Esperança é ação Carta Comemorativa do Presidente

Onze anos dedicados a preservação, proteção e o desenvolvimento

Mensagem do Diretor-Presidente do Instituto Soka Amazônia

Luciano Gonçalves

É com imensa gratidão e alegria que celebramos hoje, 26 de julho, os onze anos do Instituto Soka Amazônia.

Fundado às margens do extraordinário Encontro das Águas, nosso Instituto nasceu da visão humanística do Dr. Daisaku Ikeda, um pacifista que enxergou na Amazônia um verdadeiro tesouro da humanidade. O Instituto representa a materialização de um ideal: promover a paz por meio da valorização da vida e da proteção do meio ambiente. A Amazônia, que ele definiu como “tesouro da humanidade”, tornou-se o solo fértil onde esse ideal floresce em ações concretas.

Nossa missão é clara: “Contribuir com a proteção da integridade ecológica da Amazônia”, compartilhando a visão humanística do nosso fundador, Dr. Daisaku Ikeda.

Em uma década de atuação, expandimos fronteiras e semeamos ideias e árvores. De uma produção anual de 7 mil mudas, hoje alcançamos a marca de 20 mil, com cem espécies cultivadas em nosso viveiro. Mais de 18 mil estudantes já participaram do Projeto Academia Ambiental, despertando uma nova geração para o cuidado com a natureza.

Fizemos do diálogo a nossa principal ponte com a sociedade. Seminários, conferências, exposições e ações de arborização são parte do nosso cotidiano, sempre em parceria com universidades, governos, empresas e pessoas que, como você, acreditam em um futuro melhor.

Em 2023, firmamos um marco histórico: nos tornamos a primeira instituição da Amazônia a se afiliar à Carta da Terra Internacional. Esse compromisso amplia nosso campo de ação e fortalece os laços com iniciativas globais que visam construir um mundo mais justo, sustentável e pacífico.

Sobre essa afiliação, recebemos uma mensagem do nosso fundador. Em um trecho, ele compartilha: “No preâmbulo da Carta da Terra consta uma passagem inspiradora que diz: “O desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais”.

Penso que “ser mais” significa demonstrar, de forma grandiosa, com espírito de compaixão e de coragem, os ideais de paz e de coexistência, e a sabedoria da criação de valor.”

Essa mensagem ecoa em cada uma de nossas ações. Ela nos lembra que o verdadeiro progresso nasce da consciência, que proteger a Amazônia é, antes de tudo, um ato de humanidade.

Neste ano, ampliamos nossa presença nacional: em São Paulo, inauguramos a exposição Sementes da Esperança e Ação – Tornando os ODS uma Realidade, reafirmando nosso compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e com o despertar da cidadania ambiental.

Onze anos se passaram. E tudo isso só foi possível graças a você. Sim, a você que acreditou, apoiou, divulgou, participou. Cada conquista é fruto dessa parceria silenciosa, porém poderosa, que move o Instituto Soka Amazônia.

E é com essa bússola que temos caminhado com passos firmes, parcerias verdadeiras e olhos voltados para o futuro. Rumo a 2029, quando celebraremos nossos quinze anos, seguimos com esperança renovada e determinação inabalável.

Que possamos continuar ampliando o diálogo, inspirando ações e cuidando da Amazônia — esse tesouro que pertence a toda a humanidade.

Muito obrigado por caminhar ao nosso lado.

Conte sempre com o Instituto Soka Amazônia.

Evento marca o 25º aniversário da adoção da Carta da Terra


Representantes da SGI e da Universidade Soka da América participaram do encontro realizado em Haia, na Holanda


Para comemorar o 25º aniversário da adoção da Carta da Terra foi realizado em Haia, na Holanda, de 1º a 3 de julho, um evento que contou com a presença de representantes da Soka Gakkai Internacional (SGI).

A Carta da Terra é uma compilação de normas necessárias para construir um futuro sustentável. Foi adotada em 2000 após discussões em todo o mundo e o próprio fundador Dr. Daisaku Ikeda contribuiu com comentários para o texto preliminar.

No primeiro dia do evento, após a cerimônia de abertura, foram formadas subcomissões sobre diversos temas, dentre eles, “Justiça Intergeracional”, que contou com a apresentação de Nobuyuki Asai, diretor de Desenvolvimento e Assuntos Humanitários da SGI. Ele explicou que, com base nas etapas de conscientização defendidas pelo Dr. Daisaku Ikeda, “de aprender a situação atual, reconsiderar o modo de vida e tomar medidas concretas”, a SGI continuou a trabalhar para disseminar o espírito da Carta da Terra, especialmente por meio de painéis expositivos.

Ele mencionou que os jovens que atuaram como guias nessas exposições promoveram diálogos intergeracionais com os visitantes e que a experiência foi importante para alcançar a justiça intergeracional. O Sr. Asai lembrou ainda que esse tipo de diálogo está presente nas atividades do SGI.

No segundo dia, no Palácio da Paz, foram apresentados a exposição Sementes de Esperança e Ação produzida pela Carta da Terra Internacional em parceria com a SGI e um vídeo de realidade virtual (360º) do Instituto Soka Amazônia do Brasil. Ambos foram muito bem recebidos pelos participantes.

Na parte da tarde, Joan Anderson, do Departamento do Movimento pela Paz da SGI, subiu no palco. Ela afirmou que a filosofia da SGI de buscar a mudança social por meio da transformação interior de cada indivíduo ressoa com o espírito da Carta da Terra e relatou como a exposição Sementes de Esperança e Ação tem provocado grande repercussão no mundo tudo.

No último dia do evento, foi realizado um debate sobre as “Abordagens Inovadoras para a Educação” com a presença do reitor da Universidade Soka da América, Edward Feasel. Com base nos três requisitos para ser um cidadão global mencionados pelo Dr. Daisaku Ikeda em seu discurso na Universidade de Columbia, em 1996, Feasel explicou como está trabalhando na educação para a cidadania global não apenas no currículo dos cursos mas também na administração universitária e nas atividades estudantis em geral.

Traduzido e adaptado do Seikyo Shimbun de 10 de julho de 2025

17 de julho — Dia de Proteção às Florestas: Um convite à conscientização e à ação

Vista aérea do Instituto Soka Amazônia, em Manaus


Um convite à conscientização e à ação

Celebrado em 17 de julho, o Dia de Proteção às Florestas é uma data que une a força da natureza à riqueza do folclore brasileiro. Além de destacar a importância da preservação ambiental, o dia também homenageia o Curupira, figura lendária do imaginário popular conhecida como o guardião das matas. Com seus cabelos vermelhos e os pés virados para trás, o Curupira representa a sabedoria da floresta e o alerta contra os que tentam explorá-la de forma irresponsável.

As florestas exercem um papel essencial na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e na manutenção dos ciclos da água. No caso da Amazônia, essa importância se amplifica. Embora muitas vezes chamada de “pulmão do mundo”, a floresta amazônica vai muito além dessa metáfora: ela funciona como um verdadeiro regulador climático, absorvendo dióxido de carbono da atmosfera, mantendo a umidade do ar e influenciando diretamente o regime de chuvas em vastas regiões do Brasil e da América do Sul. Proteger a floresta é, portanto, proteger a vida e o equilíbrio ambiental de todo o continente.

Na linha de frente dessa missão está o Instituto Soka Amazônia, com sede em Manaus, cuja atuação é um exemplo concreto de compromisso com a preservação ambiental.

O Instituto funciona como um local que preserva sementes e mudas de espécies vegetais, funcionando como uma espécie de “biblioteca viva” para garantir que plantas nativas possam ser cultivadas e reintroduzidas na natureza no futuro. 

Além disso, promove o replantio de espécies nativas, contribuindo ativamente para a restauração ecológica da região. Mudas são doadas a comunidades, escolas e projetos parceiros, estimulando o plantio consciente e o engajamento coletivo. Por meio de ações educativas, o Instituto inspira professores e estudantes a plantarem árvores e compreenderem, na prática, a importância de manter a floresta viva e protegida.

Neste Dia de Proteção às Florestas, deixamos um convite à sociedade: venha conhecer, aprender e se engajar na preservação das florestas. A natureza precisa de aliados, e esse compromisso começa com cada um de nós.

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka da Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

Junho foi um mês movimentado no Instituto Soka Amazônia!

Junho foi um mês movimentado no Instituto Soka Amazônia!

Com a chegada da Semana do Meio Ambiente, nossas atividades ganharam ainda mais força para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) — ocasião que nos convida à reflexão sobre a urgência de proteger o nosso planeta e reforçar o compromisso coletivo com a sustentabilidade. É um momento especial para reafirmarmos nosso papel na construção de um futuro mais justo, verde e consciente para as próximas gerações.

Além disso, comemoramos o Dia da Imigração Japonesa no Amazonas (20 de junho), data muito significativa que marca a união entre duas culturas tão ricas — a japonesa e a brasileira — e simboliza os laços de respeito, amizade e cooperação que nos inspiram diariamente.

Confira a seguir as ações que assinalaram esse mês repleto de propósito, cultura e dedicação!

Nos dias 3 a 6 de junho, organizamos uma série de atividades especiais em celebração da Semana do Meio Ambiente.

No dia 3, recebemos dezoito crianças atendidas pelo Educandário Gustavo Capanema, instituição que atua no bairro Colônia Oliveira Machado oferecendo suporte psicológico e educacional a crianças em situação de vulnerabilidade social. No decorrer da visita, preparamos uma edição especial da Academia Ambiental, com atividades lúdicas e pedagógicas voltadas para a sensibilização ambiental, além de um momento de diálogo enriquecedor com os educadores da instituição, abordando os princípios da educação para a vida e a formação integral do indivíduo. Destacamos a valiosa parceria com a empresa Super Terminais, que viabilizou o transporte das crianças e ofereceu apoio institucional à realização da atividade, contribuindo para o fortalecimento de ações socioeducativas em nossa região.

No dia 4, recebemos com entusiasmo 73 alunos da Escola Municipal Maria Raimunda Marques Brasil, localizada no bairro Mauzinho, para uma edição especial da Academia Ambiental. A atividade promoveu uma imersão educativa e cultural por meio de uma apresentação teatral da Cia. Metamorfose, que trouxe à cena personagens marcantes do folclore amazônico, como Curupira, Onça-Pintada, Caipora, Vitória-Régia e Iara. A encenação encantou alunos e professores, demonstrando que a união entre educação ambiental, arte e cultura potencializa o aprendizado, tornando-o mais envolvente, significativo e inspirador. Destacamos a parceria com a OCAS do Conhecimento Ambiental — Semed, essencial para a realização dessa ação transformadora. 

No dia 5, em parceria com a empresa Tutiplast, conduzimos uma ação de conscientização sobre a poluição plástica na Escola Municipal Jorge de Resende Sobrinho. A ação contou com a presença de aproximadamente 250 participantes, entre professores, alunos e familiares das turmas do oitavo e nono anos. Além da palestra educativa, os estudantes do nono ano participaram de um desafio ambiental, que envolveu o plantio de dez mudas de espécies nativas, a coleta de resíduos sólidos no entorno da escola e a doação de cinquenta mudas para familiares e educadores, incentivando o engajamento da comunidade na construção de práticas mais sustentáveis. 

Encerrando a programação, no dia 6, promovemos um encontro de formação com os gestores das escolas que participarão das atividades da Academia Ambiental no segundo semestre. O momento foi dedicado ao fortalecimento dos vínculos entre educação e meio ambiente, preparando o terreno para novas ações integradas. 

No dia 13, em parceria com a empresa Denso, realizamos uma edição da Academia Ambiental com os alunos da Escola Municipal Vila da Felicidade, situada no bairro Mauazinho. A atividade promoveu vivências educativas voltadas para a conscientização ambiental, fortalecendo a conexão entre escola, comunidade e meio ambiente. 

O evento de educação ambiental GOMIZERO foi realizado no dia 21 de junho de 2025 na Escola Municipal Vila da Felicidade, localizada na Estrada Porto Velho, bairro Mauazinho, em Manaus, AM. A ação reuniu mais de cem colaboradores de 23 indústrias japonesas da região para a coleta de resíduos nos arredores do Porto da Ceasa, promovendo a conscientização sobre a gestão de resíduos sólidos.

Organizado em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e ao Dia da Imigração Japonesa no Amazonas (20 de junho), o evento simbolizou a integração cultural e o compromisso compartilhado com a sustentabilidade. Como parte das atividades educativas, o Instituto Soka Amazônia distribuiu duzentas mudas de espécies nativas e frutíferas à comunidade local, reforçando seu programa de educação ambiental e o incentivo à recuperação de áreas urbanas.

Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico

pesquisador

Celebrar a esperança que transforma o mundo

Em 8 de julho, o Brasil celebra mais do que uma data no calendário. Comemoramos o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico — uma homenagem aos homens e mulheres que, movidos pela curiosidade, persistência e profundo compromisso com a sociedade, dedicam suas vidas à construção de um país melhor por meio do conhecimento.

Instituída em 2001, a data coincide com o aniversário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fundada em 1948, e simboliza a urgência de reconhecermos a ciência como ferramenta essencial para enfrentarmos os desafios sociais, ambientais e econômicos que o Brasil atravessa.

A ciência, quando cultivada com responsabilidade e visão de futuro, gera transformação real. Ela está nos avanços da medicina, nas soluções para a crise climática, nas tecnologias que aproximam pessoas, e na educação que liberta. Cada descoberta é um passo rumo a um futuro mais justo, equilibrado e sustentável.

No coração da Amazônia, em Manaus, centros de excelência como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fundação de Medicina Tropical, Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) impulsionam a produção científica com foco em biodiversidade e desenvolvimento regional.

Entre esses protagonistas do conhecimento, o Instituto Soka da Amazônia se destaca como um espaço inovador de educação ambiental e produção científica cidadã. Com a Academia Ambiental e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Dr. Daisaku Ikeda, o Instituto atua na formação de lideranças e no incentivo à pesquisa voltada à preservação da floresta e à valorização da vida.

É nesse contexto que desponta a história de Bruna Kathlen, bióloga e mestre em Zoologia, que une a paixão pela ornitologia à missão de educar e conscientizar. Ela representa uma nova geração de cientistas que enxergam a ciência como uma ponte entre o presente e o futuro: “Minha maior motivação para seguir carreira na pesquisa é poder fornecer melhores soluções para o mundo. No meu caso, na minha área, que é a educação ambiental voltada à ornitologia, é poder contribuir para que as espécies continuem sobrevivendo em seus hábitats, conservá-las e evitar a extinção delas.”

Mas, como muitos pesquisadores no Brasil, Bruna também enfrenta obstáculos diários: “Meu maior desafio, que acredito que também é o da maioria dos cientistas, é a falta de incentivo monetário e muitas vezes a sensação de que você está numa luta sozinho. Não há recursos financeiros para pesquisas, principalmente num país como o Brasil, e muitas vezes somos vistos como pessoas que estão ‘perdendo tempo’ com pesquisa.”

Apesar das barreiras, é o impacto gerado que a mantém firme. Em especial, a inspiração que leva a jovens e crianças por meio de iniciativas como o Projeto Vem Passarinhar Manaus: “Um exemplo pessoal que posso citar é o Projeto Vem Passarinhar Manaus, no qual crianças acabam se encantando pelo mundo da ornitologia e afirmam que vão seguir essa carreira futuramente. […] É como se nós fôssemos uma ponte entre o que fazemos agora no presente e o que eles irão replicar no futuro. E isso tudo é muito gratificante.”

Para quem deseja iniciar nesse caminho, a pesquisadora deixa uma mensagem: “Não desanime. É árduo, é trabalhoso, difícil e até doloroso. Mas os resultados sempre vão compensar. […] Fazer ciência é difícil, mas ao mesmo tempo é uma profissão linda e muito, muito nobre.”

Neste Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, celebramos não apenas o conhecimento — mas também a coragem, a paixão e a esperança que movem cada cientista brasileiro. Pessoas como Bruna, que acreditam que a ciência não é um fim em si, mas o meio para criar um futuro mais consciente, mais justo e mais vivo para todos nós.

Conheça o Instituto em 360º

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Que tal uma vivência imersiva na floresta amazônica? Em comemoração dos onze anos do Instituto Soka Amazônia, convidamos você para uma uma sensação totalmente diferente. 

Conheça de perto as ações de educação ambiental, reflorestamento e preservação da biodiversidade do Instituto em imagens capturadas com a tecnologia 360º

Faça parte dessa jornada pela vida e pela natureza. Disponível em três idiomas: português, inglês e japonês.

Vídeos em 360 graus são gravações que capturam todo o ambiente ao redor da câmera simultaneamente, permitindo que o espectador controle a direção da visualização e tenha uma experiência imersiva como se estivesse no local. Essa tecnologia utiliza câmeras especiais que gravam em todas as direções, e o conteúdo pode ser visualizado em dispositivos como computadores, smartphones, tablets e até óculos de realidade virtual.

Visite o canal do Instituto no Youtube. Clique aqui.

Guardiãs da Biodiversidade: as abelhas sem ferrão na Amazônia

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As guardiãs da Biodiversidade: a importância das abelhas sem ferrão na Amazônia

No dia 20 de maio, foi celebrado o Dia Mundial das Abelhas, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância desses polinizadores para o equilíbrio dos ecossistemas e a segurança alimentar. Em meio às preocupações globais com o declínio das populações de abelhas, a Amazônia se destaca por abrigar uma incrível diversidade de abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para a manutenção da floresta tropical.

Diferentemente da abelha europeia, as abelhas sem ferrão, são espécies nativas do Brasil e desempenham um papel essencial na polinização de plantas amazônicas, incluindo frutos nativos como o açaí (Euterpe oleracea), o buriti (Mauritia flexuosa)e o bacuri (Platonia insignis). Na Amazônia, estima-se que existam mais de 100 espécies de abelhas sem ferrão, como a Jupará da Amazônia (Melipona interrupta), Mandaguari (Scaptotrigona postica) e a Jandaíra (Melipona subnitida).

A Mestre em Biologia e pesquisadora Iris Andrade explica que esse processo de polinização é fundamental para a reprodução das plantas. “Então, essas abelhas, ao coletar os seus alimentos na natureza — pode ser néctar, o pólen — elas vão visitando várias flores, e isso vai fazendo com que esse pólen, que é o gameta masculino da flor, seja levado até a flor feminina e então depois vai se desenvolver em fruto, aí vai ter a semente”, destaca. Ou seja, sem esse trabalho silencioso e constante das abelhas, a regeneração natural da floresta e a produção de alimentos ficariam gravemente comprometidas.

Esses insetos, além de extremamente importantes para a biodiversidade, também têm valor cultural e econômico para comunidades tradicionais e indígenas, que há séculos praticam a meliponicultura – a criação de abelhas sem ferrão. O mel produzido por elas, é altamente valorizado e utilizado não só na alimentação, mas também na medicina tradicional amazônica.

Nos últimos anos, o interesse popular pela criação de abelhas tem crescido, impulsionado por conteúdos divulgados na internet. A Dra. Gislene Almeida, pesquisadora em ecologia e educação ambiental, ressalta a importância de ter responsabilidade e senso crítico ao lidar com essas informações. “A internet hoje é uma fonte que dá essas informações, e a gente precisa selecionar um pouco melhor, para criar melhor essas informações e não dar um tiro no escuro.” Ela reforça ainda que a educação ambiental voltada para as abelhas sem ferrão é essencial para garantir sua proteção a longo prazo.

Segundo a pesquisadora, instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e o Instituto Soka Amazônia desempenham um papel fundamental nesse processo, ao promoverem pesquisas científicas, ações educativas e projetos de conservação que aproximam a sociedade da importância desses polinizadores. “Locais como o INPA e o Instituto Soka da Amazônia são fundamentais porque desenvolvem pesquisa e incentivam a educação ambiental. Isso ajuda a formar uma consciência coletiva de cuidado com as abelhas e com a floresta”, enfatiza.

Contudo, as abelhas enfrentam diversas ameaças: desmatamento, uso indiscriminado de agrotóxicos, mudanças climáticas e perda de habitat. A destruição dos ninhos e a urbanização crescente colocam em risco a sobrevivência dessas espécies e de toda a cadeia ecológica que delas depende.

A celebração do Dia Mundial das Abelhas nos lembra da necessidade urgente de preservar esses polinizadores, investir em pesquisa, promover práticas sustentáveis e apoiar iniciativas que valorizem os saberes tradicionais. Proteger as abelhas sem ferrão é proteger também a vida na floresta e o futuro da Amazônia.

Veja em nosso Instagram, vídeo e descubra a importância das abelhas.  

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka da Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

A importância da Carta da Terra

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A importância da Carta da Terra

A Carta da Terra foi lançada no dia 29 de junho de 2000. O evento ocorreu em uma cerimônia no Palácio da Paz em Haia, Holanda. É uma declaração de dezesseis princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Ela é estruturada em quatro grandes tópicos: Respeito e cuidado pela comunidade da vida, integridade ecológica, justiça social e econômica, democracia, não-violência e paz.

Em 1987 a Comissão das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, através do documento “Nosso Futuro Comum”, recomendou a redação de uma nova carta sobre o desenvolvimento sustentável com o objetivo de ajudar a construir no século 21 uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Em 1992, em evento paralelo da Cúpula da Terra – Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, foi elaborada a primeira versão da Carta.

Após oito anos, em um processo participativo envolvendo todos os continentes e com a contribuição de milhares de pessoas de todas as raças, credos, idades e profissões, incluindo especialistas em ciências, filosofia, ética, religiões e leis internacionais, a versão final foi lançada em 29 de junho de 2000. Em 2003 a Unesco reconheceu a Carta da Terra como um instrumento chave para a educação e cultura, e a considerou como um importante marco ético para a humanidade.

A Carta da Terra é também um clamor para a ação, solicitando a cada pessoa que renove seu compromisso de criar um ambiente sustentável, de promover a justiça econômica e social, a não-violência, a democracia e a paz.

Em 2023, ocorreu a afiliação entre o Instituto Soka Amazônia e a Carta da Terra abrindo caminhos para a realização de projetos e iniciativas que buscam fortalecer a consciência de interdependência, a proteção da vida, o planeta para as futuras gerações.

A cerimônia de afiliação à Carta da Terra Internacional ocorreu no Instituto Soka Amazônia, e na mensagem para a ocasião, Dr. Daisaku Ikeda, enfatizou:

“O movimento impulsionado pelos ilustres senhores da Carta da Terra e o nosso movimento pela revolução humana fundamentado no budismo estão ligados em espiritualidade pelos princípios em comum. Nesse sentido também, deposito minha expectativa e tenho plena convicção de que ambas as instituições, juntas, abordando diversos temas e promovendo a atividade educacional com foco na geração jovem, expandirão a coexistência da natureza e do ser humano, a coexistência humana e a alegria em viver com magnânimo coração.”

A cerimônia contou com a participação da diretora executiva da Carta da Terra Internacional, Mirian Vilela. Durante palestra realizada no Instituto Soka, ela reforçou que, antes mesmo de a Carta da Terra ser lançada, a parceria com a Soka Gakkai já era realidade, e compartilhou:

“O momento é de expansão e agora com o Instituto Soka, temos essa visão comum, de colaborar, assim como os di­ferentes rios que margeiam a sede do instituto, que se encontram e formam um rio maior. E é assim que sinto também com essa parceria de hoje, entre o instituto e a Carta da Terra. Devemos trabalhar nossa capacidade de enxergar além do que realmente vemos.”

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka da Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

“A sustentabilidade deve ser compreendida como um desafio e um compromisso que exige o esforço de todos. Em sua essência, é o trabalho de construção de uma sociedade que conceda prioridade absoluta à dignidade da vida — de todas as gerações e da biosfera que nos sustenta.”