Contribuições da SGI e do Instituto Soka Amazônia na Earth Charter Magazine

Contribuições da SGI e do Instituto Soka Amazônia na Earth Charter Magazine
 

Na edição de dezembro da renomada revista Earth Charter Magazine, foram publicados dois artigos de grande relevância para a Soka Gakkai Internacional.

O primeiro é da Joan Anderson, coordenadora do Departamento de Paz e Assuntos Globais da SGI, com o artigo Giving the Horror of Nuclear Weapons a Human Face.

O segundo artigo é da Rebeca Soares Braga, educadora e bióloga do Instituto Soka Amazônia, em Manaus, com o título Seeds of Hope and Action: Youth Inspiring Change Through the Earth Charter.

 

Para ler os artigos, em inglês, clique aqui.

Reprodução do artigo publicado na Earth Charter Magazine
Reprodução do artigo publicado na Earth Charter Magazine

Veja também

 

Na edição de dezembro de 2024, a revista publicou mais de 20 fotos de  Daisaku Ikeda, fundador do Instituto Soka Amazônia. Para acessar, clique aqui.

A Earth Charter Magazine (Revista Carta da Terra) é uma publicação da Earth Charter International que celebra vozes diversas e a educação para o desenvolvimento sustentável, servindo como um espaço para compartilhar experiências, pesquisas e reflexões sobre sustentabilidade, valores éticos e a própria Carta da Terra, um documento que guia a humanidade para um mundo mais justo e pacífico

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Instituto Soka Amazônia é finalista em premiação ambiental

Instituto Soka Amazônia reforça alerta sobre lixo plástico e biodiversidade em premiação ambiental

Na noite de 4 de dezembro, o Instituto Soka Amazônia participou da 4ª edição do Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental, concorrendo nas categorias COP 30 e Webjornalismo. A instituição apresentou a reportagem “Perigo no Ninho: a ameaça da poluição plástica para as aves”, que revela como os resíduos plásticos já estão interferindo diretamente na reprodução da avifauna amazônica.

O trabalho mostra que grande parte desses resíduos chega à área da reserva trazida pelas águas do rio. Durante o período de seca, quando o nível do Rio Negro recua drasticamente, o acúmulo de lixo torna-se ainda mais evidente nas margens da RPPN Daisaku Ikeda. Infelizmente, materiais como fios de nylon, fragmentos de plástico e outros descartes acabam sendo incorporados pelas aves na construção de seus ninhos, aumentando os riscos de ferimentos, ingestão acidental e até mortalidade de filhotes.

Esta é a primeira vez que o Instituto Soka Amazônia concorre ao prêmio, que reconhece iniciativas de comunicação capazes de ampliar o debate sobre os impactos do saneamento básico e da sustentabilidade em Manaus. Destinado a reportagens em texto, áudio e vídeo, o prêmio valoriza trabalhos que aproximam a população de temas ambientais urgentes e reforçam a necessidade de ações responsáveis em toda a bacia hidrográfica da região.

Ao disputar a premiação, o Instituto reafirma seu compromisso com a divulgação científica, a educação ambiental e a proteção da biodiversidade amazônica, mostrando que comunicar é também um ato de conservação.

Clique aqui e leia a reportagem que concorreu ao prêmio

Representantes do Instituto Soka Amazônia no 4º Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Fotos: Site Águas de Manaus e Arquivo pessoal

Revolução humana pela educação de valor

Instituto Soka Amazônia entrevista Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Humanitários da Soka Gakkai Internacional (SGI)

A 30ª Conferência das Partes (COP30) aconteceu  em Belém (PA), reunindo líderes e organizações para discutir políticas que enfrentem as mudanças climáticas. Entre os participantes, marcam presença a SGI, a BSGI e o Instituto Soka Amazônia, reforçando seu compromisso com a construção de um futuro sustentável.

Antes da abertura, o seminário pré-COP30, realizado em 8 de novembro em Ananindeua, celebrou os 25 anos da Carta da Terra. O evento contou com a palestra de Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Humanitários da SGI, no painel “Democracia, Não-Violência e Paz”.

Representados pelo nosso diretor ambiental, João Carlos Jr., participamos de dois painéis na COP 30: “Ética e Fé na Transformação Climática Comunitária, Nacional e Global” e “Sabedoria Ancestral e Liderança Jovem: Caminhos para uma ação climática sustentável”.

 

Entrevista

Instituto Soka Amazônia: Por favor, se apresente e diga o nome do departamento da SGI do qual o senhor faz parte.

 

Nobuyuki Asai: Eu sou Nobuyuki Asai, trabalho no Departamento de Paz e Assuntos Globais da SGI e atuo nas áreas do desenvolvimento sustentável e assuntos humanitários.

 

Instituto Soka Amazônia: Como o senhor enxerga o papel da SGI de atuar em parceria com governos, ONGs e outras instituições para alcançar mudanças significativas no enfrentamento à crise climática?

 

Asai: Eu penso que um dos pontos fortes da SGI seria o de conscientizar as pessoas, pessoas comuns, e também de mobilizá-las para a realização de ações climáticas. Um dos exemplos, do Japão, no ano passado a divisão dos Jovens colaborou com a juventude de outras ONGs e organizaram um grande evento de jovens, com uma participação de aproximadamente 70mil pessoas. E o tema do evento foi o desarmamento nuclear e a crise climática. E nos preparativos do próprio evento, eles também realizaram uma pesquisa com os jovens. Foi um evento colaborativo com outras ONGs então, não apenas membros da Soka Gakkai, mas também muitos jovens em geral participaram no movimento. E o evento obteve sucesso em conscientizar as pessoas a respeito dos dois assuntos [desarmamento nuclear e crise climática].

 

Instituto Soka Amazônia: O senhor poderia compartilhar algum exemplo de projeto da SGI que tenha gerado impacto ambiental positivo em escala local ou global?

 

Asai: O que estamos fazendo na sede central da SGI é um projeto de reflorestamento no Oeste da África em colaboração com Organização Internacional Tropical Timber (ITTO), que é uma agência internacional. Esse projeto durou de 3 a 4 anos. O primeiro foi conduzido em Togo e o segundo no país vizinho Benin.  Esse projeto não é apenas sobre reflorestamento, o empoderamento das mulheres é um ponto chave.

A ITTO encontrou uma boa parceria local. E nesse projeto ele treinam as mulheres da região para que elas obtenham renda através a agrofloresta. E elas também podem obter terrenos onde elas podem cultivar e promover o reflorestamento. Antes disso, nas localidades delas, essas mulheres não tinham o direito a propriedade ou meios de aquisição de renda. E através do projeto elas começaram a aprender como ganhar dinheiro e o status delas dentro da comunidade também se elevou. Então, esse projeto tem alcançado várias conquistas. Mas, claro, o ponto principal é o reflorestamento. Queremos fazer a diferença em relação a crise climática.  

 

Instituto Soka Amazônia: Sabemos que o senhor ainda não visitou o Instituto Soka Amazônia, inclusive, lhe deixamos um convite para que possa, muito em breve, o conhecer. Mas, ciente da visão do Dr. Ikeda, poderia compartilhar como o Instituto Soka Amazônia se conecta com a proteção das florestas e a construção de um futuro sustentável, tema central da COP30?

 

Asai: Em meu entendimento, realmente avalio as atividades do Instituto Soka como [promotoras] de educação para crianças e jovens da região e também das comunidades indígenas.

Então, eu penso que o florestamento ou reflorestamento pode ser promovido por qualquer organização, se houver o recurso financeiro, mas ao mesmo tempo, Ikeda também enfatizou a importância de envolver as pessoas ou empoderar as pessoas.  E penso que tal empoderamento é alcançado nos projetos do Instituto Soka. Então, realmente sinto que os projetos do Instituto Soka estão agregando valor aos projetos já existentes de florestamento e reflorestamento ao redor do mundo.  E realmente sinto que esse projeto [do Instituto] deveria ser reconhecido por mais pessoas ao redor do mundo. E nosso departamento gostaria de realizar esforços nesse contexto.

O Instituto Soka Amazônia foi estabelecido há mais de 30 anos e agora realmente sinto como o Ikeda tinha uma visão clara e avançada e agora seu significado tem se tornado cada vez maior e realmente espero que mais pessoas sejam envolvidas nos projetos do Instituto, tornem-se conscientes sobre as questões do clima e do reflorestamento e também se tornem agentes da mudança para o mundo.

 

Instituto Soka Amazônia: Na Proposta de Paz de 2021, Daisaku Ikeda destacou a importância da participação dos jovens diante da crise climática e do futuro do planeta. Diante dessa perspectiva do presidente Ikeda, quais são as iniciativas mais promissoras lideradas por jovens na SGI no campo do meio ambiente e da paz?

 

Asai: No caso dos exemplos no Brasil, eu acredito que vocês saibam muito mais do que eu. Então, não é no sentindo de priorizar outros países, mas um dos casos dentre os países estrangeiros é a Índia. Quando eles realizaram a exposição “Sementes da Esperança e Ação” eles treinaram, de maneira frequente, os jovens para atuarem como monitores para os visitantes. Então, antes da exposição ser aberta, eles conduziram treinamentos para os jovens monitores. Assim, esses jovens aprenderam sobre essas questões [tratadas na exposição] profundamente e se tornaram agentes da mudança. Além disso, eles explicavam o conteúdo da exposição de maneira proativa aos visitantes. E também através explicação o diálogo entre monitores e visitantes era promovido. Eles também encorajaram cada escola e universidade a organizarem clubes da ODS após a exposição. E eu soube que mais de 50 escolas e universidades estabeleceram o Clube da ODS após a exposição “Sementes da Esperança e Ação”. Então esse é um dos exemplos. E eu soube que esse formato de treinar jovens antes [da exposição] foi implementado em outros países também.

 

Instituto Soka Amazônia: O que o senhor diria aos jovens que desejam contribuir para um mundo mais sustentável, mas se sentem desalentados diante dos grandes desafios globais?

 

Asai: É verdade que a crise climática é muito complicada e assustadora. E em muitos países os jovens estão enfrentando a depressão relacionada crise climática também. Então, realmente concordo com esse ponto. Porém, Dr. Ikeda sempre nos encorajou agir a partir do nosso próprio ambiente. Mesmo que seja muito pequeno ou que pareça sem sentido, mas nosso ambiente ou a situação da nossa família ou do nosso trabalho é um importante primeiro passo. Isso me fez recordar do episódio do Grande Terremoto do Leste no Japão, em 2011. Muitas pessoas tiveram que ir para os abrigos e, claro, todos os desabrigados enfrentavam uma situação muito severa. Porém, soube que muitos membros [da SGI] entraram em ação de maneira voluntária nos abrigos. Como você podem imaginar, acontecem muitos conflitos, brigas e desordem nos abrigos porque muitas pessoas que não se conhecem se juntam e têm que permanecer juntas por um longo tempo. E todas elas estavam bastante frustradas, então tais problemas aconteciam com muita frequência. Mas, os membros assumiram um papel de liderança no abrigo voluntariamente. Dessa forma, as pessoas desabrigadas puderam se sentir melhor e interagir uns com os outro de maneira mais branda ou mais amigável. E eu soube que uma pessoa bastante idosa disse que ela era já de idade avançada e não podia se mover rapidamente, mas ela tentava mostrar seu sorriso para as outras pessoas para que eles se sentissem confortáveis também. Então, dar um sorriso pode ser uma ação muito pequena, mas ela [a senhora] tomou a decisão de fazer aquela situação ficar melhor, fazer o seu ambiente melhor, e fez tal esforço. Então, qualquer pessoa pode fazer a diferença para a sociedade e pode-se iniciar através de um passo bem pequeno, mas nós acreditamos que mesmo esse pequeno passo pode fazer diferença na sociedade e para o mundo.

 

Instituto Soka Amazônia: Qual a impressão do senhor ao participar do evento (COP30)? Que mensagem ou aprendizado mais o marcou nessa experiência?

 

Asai: Essa é a 4ª COP em que participo. Como vocês sabem, a COP é um evento enorme. Então, ninguém consegue ter a visão total do que está acontecendo. Minha visão é limitada, mas até agora, a questão da floresta tem sido o foco, por causa do governo brasileiro. E um novo fundo será lançado, então sinto que é um passo importante e felizmente temos o Instituto Soka  que está localizado no meio da floresta Amazônica e acredito que a Soka Gakkai possa fazer uma diferença ainda maior através dos esforços do Instituto. E isso será benéfico para a sociedade também. Outro ponto é sobre a ética, o governo brasileiro iniciou o Balanço Ético Global que incentiva todas as entidades ao redor do mundo a revisar o que aconteceu ou o que não aconteceu, porque temos o Acordo de Paris e outros vários tratados e diferente tipos de acordos internacionais, mas as mudanças foram realizadas de maneira suficiente e temos que rever e refletir. E dentro dessa iniciativa [do balanço ético] fomos incentivados a rever nossos processos de um ponto de vista ético. Então, é uma iniciativa muito nova e a SGI conduziu esse Balanço Ético em 6 países, envolvendo principalmente os jovens ou membros da Divisão dos Estudantes. Eu não tenho certeza se essa iniciativa irá continuar após essa COP, mas sinto realmente que deveria continuar. Desse ponto de vista, a SGI emitiu uma declaração semana passada para a COP 30 e destaca esse ponto também. E hoje mesmo, organizamos dois eventos paralelos juntamente com outras organizações religiosas e enfatizamos a questão da ética e dos valores, e esse é um ponto importante. Para ser sincero, os governos e os acadêmicos não deram ênfase a esses aspectos até agora, mas realmente sentimos que é importante. E gostaríamos de argumentar mais a partir desse ponto de vista e enfatizar seu significado. Assim, essa COP tem sido uma oportunidade muito boa para compreender a importância desse ponto.

 

Instituto Soka Amazônia: Por favor, deixe uma mensagem aos leitores do site do Instituto Soka Amazônia — especialmente aos jovens que desejam contribuir para um mundo mais sustentável e pacífico.

 

Asai: Hoje em dia, parcialmente por causa das redes sociais e também devido a alguns líderes autoritários, a divisão social está emergindo em várias partes do mundo e em vários níveis também. Está ficando difícil para as pessoas se unirem. E também teorias de conspiração e desinformação estão prevalecendo. Então, estamos enfrentando muitos problemas novos ou desafios. Porém, Dr. Ikeda sempre nos incentivou e sempre confiou nos jovens para que eles possam realizar mudanças significativas.

Agora o legado do nosso fundador, tem se tornado cada vez mais importante, então gostaríamos de aprender mais por meio das obras e publicações. Agora é o momento oportuno para mostrar esse significado e creio realmente que podemos fazer a diferença na sociedade. E acredito especialmente que os jovens brasileiros farão grande diferença para o mundo. Dessa forma, gostaria de me unir a todos vocês. Muito obrigado.

 

***

 

João Carlos Júnior, diretor ambiental do Instituto Soka Amazônia, fala sobre projetos parceiros e convida os jovens a somar forças

 

A Carta da Terra é uma grande parceira do instituto há algum tempo. Antes de  tudo, é uma bússola ética e esse é o primeiro princípio que ela nos traz: está estreitamente em coexistência, em colaboração com o pensamento do Dr. Ikeda. Então, a Carta na Terra transcende a questão temporal. Ela traz quatro princípios muito sólidos, éticos, esse senso da terra comum, da mãe-terra.

Nosso trabalho com a Carta da Terra vai além de ela ser um documento. É um documento vivo, porque estamos abrindo perspectivas para o ano 2026, uma colaboração Manaus e Belém, com as nossas relações que temos aqui, a partir da COP.

 

* * *

 

Gostaria muito de enviar uma mensagem, aos nossos leitores brasileiros, de algo que percebi hoje participando do painel na COP. De que a revolução humana é possível pela educação de valor. Quando a gente vê a ética, as expressões da fé, esses são caminhos saudáveis dessa revolução humana, dessa construção que é possível ser feita. Então, para os jovens, posso dizer que eles têm essa força dentro deles, que possam acreditar nela, utilizando-se dessa própria revolução humana para que a fé, bem como a ética, seja o caminho seguro para seguir com confiança. No dia de hoje, não no dia de amanhã, com esse protagonismo jovem, a gente pode construir muitas coisas juntos. Estaremos de braços dados com vocês.

Entrevista no Youtube

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Encontros que cultivam esperança para a Amazônia

Encontros que cultivam esperança para a Amazônia

Durante a COP30, o Instituto Soka Amazônia participou de diálogos significativos com importantes lideranças globais. Confira os registros desses encontros que fortalecem ações em prol da Amazônia

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

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O legado de Daisaku Ikeda na Amazônia

O legado de Daisaku Ikeda na Amazônia


Mesmo sem ter visitado a região amazônica, Daisaku Ikeda nutriu, ao longo de sua vida, um profundo sentimento pela Amazônia. Pacifista, escritor prolífico, poeta e educador, fundador do Instituto Soka Amazônia e presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), Ikeda faleceu serenamente em 15 de novembro de 2023.

Dois anos depois, seu legado segue vivo em ações voltadas à paz, cultura e educação. Por mais de sete décadas, dedicou-se à defesa do diálogo como caminho indispensável para enfrentar os desafios globais.

Grande incentivador da formulação da Carta da Terra, documento que estabelece princípios éticos essenciais para a construção de uma sociedade justa e sustentável, Ikeda enviou, por quase quatro décadas, propostas de paz anuais à Organização das Nações Unidas (ONU). Em seus textos, abordava soluções para questões cruciais da humanidade, como o desarmamento, o combate à fome, a preservação ambiental, os direitos humanos e a educação humanística.

O Instituto Soka Amazônia materializa o ideal do pensador japonês de contribuir para a proteção da integridade ecológica da floresta. Criado em 2014 para consolidar e ampliar as iniciativas de preservação iniciadas na década de 1990 pelo Centro de Pesquisas Ecológicas da Amazônia (Cepeam), o Instituto é responsável pela gestão da Reserva Particular do Patrimônio Natural Daisaku Ikeda (RPPN Daisaku Ikeda), em Manaus, uma unidade de conservação situada diante do deslumbrante Encontro das Águas.

Para Daisaku Ikeda, a Amazônia sempre foi mais do que um bioma: era um símbolo vivo da interdependência entre humanidade e natureza. Em seus escritos e diálogos, via na floresta não apenas a exuberância de um ecossistema singular, mas a manifestação da dignidade da vida em sua forma mais profunda. Defendia que a verdadeira revolução humanista começa no coração de cada pessoa. Aplicada à Amazônia, essa visão nos convida a abandonar a lógica da exploração predatória e a construir uma cultura de cuidado, educação e solidariedade planetária. Proteger a floresta, para ele, era proteger cada vida que dela depende: povos originários, comunidades tradicionais, espécies únicas e gerações futuras.

Certa vez, Ikeda afirmou: “Quando a Amazônia mostra seu sorriso, a humanidade sente-se aliviada. Quando a Amazônia adoece, a humanidade também padece.” (Brasil Seikyo, ed. 1.579, 11 nov. 2000, p. A10.)

Encontros e afinidades com a região amazônica


O reconhecimento ao humanista japonês na região amazônica foi amplo. Ele recebeu títulos e homenagens de instituições locais, entre elas: doutor honorário do Instituto Federal do Amazonas (2010), Medalha da Ordem do Mérito Jurídico (2018) e doutor honoris causa da Universidade Federal do Amazonas (2019). Em novembro de 2000, tornou-se membro correspondente da Academia Amazonense de Letras (AAL).

A relação entre Ikeda e o poeta amazonense Thiago de Mello também revela afinidades profundas. Thiago conheceu as obras de Daisaku Ikeda durante a Conferência Rio-92 e, naquele mesmo ano, integrou a comissão organizadora das exposições Diálogo com a Natureza, em São Paulo, e Convivência e Esperança, no Rio de Janeiro.

O primeiro encontro entre os dois ocorreu em fevereiro de 1993, no Rio de Janeiro, quando Thiago assistiu a uma palestra de Ikeda por ocasião de sua nomeação como sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras. Em 1997, reencontraram-se em Tóquio. A partir daquele ano, Thiago de Mello tornou-se revisor da edição em português das propostas de paz que Ikeda enviava anualmente à ONU.

Em 1997, Thiago relatou a Daisaku Ikeda o impacto de seu contato com a obra Revolução Humana, de autoria de Ikeda: “Há décadas não sentia emoção tão forte, pois imaginava que não haveria mais nada que me comovesse como poeta. O senhor me fez renascer. Fez de mim novamente ‘uma criança da floresta amazônica’.” (Brasil Seikyo, ed. 2.303, 12 dez. 2015, p.B2.)

Nós, do Instituto Soka Amazônia, reafirmamos nossa missão de “cultivar a coexistência harmoniosa entre ser humano e natureza para garantir a integridade ecológica da Amazônia”, em consonância com os ideais do nosso eterno fundador, Dr. Daisaku Ikeda.

Assista

Entrevista do Thiago de Mello, realizada no Instituto Soka Amazônia, em 2013.

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Painel sobre ética e fé na COP30 reúne Instituto Soka Amazônia e líderes internacionais

João Carlos, diretor ambiental do Instituto Soka participa de painel

A 30ª Conferência das Partes (COP30) começou oficialmente no dia 10 de novembro, em Belém (PA), reunindo líderes e organizações para discutir políticas que enfrentem as mudanças climáticas. Entre os participantes, marcam presença a SGI, a BSGI e o Instituto Soka Amazônia, reforçando seu compromisso com a construção de um futuro sustentável.

Antes da abertura, o seminário pré-COP30, realizado em 8 de novembro em Ananindeua, celebrou os 25 anos da Carta da Terra. O evento contou com a palestra de Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Humanitários da SGI, no painel “Democracia, Não-Violência e Paz”. Para saber mais, clique aqui.

Já na manhã de 11 de novembro, o Instituto Soka Amazônia participou do painel “Ética e fé na transformação da ação climática comunitária, nacional e global”, representado por João Carlos, diretor ambiental da instituição. O debate abordou como referenciais éticos podem impulsionar mudanças nos estilos de vida, enfrentar causas estruturais, garantir direitos humanos, viabilizar financiamento climático e promover solidariedade intergeracional — caminhos essenciais para soluções restauradoras e voltadas à paz.

Os convidados compartilharam ações concretas realizadas em diferentes regiões do mundo. Em sua fala, Keith Runyan, secretário-geral da Quaker Earthcare Witness, por exemplo, destacou: “Vivemos em um mundo escuro, mas agora é o momento de mudarmos com coragem, esperança e amor entre as pessoas. Podemos inspirar as pessoas com as nossas transformações.”

Representando o Instituto Soka Amazônia, João Carlos agradeceu a oportunidade de apresentar iniciativas e trocar experiências. Ele destacou a Academia Ambiental, programa que já beneficiou mais de 20 mil estudantes de escolas públicas de Manaus com aulas imersivas de educação ambiental na Reserva Particular do Patrimônio Natural Dr. Daisaku Ikeda.

Encerrando sua participação, João citou uma frase do fundador do Instituto Soka Amazônia, Dr. Daisaku Ikeda: “A floresta amazônica é a grande terra-mãe que ensina a paz, a harmonia e a coexistência ao homem.”

Perdeu o painel?

 Acesse o Instagram do Instituto e assista na íntegra.

Acompanhe mais detalhes sobre a COP30 e a participação do Instituto Soka Amazônia em nossas redes sociais: @institutosoka.amazonia e @brasilseikyo e nos sites https://institutosoka-amazonia.org.br/ e https://www.brasilseikyo.com.br/

Instituto Soka Amazônia na COP30

Leia mais:

Futuro sustentável é possível. Durante o seminário pré-COP 30, leia palestra de Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Humanitários da Soka Gakkai Internacional (SGI).

“Mobilizando a solidariedade global para enfrentar os desafios da crise climática”. Declaração da SGI focada nas questões globais.

Vídeo 360º do Instituto na pré Cop 30

Durante o seminário pré-COP#), realizado em 8 de novembro, os participantes puderam assistir a um vídeo em tecnologia 360º que apresentou as iniciativas do Instituto voltadas à educação ambiental, ao reflorestamento e à preservação da biodiversidade.

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Instituto Soka Amazônia em seminário pré-COP30

Seminário pré-COP30 em Ananindeua celebra 25 anos da Carta da Terra e reforça compromisso global com a paz e a democracia

Evento internacional reuniu lideranças e representantes da SGI para debater os valores da Carta da Terra e o papel da educação humanista na construção de um futuro sustentável.

Durante o seminário pré-COP30 em Ananindeua, líderes internacionais celebraram os 25 anos da Carta da Terra e defenderam a educação para a paz, a democracia e a sustentabilidade como bases de um novo pacto global, realizada neste sábado, 8 de novembro, no Teatro Municipal de Ananindeua (PA), o Seminário Internacional: 25 anos da Carta da Terra.

Entre os temas debatidos, o painel “Democracia, Não-Violência e Paz”, quarto princípio da Carta da Terra, contou com a presença de Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Humanitários da Soka Gakkai Internacional (SGI).

O encontro reforçou o legado desse documento que se tornou um marco ético e político global, orientando governos, empresas, escolas e comunidades a transformar consciência em ação — para que toda a vida na Terra possa prosperar. A Carta da Terra articula uma visão de interdependência planetária e responsabilidade compartilhada, oferecendo um chamado à esperança e à ação conjunta pela sustentabilidade.

Com leveza e carisma, Asai abriu sua fala brincando com o próprio nome: “Eu me chamo Asai e sou da Soka Gakkai Internacional. Meu sobrenome é parecido com a palavra ‘açaí’, que está muito popular no Japão e sempre que aparece na TV, me sinto muito bem”, disse, arrancando risos do público.

Em seguida, destacou que o Japão é hoje um dos países mais pacíficos do mundo, com baixo índice de violência armada. “Atualmente, mais pessoas perdem a vida para ursos do que para armas de fogo”, observou, com humor.

O palestrante explicou que o envelhecimento da população japonesa, cuja idade média é de 49,9 anos, também contribui para uma sociedade mais pacífica. “Mesmo tendo 49 anos, ainda sou considerado jovem no Japão”, disse, reforçando que uma população mais idosa tende naturalmente à calma e à redução da violência física.

Mas Asai lembrou que nem sempre o Japão foi símbolo de paz. Há apenas oito décadas, o país vivia sob um regime militarista, quando educação e recursos públicos serviam aos interesses do exército. Foi nesse contexto que o educador Tsunesaburo Makiguchi, fundador da Soka Gakkai, lançou uma ideia revolucionária: “A educação existe para a felicidade das crianças.”

Preso por se opor ao militarismo, Makiguchi morreu na prisão, deixando como legado uma filosofia humanista que inspirou gerações e transformou-se em um movimento global pela paz e pela dignidade da vida.

Asai também destacou a atuação de Daisaku Ikeda, terceiro presidente da Soka Gakkai e fundador do Instituto Soka Amazônia, que expandiu o movimento ao redor do mundo com base na valorização do ser humano e na promoção da educação humanista e, inspirada por essa filosofia, no Brasil o Instituto Soka Amazônia desenvolve programas de educação ambiental e formação de cidadãos globais, fortalecendo o vínculo entre valores humanos e sustentabilidade.

Encerrando sua fala, o diretor reafirmou o compromisso da SGI em cooperar com o povo brasileiro para expandir iniciativas que constroem as bases da paz e da democracia. “Estamos determinados a fortalecer nossas parcerias no Brasil e seguir promovendo a educação para a paz. Só com pessoas sábias e empáticas poderemos transformar a sociedade.”

Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Humanitários da Soka Gakkai Internacional.

De 2013 a 2019, atuou como presidente da Conferência de Paz da Juventude da Soka Gakkai Japão. É membro do Conselho de Líderes da Iniciativa Conjunta de Aprendizagem sobre Fé e Comunidades Locais (JLI-LFC) e um dos principais integrantes da Coalizão Japonesa de OSCs para Redução do Risco de Desastres.

Participou de diversas conferências da ONU, incluindo a Rio+20, a Conferência Mundial sobre Redução de Riscos de Desastres (2015) e as COPs.

Formado em Direito pela Universidade de Tóquio (1999), publicou em 2018 o artigo “Função do capital social embutido em comunidades religiosas em tempos de desastre” no Journal of Disaster Research.

Vídeo 360º do Instituto na pré Cop 30

Durante o evento, os participantes puderam assistir a um vídeo em tecnologia 360º que apresentou as iniciativas do Instituto voltadas à educação ambiental, ao reflorestamento e à preservação da biodiversidade.

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Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

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Seminário de Águas da Amazônia celebra 10 anos de parceria e reforça união entre ciência e saberes tradicionais

Evento realizado pelo Instituto Soka Amazônia reuniu pesquisadores, comunidades ribeirinhas e povos originários para discutir soluções sustentáveis.

O Instituto Soka Amazônia foi palco, nos dias 21 e 22 de outubro, do 10º Seminário de Águas da Amazônia, que marcou uma década de parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Com o tema “Tecnologia Social: união entre saberes tradicionais e conhecimento científico para soluções sustentáveis na Amazônia”, o encontro reuniu acadêmicos, lideranças indígenas, representantes de empresas e comunidades locais.

A cerimônia de abertura, conduzida por Rebeca Soares, destacou a diversidade de participantes e a relevância do diálogo entre diferentes saberes. “Este seminário é um espaço para construir soluções que respeitem a vida e a natureza”, afirmou.

A manhã contou com uma apresentação cultural dos alunos da Escola Aníbal Bessa, que interpretaram Terra Planeta Água.

 

Em seguida, Rodrigo Izumi, coordenador de área de Proteção da Natureza do Instituto Soka Amazônia, ressaltou os avanços na conservação hídrica e a visão humanista do fundador Daisaku Ikeda: “Educação é a chave para a paz e para a proteção das águas”.

O ponto alto foi a Roda de Conversa, mediada por João Carlos, diretor ambiental do Instituto, com participação da pesquisadora Dra. Marcela Amazonas, do empreendedor Dr. Nilson Luiz, da jovem liderança indígena Tainara Kambeba e da professora Ana Cristina, da comunidade Careiro da Várzea com o tema “Tecnologia Social e Saberes Amazônicos” 

Durante o debate, os convidados apresentaram palestras sobre seus trabalhos e experiências, relacionando-os ao tema central do evento.

A Dra. Marcela Amazonas abordou as tecnologias sociais e a perspectiva atual de sua aplicação na Amazônia, enfatizando o potencial dessas iniciativas para promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer comunidades locais.

O Dr. Nilson Luiz apresentou o trabalho desenvolvido por sua empresa alimentícia especializada em produtos à base de peixe, destacando a produção de hambúrgueres de pescado como alternativa saudável e sustentável para o aproveitamento de recursos amazônicos e geração de renda local.

As falas da Tainara Kambeba e da professora Ana Cristina reforçaram a importância da valorização dos saberes tradicionais, da juventude indígena e do protagonismo comunitário na conservação das águas e na promoção de práticas sustentáveis.

 

À tarde, uma oficina técnica na RPPN Dr. Daisaku Ikeda ensinou a identificar árvores-matrizes para coleta de sementes, incentivando a criação de bancos genéticos e práticas sustentáveis.

No segundo dia, as atividades foram para o campo: na Comunidade São José, moradores aprenderam a produzir papel artesanal com reaproveitamento de materiais; enquanto na Comunidade Três Unidos, território Kambeba, foi construído um viveiro comunitário para mudas nativas, fortalecendo a restauração ecológica e a autonomia local.

O seminário mostrou, na prática, que a integração entre ciência e tradição é o caminho para soluções sustentáveis na Amazônia.

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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Vídeo 360º

 Em comemoração dos onze anos do Instituto Soka Amazônia, convidamos você para uma uma sensação totalmente diferente.  Conheça de perto as ações de educação ambiental, reflorestamento e preservação da biodiversidade do Instituto em imagens capturadas com a tecnologia 360º

Faça parte dessa jornada pela vida e pela natureza. Disponível em três idiomas: português, inglês e japonês.

Vídeos em 360 graus são gravações que capturam todo o ambiente ao redor da câmera simultaneamente, permitindo que o espectador controle a direção da visualização e tenha uma experiência imersiva como se estivesse no local. Essa tecnologia utiliza câmeras especiais que gravam em todas as direções, e o conteúdo pode ser visualizado em dispositivos como computadores, smartphones, tablets e até óculos de realidade virtual.

Instituto Soka Amazônia participa das comemorações dos 65 anos da BSGI


Instituto Soka Amazônia participa das comemorações dos 65 anos da BSGI

O Instituto Soka Amazônia é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, vinculada filosoficamente à Soka Gakkai (global), representa a cristalização do ideal do pacifista Daisaku Ikeda de contribuir para proteção da integridade ecológica da Amazônia.

No Brasil, a Soka Gakkai Internacional (SGI) é representada pela Associação Brasil Soka Gakkai Internacional (BSGI) que celebrou nos dias 18 e 19 de outubro de 2025, 65 anos de fundação. Desde sua fundação, a BSGI tem como propósito “valorizar cada vida de forma a promover o desenvolvimento humano em prol da construção de uma cultura de paz”.

Na festividade, o Instituto Soka Amazônia esteve presente realizando uma ativação especial, na qual apresentou aos jovens a missão, os propósitos e os impactos das ações já realizadas na região amazônica.

Os participantes puderam vivenciar uma experiência imersiva em Realidade Virtual, por meio do vídeo 360º disponível no YouTube, que transporta o espectador diretamente para a Reserva Particular do Patrimônio Natural Dr. Daisaku Ikeda, em Manaus (AM).

Durante o evento, o Instituto também apresentou a exposição “Sementes da Esperança e Ação – Tornando os ODS uma Realidade”, composta por 25 painéis que convidam à reflexão sobre o papel de cada indivíduo na construção de um mundo mais sustentável.

Vídeo 360º

 Em comemoração dos onze anos do Instituto Soka Amazônia, convidamos você para uma uma sensação totalmente diferente. 

Conheça de perto as ações de educação ambiental, reflorestamento e preservação da biodiversidade do Instituto em imagens capturadas com a tecnologia 360º

Faça parte dessa jornada pela vida e pela natureza. Disponível em três idiomas: português, inglês e japonês.

Vídeos em 360 graus são gravações que capturam todo o ambiente ao redor da câmera simultaneamente, permitindo que o espectador controle a direção da visualização e tenha uma experiência imersiva como se estivesse no local. Essa tecnologia utiliza câmeras especiais que gravam em todas as direções, e o conteúdo pode ser visualizado em dispositivos como computadores, smartphones, tablets e até óculos de realidade virtual.

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A celebração da vida e da esperança

A celebração da vida e da esperança


Dias 4 e 5 de outubro de significados

Dia Mundial dos Animais e Dia da Natureza

O dia 4 de outubro é um marco no calendário global: nesta data são celebrados tanto o Dia Mundial dos Animais quanto o Dia da Natureza. Duas datas distintas, mas que se complementam em um único propósito: reforçar a necessidade de respeito, preservação e equilíbrio entre os seres humanos, os demais animais e o meio ambiente.

O Dia Mundial dos Animais foi instituído oficialmente em 1931, durante o International Protection Congress, em Florença, na Itália, atendendo a uma proposta do escritor e ativista alemão Heinrich Zimmermann, que já havia realizado a primeira celebração em Berlim, em 1925. A escolha do 4 de outubro não foi por acaso: a data coincide com o dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais e da natureza na tradição cristã, figura que simboliza humildade e respeito a todas as formas de vida.

Já o Dia da Natureza, também celebrado neste mesmo dia, amplia essa reflexão para além da fauna, destacando a importância da conservação de ecossistemas inteiros e do uso sustentável dos recursos naturais. A data propõe uma consciência coletiva sobre os impactos das atividades humanas — como o desmatamento, a poluição e as mudanças climáticas — que comprometem tanto a vida selvagem quanto o próprio futuro da humanidade.

Atualmente, a mensagem dessas duas celebrações se entrelaça. Cuidar dos animais significa também cuidar do ambiente em que eles vivem. Isso implica rever padrões de consumo, reduzir resíduos, reutilizar recursos, preservar florestas e buscar alternativas sustentáveis que garantam equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. Na Amazônia, por exemplo, um dos maiores refúgios de biodiversidade do planeta, a luta contra o tráfico de espécies e a destruição de habitats é central não apenas para a sobrevivência da fauna e da flora locais, mas para a regulação climática global.

Apesar da força simbólica da data, foi somente em 1978 que os direitos dos animais foram reconhecidos formalmente, com a aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Animais pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento estabelece princípios como o direito de todos os animais à vida, à liberdade, ao respeito e à proteção contra a exploração e a crueldade.

Assim, o dia 4 de outubro não é apenas uma data comemorativa. Ele representa um chamado universal para repensar a relação entre humanidade, animais e natureza. Em um cenário de crise climática, perda acelerada da biodiversidade e desequilíbrio ambiental, a mensagem é clara: preservar a vida em todas as suas formas é garantir a sobrevivência do planeta que nos abriga.

5 de outubro: Dia das Aves

O dia 5 de outubro é marcado pela celebração do Dia das Aves, uma data que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação dessas espécies fundamentais para o equilíbrio ecológico e cultural do país. A data foi instituída pelo Decreto nº 63.234, em 12 de setembro de 1968, durante o governo do presidente Artur da Costa e Silva. Posteriormente, em 2002, o Decreto nº 9.675, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, manteve a data e oficializou o sabiá como o símbolo nacional do Dia das Aves.

O sabiá, conhecido pelo canto melodioso que embala manhãs e fins de tarde em diversas regiões do Brasil, foi escolhido não apenas por sua beleza, mas também por representar a ligação afetiva e cultural entre os brasileiros e sua avifauna.

No entanto, mais do que uma data simbólica, o Dia das Aves chama a atenção para as ameaças que esses animais enfrentam diariamente. A caça predatória, o tráfico de animais silvestres, a destruição de habitats naturais e a poluição estão entre os principais fatores que colocam em risco a sobrevivência de inúmeras espécies. Muitas aves, além de sua beleza e canto, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas: são dispersoras de sementes, polinizadoras e importantes reguladoras de cadeias alimentares.

Para a educadora ambiental e ornitóloga Lídia Rabelo, o Dia das Aves está longe de ser apenas uma data simbólica. “O Dia das Aves não é apenas um dia, é um lembrete de que precisamos proteger e cuidar da avifauna. É recordar que nossas ações impactam diretamente a qualidade de vida das aves também”, destacou. Segundo ela, a perda ou a redução de populações inteiras representa uma ameaça que vai além da biodiversidade, colocando em risco serviços ambientais indispensáveis, como a regeneração das florestas e a manutenção dos ciclos naturais.

Preservar as aves exige compromisso coletivo. Isso envolve combater práticas de caça e comércio ilegais, promover a educação ambiental, incentivar a criação de áreas protegidas e estimular a convivência harmoniosa entre sociedade e natureza. O primeiro passo é compreender que a proteção das aves não é apenas uma questão ambiental, mas também cultural e ética.

Neste 5 de outubro, o convite é para que cada cidadão reflita sobre sua relação com a natureza e reconheça que as aves, com suas cores e cantos, são verdadeiras amigas da humanidade. Proteger o ambiente em que vivem é garantir que sua presença continue embelezando e equilibrando o mundo para as gerações futuras.

A missão do Instituto Soka Amazônia

 

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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