, foram abordados como os pensamentos éticos podem contribuir para a transformação dos modos de vida, a resolução de fatores estruturais, a garantia dos direitos humanos, a obtenção de financiamento climático e a promoção de uma rede de solidariedade entre gerações. Foram apresentados relatos de iniciativas de diversas partes do mundo, dentre eles, o programa Academia Ambiental do Instituto Soka Amazônia.

A ação, promovida desde 2016, tem como objetivo proteger o ecossistema amazônico e incentivar a harmonia entre o ser humano e a natureza. A academia oferece educação ambiental na Reserva Particular do Patrimônio Natural Dr. Daisaku Ikeda (RPPN) e cria oportunidades de aprendizado e de reconexão com a Floresta Amazônica.

João Carlos Jr. e Mirian Vilela, Diretora Executiva da Carta da Terra Internacional

No ano passado, cerca de 1.800 alunos e 120 professores de 30 escolas públicas de Manaus participaram do programa, que já atendeu mais de 20 mil pessoas. “Não são poucas as crianças que pisaram na floresta pela primeira vez. Esse tipo de educação voltada às novas gerações pode se tornar uma nova base para a formação ética”, acredita João Carlos.

Este ano, a Academia Ambiental, em parceria com a Secretaria da Educação do Estado do Amazonas, quer ampliar o número de participantes. Além disso, o instituto pretende incrementar suas atividades e desenvolver currículos de treinamento adaptados às diferentes faixas etárias dos visitantes. “O aprendizado é uma experiência repleta de alegria. Precisamos despertar nos jovens um senso de pertencimento à Amazônia e ao planeta. Por meio desse processo, desejamos formar cidadãos do mundo que reconheçam seu papel na proteção da Terra e na construção de um futuro sustentável”, afirma o diretor ambiental.

No mesmo dia, João Carlos participou de outro evento organizado pela SGI e outras entidades e que teve como tema “O uso do conhecimento dos povos ancestrais e a contribuição dos jovens”. Nesse encontro, João Carlos apresentou um relatório sobre a cooperação que o Instituto Soka Amazônia está desenvolvendo com a comunidade indígena Kambeba. “Eles [os kambebas] foram obrigados a se deslocar de suas terras há algumas décadas e vivem hoje em uma região com pouca biodiversidade. Diante disso, o Instituto Soka Amazônia, em cooperação com instituições de pesquisa nacionais, vem trabalhando para recuperar o conhecimento ancestral dos povos tradicionais. Não se trata de uma relação unilateral de ‘quem ensina’ e ‘quem aprende’, mas sim de uma oportunidade de aprendizado mútuo”, esclarece João Carlos.

No ano passado, jovens de dentro e fora da Região Amazônica, incluindo estudantes estrangeiros, participaram das atividades, tornando‑as um espaço de aprendizado extremamente valioso. “A combinação da Carta da Terra, da sabedoria dos povos indígenas e da liderança dos jovens está gerando uma nova força transformadora. O aprendizado baseado em valores possui a força de possibilitar a transformação das pessoas. Em especial, as novas gerações carregam um potencial imenso. Renovei minha convicção de que, com a paixão e o protagonismo dos jovens de ‘não vamos deixar para amanhã e, sim, fazer hoje’, a humanidade é capaz de realizar muitas coisas”, disse João Carlos que, embora não seja membro da Soka Gakkai, sente uma profunda afinidade com os ideais da organização e a filosofia de Ikeda sensei.

“Foi essa sintonia que me levou a assumir minha atual função. Rumo a 2030, ano da conclusão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e do centenário da Soka Gakkai, mantenho no coração a orientação de Daisaku Ikeda: ‘[A década entre o 90º e o 100º aniversário de fundação da Soka Gakkai] é o período decisivo, de vitória ou derrota, para se concretizar, finalmente, a transformação do destino da humanidade’. O Instituto Soka Amazônia seguirá com esse espírito, dedicando esforços para fortalecer cada vez mais a colaboração com as novas gerações e contribuir para a construção de uma sociedade global sustentável”.[1] conclui o diretor ambiental.

 


[1] Brasil Seikyo, ed. 2.530, 5 set. 2020, p. 3.  

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Aceitar o desafio de tornar possível o impossível


Viajando pelo mundo usando energia limpa: entrevista com um aventureiro suíço

Bertrand Piccard nasceu na Suíça em 1958. Ele é aventureiro e psiquiatra. Em 2016, completou uma volta ao mundo em uma aeronave movida a energia solar. Em seguida, fundou a Fundação Solar Impulse para promover tecnologias e métodos que equilibrem a rentabilidade com a proteção ambiental. Foi Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) de 2015 a 2023. Entre suas obras está Une Trace Dans le Ciel.

Bertrand Piccard, aventureiro e psiquiatra

“Dar a volta ao mundo em um avião movido exclusivamente a energia solar, sem usar combustíveis fósseis” – existe uma pessoa, a primeira na história da humanidade, que realizou esse “voo dos sonhos”: o aventureiro suíço Bertrand Piccard. Ele, que tentará “circunavegar o mundo em um avião movido a hidrogênio verde” em 2029, está divulgando a importância de estilos de vida com eficiência energética para proteger o meio ambiente global. Conversamos com ele sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7, “Energia Acessível e Limpa”.

 

Sr. Piccard, o que despertou seu interesse por aventuras?

 

Fui muito influenciado pelo meu avô e pelo meu pai, que eram cientistas e aventureiros. Meu avô foi a primeira pessoa a alcançar a estratosfera em um balão e inventou a “cabine pressurizada” usada em muitas aeronaves atualmente. Meu pai foi a primeira pessoa a mergulhar na parte mais profunda da Fossa das Marianas em um submersível.

Graças às conexões do meu avô e do meu pai, tive a oportunidade de conhecer aventureiros e cientistas famosos desde cedo e, aos 11 anos, vivi a experiência inesquecível de presenciar de perto o lançamento da Apollo 11, a primeira missão tripulada a ter sucesso no pouso na Lua. Sem perceber, comecei também a alimentar o desejo de “me aventurar no desconhecido e realizar algo sem precedentes”.

 

No entanto, meu interesse não se limitava ao “mundo exterior”, como o espaço ou as profundezas do oceano, mas também se estendia ao “mundo interior” dos seres humanos, à “mente”. Estudei medicina na universidade e me tornei psiquiatra.

 

Mas minha paixão pela aventura jamais se apagou, e continuei competindo no esporte de voo livre, o “asa-delta”, desde os 16 anos, tornando-me campeão europeu aos 27. Quando estava com 41 anos, tornei-me a primeira pessoa na história a completar uma volta ao mundo de balão sem escalas.

 

E por que iniciou posteriormente um projeto para dar a volta ao mundo em um “avião movido a energia solar, sem usar combustíveis fósseis”?

 

Eu queria aproveitar ainda mais o espírito de aventura e de exploração que herdei do meu avô e do meu pai na área da “proteção ambiental”. Mesmo como psiquiatra, não posso ignorar os problemas da poluição do ar e das mudanças climáticas, que estão levando a uma queda na “qualidade de vida” das pessoas. Eu queria contribuir para a disseminação de energia limpa e renovável, então lancei o projeto “Solar Impulse” para dar a volta ao mundo em um avião movido a energia solar.

Na época, a energia solar não era muito difundida, então pensei que seria “um passo inovador” para demonstrar seu potencial.

É claro que assumir um desafio que ninguém jamais realizou antes sempre será difícil. Como não havia precedentes, tivemos que criar a ideia a partir do zero. Quando consultei alguém com conhecimento em fabricação de aeronaves, essa pessoa me disse: “É impossível obter energia para voar um avião apenas com a luz solar”. Então, me perguntei se haveria uma maneira de minimizar o “consumo de energia” da aeronave e decidi usar “materiais leves e duráveis”.

Utilizando diversas outras tecnologias de ponta, o “Solar Impulse 1” que construí provou que voos noturnos eram possíveis usando a energia armazenada da luz solar. O “Solar Impulse 2” foi então desenvolvido para permitir não apenas voos noturnos, mas também voos de longa duração, que compreendiam vários dias de duração para possibilitar travessias oceânicas.

 

Embora tenha havido períodos de reparo ao longo do caminho, conseguimos completar a circunavegação do mundo em um total de 17 voos, ao longo de 23 dias, de março de 2015 a julho de 2016. Para mim, este projeto foi um “desafio para tornar possível o impossível”.

 

 

Revitalizando a economia por meio da proteção ambiental

Após concluir sua volta ao mundo de avião, fundou a Fundação Solar Impulse, com o objetivo de promover tecnologias e métodos lucrativos com baixo impacto ambiental.

 

A proteção ambiental e as medidas de combate às mudanças climáticas são frequentemente associadas a “custos elevados”, “dificuldade de crescimento econômico” e “restrições à liberdade de movimento” que impõem sacrifícios. Por mais que incentivem outras a “proteger o meio ambiente, mesmo que isso signifique contrair a economia”, são poucas as pessoas que realmente agem.

No entanto, na verdade, esse não é o caso. Existem muitas tecnologias e exemplos que podem reduzir o impacto ambiental e, ao mesmo tempo, cortar custos. A proteção ambiental e as medidas de combate às mudanças climáticas também podem ser oportunidades lucrativas de negócios.

A fundação, além de selecionar mais de 1.600 dessas tecnologias e exemplos e os publicar em seu site, também os apresenta em conferências internacionais e os divulga para políticos e líderes empresariais.

Há cerca de 10 anos, tive a oportunidade de discursar sobre tecnologias ecologicamente corretas para um grupo de parlamentares em um determinado país, muitos dos quais não eram particularmente proativos na proteção ambiental. Quando falei da perspectiva da rentabilidade, a visão daqueles que antes se opunham à ideia mudou para uma mais positiva. Mais tarde, quando o país decidiu implementar uma política de energias renováveis, um dos parlamentares me disse: “Sua história me convenceu e votei a favor”.

Foi naquele momento que percebi que uma nova narrativa – de que “a proteção ambiental pode ser uma forma de gerar lucros, criar empregos e estimular a economia” – pode levar pessoas de diferentes posições, tanto de esquerda quanto de direita, e de uma ampla gama de áreas, incluindo política e negócios, à uma solidariedade, em vez da dissensão.

 

O que seria necessário para alcançar o ODS 7, “Energia Acessível e Limpa”?

 

Continuamos presos a um pensamento ultrapassado do século 20 e desperdiçamos quantidades enormes de energia usando infraestrutura obsoleta. Continuamos pagando quantias exorbitantes para esgotar recursos e criar as causas da poluição do ar e das mudanças climáticas.

Contudo, já existem muitas novas tecnologias que podem oferecer soluções. A chave é como implementá-las nos lugares certos.

Existem maneiras de melhorar a eficiência energética em nosso dia a dia. Por exemplo, existe uma tecnologia chamada “bomba de calor” que extrai calor do ar e permite aquecimento e resfriamento com baixo consumo de eletricidade. Há também um método para aproveitar o calor residual de estacionamentos subterrâneos e metrôs para aquecer e fornecer água quente para edifícios acima deles.

Recentemente, com a disseminação da digitalização e da IA (Inteligência Artificial), houve um aumento na demanda por grandes instalações de computadores conhecidas como “data centers”. Esses sistemas geram grandes quantidades de calor durante a operação contínua, mas esse calor também deve poder ser usado como energia. Indícios de aproveitamento energético podem ser encontrados em todos os lugares.

Criatividade e Espírito Pioneiro


Sr. Piccard, o senhor está planejando um voo ao redor do mundo sem escalas usando “hidrogênio verde”, um combustível que vem atraindo atenção como fonte de energia que não emite dióxido de carbono durante sua produção ou uso.

 

Sim. Quero demonstrar o potencial do hidrogênio verde por meio de um voo ao redor do mundo na aeronave “Climate Impulse”, movida a hidrogênio verde. Acredito que o hidrogênio pode ser usado em aeronaves, navios, ferrovias e até mesmo na produção de aço e fertilizantes.

Algumas pessoas dizem que “o hidrogênio verde é muito caro para ser lucrativo” ou “é impossível de utilizar”, mas precisamos ter uma visão de longo prazo. Por exemplo, os telefones celulares eram originalmente do tamanho de uma mala e custavam mais de 1 milhão de ienes em valores atuais. No entanto, os avanços tecnológicos os tornaram algo que todos podem carregar no bolso. A geração de energia solar custava 40 vezes mais que hoje há vinte e cinco anos, mas, como a demanda e a oferta aumentaram, os preços caíram.

Desejo que este projeto “Impulso Climático” inspire e encoraje a todos. Gostaria especialmente de dizer à geração mais jovem que “continue a ter esperança no futuro”. Quero mostrar que “existem soluções que podem resolver os problemas ambientais” e que, “se aproveitarmos a criatividade que os seres humanos possuem, podemos superar os desafios que a humanidade enfrenta”.

 

O Dr. Daisaku Ikeda teve muitas conversas com o Dr. Aurélio Peccei, fundador do Clube de Roma, e publicou uma coletânea dessas conversas, Antes que Seja Tarde Demais (título em português). Os dois autores concordaram que “a solução para os problemas globais reside em uma ‘revolução humana’ na qual os próprios seres humanos mudem”.

 

Antes que Seja Tarde Demais é um livro muito famoso. Concordo com a ideia de que “os próprios seres humanos precisam mudar para tornar o mundo um lugar melhor”. Se a compaixão, o respeito pela natureza e o respeito pelos outros se disseminassem mais amplamente, o futuro da humanidade certamente seria mais promissor.

Acredito que, para proteger o meio ambiente global, precisamos envolver muitas pessoas. Infelizmente, existem pessoas extremamente egocêntricas neste mundo que estão interessadas apenas no benefício próprio. O que é necessário para orientar as ações dessas pessoas em direção à proteção ambiental, em vez da destruição? Acredito que uma das chaves seja falar de uma maneira adequada à pessoa com quem se está falando.

Eu me comunico com o coração àqueles que são movidos pela compaixão e com a lógica àqueles que são movidos pela razão. E mesmo àqueles que se preocupam somente com o lucro, digo-lhes: “Isto também vai beneficiar vocês”, e mostro-lhes exemplos do mundo real. De fato, à medida que venho colocando isso em prática repetidamente, muitas pessoas mudaram o seu comportamento em relação à proteção ambiental e se tornaram mais abertas à energia limpa.

Questões ambientais como a poluição atmosférica e as alterações climáticas são desafios globais enormes. Quanto mais aprendemos, mais ansiosos ficamos e, por vezes, sentimos vontade de desistir. Mas acredito que “estes problemas podem ser resolvidos com a ‘criatividade humana’ e um ‘espírito pioneiro’ que torna possível o impossível”. É fato que tecnologias e métodos que conduzem a soluções e que também geram benefícios econômicos continuam a ser desenvolvidos. Espero que se dê mais atenção a isto.

Continuar a aceitar o desafio de proteger a vida das gerações atuais e futuras – essa é a minha “aventura do século 21”. Continuarei a abraçar grandes ideais, a tomar medidas práticas e concretas e a trabalhar para proteger o ambiente global.



A entrevista foi publicada no jornal japonês Seikyo Shimbun, 20 de janeiro de 2026


A foto da capa é cortesia da Fundação Solar Impulse e do entrevistado. 

https://bertrandpiccard.com/exploration/breitling-orbiter

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Semear a Esperança


Colégio Soka e Instituto Soka Amazônia unem forças pela educação ambiental

 O dia 26 de janeiro marca o Dia Mundial da Educação Ambiental, instituído em 1975 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Belgrado. A data simboliza um compromisso global: promover a conscientização sobre a preservação ambiental e incentivar práticas sustentáveis que refletem a responsabilidade humana diante do planeta.

Nesta manhã, em São Paulo, o corpo docente do Colégio Soka participou da palestra “Formação: Currículo e a Metodologia de Sustentabilidade: Colégio Soka e Instituto Soka Amazônia”, conduzida por João Carlos dos Santos, diretor ambiental do Instituto Soka Amazônia.

A sessão formativa foi dinâmica e participativa, promovendo uma verdadeira ponte para o conhecimento. João Carlos contextualizou a educação ambiental a partir de referências fundamentais, como a obra do Dr. Daisaku Ikeda, Educação Soka e a encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco.

“Sustentabilidade é um ato de justiça. O ser humano é capaz de mudar, pois está em constante desenvolvimento. Cada indivíduo tem o poder de transformar o mundo”, enfatizou João.

Em um segundo momento, os profissionais foram organizados em três grupos e convidados a criar propostas de práticas sustentáveis capazes de envolver famílias ou a comunidade local, integrando-as às turmas de alunos.

Os diálogos levantados trataram de temas como o uso correto da coleta seletiva, o descarte adequado de resíduos eletrônicos e estratégias para engajar a comunidade em ações ambientais contínuas.

Ao final da atividade, João Carlos reforçou a importância da ação imediata: “É uma honra estar com vocês. Espero que tenha sido um momento alegre e inspirador. A felicidade de toda a comunidade escolar é o nosso propósito. O Instituto Soka Amazônia e o Colégio Soka estão unidos neste ideal. Quando despertamos a consciência de que somos protagonistas, tudo se torna possível.”

O diretor do Colégio Soka, Rodrigo Conceição, expressou agradecimento pela formação e destacou sua relevância: “De fato, temos um projeto acadêmico capaz de transformar a realidade ao nosso redor. O encontro de hoje representa um divisor de águas para todos nós.”

 

Para conhecer o Colégio Soka do Brasil, clique aqui.

Algumas fotos do evento

Rodrigo Conceição, diretor geral do Colégio Soka e João Carlos, diretor ambiental do Instituto Soka Amazônia

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

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Daisaku Ikeda — fundador do Instituto Soka Amazônia

02 de janeiro — aniversário natalício do fundador do Instituto Soka Amazônia

 

Daisaku Ikeda (1928–2023), nasceu em 2 de janeiro de 1928, em Tóquio, Japão, como o quinto dos oito filhos de Ichi e Nenokichi Ikeda, que viviam humildemente do cultivo de algas marinhas.

Desde a infância, Dai, como era chamado pelos familiares, conviveu com a destruição e as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, conflito que ceifou a vida do seu irmão mais velho, Kiichi. No entanto, ao longo da vida, o jovem reverteu a tristeza em uma profunda decisão de realizar ações efetivas pela paz no mundo e pela felicidade das pessoas.

Daisaku Ikeda foi um filósofo budista, construtor da paz, educador, autor e poeta que, por mais de sete décadas, dedicou-se incansavelmente pela defesa do diálogo como um meio central para enfrentar os desafios globais.

Grande incentivador da criação da Carta da Terra, documento que propõe princípios éticos fundamentais para uma sociedade global justa e sustentável, enviou, por quase quatro décadas, Propostas de Paz anuais à Organização das Nações Unidas (ONU), compartilhando reflexões sobre soluções às questões fundamentais para a humanidade, como desarmamento, combate a fome, meio ambiente, direitos humanos e educação humanística.

Como fundador do Instituto Soka Amazônia, dedicou sua vida à promoção da educação humanística, da cultura e do diálogo como caminhos para a transformação da sociedade.

Dr. Ikeda defendeu, ao longo de sua trajetória, que a verdadeira mudança começa pela transformação interior do ser humano, colocando a dignidade da vida no centro de todas as ações.

Mesmo nunca tendo visitado a região amazônica, Ikeda manifestou em diversas ocasiões seu profundo sentimento pela Amazônia.

Esse interesse culminou na criação do Centro de Pesquisas e Estudos da Amazônia (Cepeam), cujas atividades tiveram início na década de 1990.

Com a instauração da Reserva Particular de Patrimônio Natural Daisaku Ikeda, na região do Encontro das Águas em Manaus, o ideal do senhor Ikeda pode ser cristalizado em projetos e iniciativas promovidas pelo Instituto Soka Amazônia.

Daisaku Ikeda recebeu de instituições amazônicas títulos e homenagens como: Doutor Honorário do Instituto Federal do Amazonas (2010); Medalha da Ordem do Mérito Jurídico (2018); Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Amazonas (2019). Ikeda é Membro Correspondente da Academia Amazonense de Letras.

 

Diálogo com Wangari Maathai

Em fevereiro de 2005, no Japão, Dr. Ikeda encontrou-se com Dra. Wangari Maathai (1940-2011) foi uma cientista, professora e ativista queniana, pioneira na luta por justiça ambiental, direitos humanos e empoderamento feminino na África, fundando o Green Belt Movement (Movimento Cinturão Verde) para combater a desertificação através do plantio de árvores por mulheres, o que a tornou a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz em 2004.

Compartilhamos trechos deste encontro, que foi publicado na revista Terceira Civilização

Os membros da Associação para a Amizade Pan-Africana da Universidade Soka receberam a Dra. Maathai com a canção This is Our Home (Este é nosso Lar), cantada no idioma dessa ativista ambiental, em kikuyu. Essa canção, que é o hino do Movimento Cinturão Verde, tem os seguintes versos:

Este é nosso lar

 Nossa meta é árvores aqui plantar

De mulheres é feito nosso lar

 Venha, vamos levar as mudas e plantar.

Dançando ao ritmo da música, a Dra. Maathai respondeu à sincera apresentação daqueles jovens com um radiante sorriso, sua marca registrada.

 

Dr. Ikeda: Karibu! (“Bem-vinda”, em suaíli). Parabéns pelo Prêmio Nobel da Paz!

A senhora é uma pioneira do “Século das Mulheres”, e as mulheres do mundo todo estão aplaudindo suas realizações e também o bem-merecido reconhecimento que lhe foi concedido. Antigamente, os homens menosprezavam e discriminavam as mulheres frequentemente, tratando com inveja e rancor aquelas que conseguiam realizar feitos grandiosos

 

Dra. Maathai: Tenho acompanhado há algum tempo as atividades desta organização [a SGI] desde que conheci alguns membros durante os diálogos realizados sobre a Carta da Terra. E foi durante esse fórum que passei a apreciar os valores defendidos por seu grupo e soube que se baseavam nos ensinos do budismo, que se caracteriza por um profundo respeito à vida, à natureza e à sociedade. Esses são também os principais valores que sustentamos em nosso Movimento Cinturão Verde.

 

Dr. Ikeda: A senhora poderia contar-nos algumas das recordações de seus pais para nossos leitores? Por exemplo, alguma bronca ou elogio que tenha recebido — seja o que for, será excelente.

 

Dra. Maathai: Com certeza. Lembro-me de um incidente ocorrido quando eu era muito jovem. A região onde morávamos era cercada por montanhas. Certa manhã, acordei bem cedo e fui para fora. Ainda estava escuro e podia ver as estrelas no céu. Então, vi de repente uma estrela cadente e fiquei com medo. Voltei para dentro de casa e perguntei para minha mãe por que o céu não caía.

Minha mãe me disse: “O céu nunca cairá porque nas montanhas que cercam nossa fazenda vivem búfalos gigantes com grandes chifres que o seguram. É por isso que ele nunca cairá.”

Eu era muito criança. Isso me pareceu uma fábula maravilhosa e não senti mais medo. Durante muitos anos acreditei que havia búfalos no céu, e hoje me recordo dessa história como um símbolo da forma maravilhosa como o mundo natural nos protege e nos nutre.

 

Dr. Ikeda: É realmente uma história maravilhosa. Hoje em dia temos falado muito a respeito do meio ambiente, mas falar não é suficiente. A conscientização sobre a questão é de absoluta importância para avançarmos de forma racional para uma direção positiva — na verdade, para a sobrevivência da raça humana.

Até agora, não conseguimos cultivar essa consciência ambiental nem no governo nem na educação. Embora tanto o governo como a educação tivessem por dever ensinar às pessoas sobre o meio ambiente, nenhum dos dois o fez. Ao contrário, incentivaram as pessoas a não valorizar a natureza. E isso teve consequências fatais. Nós, seres humanos, orgulhamo-nos de nossa inteligência, mas, na verdade, comportamo-nos de forma muito estúpida.

 

Dr. Ikeda: Soube que, certa vez, a senhora incentivou seu filho ensinando-lhe que a diferença entre o êxito e o fracasso na vida está simplesmente no ato de levantar-se quando cai. Essa é uma maravilhosa filosofia de esperança e compromisso com a vitória. E a senhora também demonstrou essa vitória em sua vida, vencendo numerosos sofrimentos e dificuldades com tranquilidade e decisão.

 

Dra. Maathai: Eu e meus companheiros do Movimento Cinturão Verde sentimo-nos muito gratos pelo fato de o Comitê do Prêmio Nobel ter reconhecido nossos esforços em prol do meio ambiente. Embora esse reconhecimento tenha vindo em meu nome, sei que é uma homenagem concedida a todas as pessoas que têm trabalhado nessa área, transmitindo uma forte mensagem de que o meio ambiente é de vital importância para a paz. Não podemos ter paz se destruirmos o meio ambiente.

 

Dra. Maathai: Na Bíblia, a história da criação começa com o surgimento da terra, das plantas e das espécies animais. Somente no final o ser humano é criado. Para mim, isso significa que o restante da criação não necessita realmente do homem; somos nós que necessitamos das outras espécies. Costumo dizer que, se a humanidade tivesse sido criada em primeiro lugar, teríamos morrido no dia seguinte. Essa concepção deveria nos tornar mais humildes e fazer com que nos empenhássemos mais arduamente para proteger e preservar todos os seres vivos, pois nossa sobrevivência depende da deles.

 

Dr. Ikeda: O futuro é agora — outro dia eu disse exatamente isso. Gostaria de aprender mais com a senhora, Dra. Maathai, e difundir essa sabedoria pelo mundo todo.

Muitas pessoas comentam sobre seu maravilhoso sorriso, e várias de nossas estudantes da Universidade e da Faculdade Feminina Soka pediram-me que eu lhe perguntasse qual é o segredo de seu sorriso radiante.

 

Dra. Maathai: Nós sorrimos quando estamos felizes. Quando vemos o Sol, dizemos que o céu está sorrindo para nós. Ao vermos as flores, dizemos que a natureza está sorrindo. Este mundo, esta vida, é uma experiência magnífica.

Estávamos falando há pouco sobre os jovens. É importante fazer com que eles saibam que também nos fazem sorrir. Eles são uma grande dádiva para nós e têm uma vida maravilhosa pela frente. Mas também devem se conscientizar de que, se quiserem mudar algo, devem dar início a essa transformação. De qualquer forma, creio que a vida é uma experiência magnífica que devemos desfrutar.

 

Dr. Ikeda: Em um discurso proferido na Universidade de Nairóbi no ano passado (em novembro de 2004), a senhora disse: “Não fiquem sentados apenas reclamando. Quem estão esperando que entre em ação? Vocês é que devem agir.” Estou convicto de que devemos transmitir às pessoas do mundo todo o apelo que a senhora fez naquela ocasião.

Nesse sentido, o que a senhora acha que devemos fazer para solucionar a crise ambiental? Na sua opinião, qual é o passo mais importante que nós, como indivíduos ou grupos, podemos dar?

 

Dra. Maathai: O senhor há pouco citou um comentário meu, segundo o qual servir aos outros é a maior felicidade na vida. Todos os grandes mestres não passaram a vida voltados para si mesmos, ao contrário, dedicaram-se pelo bem dos outros. Creio que servir, dar de si, é uma experiência muito satisfatória. Especialmente quando a pessoa tem dons naturais, é importante compartilhá-los — assim como uma árvore, que compartilha os frutos que produz. É bom partilhar e se voluntariar para servir aos outros.

Os jovens precisam também aprender que podem encontrar satisfação em servir — e que, algumas vezes, a insatisfação que sentem vem do fato de se concentrarem muito em si mesmos.

 

Dr. Ikeda: Essa é uma abordagem muito esclarecedora. Seu estudo da biologia realmente ajudou muito em suas atividades de proteção ambiental, não é mesmo?

 

Dra. Maathai: Sim. Como bióloga, tive o privilégio de aprender como a natureza funciona. A ciência nos incentiva a desenvolvermos o pensamento crítico e a questionarmos — “Por que isso acontece?” e “Como isso funciona?”.

 

Dra. Maathai: A primeira Conferência das Nações Unidas sobre as Mulheres foi realizada no México em 1975. Em meus preparativos para essa atividade, fiz uma pesquisa sobre as necessidades das mulheres quenianas e soube que o que elas mais queriam era água potável para beber, combustível para cozinhar — principalmente lenha — e alimentos cultivados. Percebi que essas questões estavam todas intimamente ligadas à terra. Então compreendi claramente que muitos dos problemas que as comunidades enfrentavam decorriam da degradação ambiental.

Consegui então mobilizar as pessoas, aos poucos, para que mudassem seu próprio ambiente realizando algo para si próprias, em vez de ficarem esperando pelo governo ou pelos líderes comunitários.

Percebi também que, com muita frequência, as pessoas não compreendiam que havia uma relação entre a degradação ambiental e as necessidades da sociedade, e assim comecei com um programa educacional para ajudar as pessoas a entenderem isto. À medida que mais e mais pessoas compreendiam essa relação com clareza, ofereciam-se para colaborar e participar de nosso movimento.

 

Dr. Ikeda: O resultado foi um grande número de mulheres trabalhando juntas, criando uma força nova e surpreendente voltada para a ação positiva.

Quando a Dra. Maathai deixou o prédio, jovens agitando bandeiras do Quênia proporcionaram a essa incansável defensora do meio ambiente, dos direitos humanos e da paz uma calorosa despedida. Ao se despedir de sua convidada, o Dr. Ikeda disse que nunca se esqueceria daquele encontro e que ansiava por vê-la novamente. Também expressou seus melhores votos de contínuo sucesso.

Para ler a versão em inglês, clique aqui

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

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Sucesso da Academia Ambiental 2025

Academia Ambiental 2025
 

O Instituto Soka Amazônia, gestor da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Daisaku Ikeda, desenvolve programas e ações que já transformaram milhares de vidas na região. Entre essas iniciativas, destaca-se a Academia Ambiental, que desde 2016  atua na proteção da integridade ecológica da Amazônia e na promoção de uma relação harmoniosa entre ser humano e natureza.

Por meio dessa iniciativa, oferecemos aulas imersivas de educação ambiental realizadas dentro da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, garantindo transporte e alimentação saudável aos participantes — uma experiência completa de aprendizagem e conexão com a floresta.

Em 2025, a Academia Ambiental recebeu 1.825 jovens de trinta escolas públicas, além de 120 professores, em um ciclo de formação transformador.

E o que esses estudantes aprenderam?

  • Amazônia e sustentabilidade
  • Resíduos sólidos e recursos hídricos
  • Mudanças climáticas
  • Cultura de paz e valores humanistas
  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Carta da Terra

Pensada especialmente para fortalecer o protagonismo juvenil, a Academia Ambiental oferece:

  • Oficinas e aulas práticas
  • Produção, plantio e doação de mudas
  • Projetos criados pelos próprios estudantes
  • Impacto socioambiental direto no território

Para Jean Dinelly, coordenador de Educação Ambiental do Instituto Soka Amazônia, 2025 marcou um avanço decisivo na consolidação da educação ambiental na região.

“Com a certificação como Sala Verde, aprimoramos a qualidade das atividades de educação ambiental e nos articulamos com diversos atores estaduais, municipais e federais. Isso amplia nossa capacidade de apresentar o que já realizamos e, ao mesmo tempo, receber novas ideias que enriquecem nossas ações.”

A bióloga e educadora ambiental Rebeca Soares destaca como foi significativo acompanhar esse crescimento:

“Ver o Instituto consolidar-se como Sala Verde ampliou as temáticas e aproximou ainda mais os alunos. Transmitir esse conhecimento foi extremamente marcante. Espero que, nas próximas edições, possamos fortalecer ainda mais esse processo, conhecer profundamente nossa fauna e flora e incentivar os estudantes a se conectarem com a natureza de forma segura e consciente.”

Ao acreditarmos que aprender pode — e deve — ser uma experiência feliz, buscamos despertar em cada jovem a sensação de pertencimento à Amazônia e ao planeta. O programa de educação ambiental do Instituto Soka Amazônia inspira cidadãos que reconhecem seu papel na proteção da Terra e na construção de um futuro sustentável.

Imagens dos alunos participando da Academia Ambiental 2025

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

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