Instituto Soka Amazônia

Dia Internacional das Mulheres

Ao longo de sua jornada pelo mundo, o filósofo e educador Daisaku Ikeda encontrou mulheres que, com coragem e propósito, ajudaram a transformar a história.

Em diferentes países, culturas e contextos, esses encontros foram marcados por diálogos profundos sobre ciência, paz, educação e o futuro do planeta. Cada conversa revelava uma mesma convicção: quando mulheres se levantam para proteger a vida e defender a dignidade humana, novos caminhos se abrem para toda a sociedade.

Entre laboratórios científicos, movimentos pela paz e reflexões sobre um mundo mais sustentável, nasceram trocas de ideias que ultrapassaram fronteiras. Mais do que reuniões formais, foram encontros de esperança, momentos em que conhecimento, compaixão e ação se uniram para inspirar gerações futuras.

Hoje, ao recordar essas trajetórias, celebramos não apenas grandes nomes da história, mas a força transformadora presente em cada mulher que decide agir, cuidar e construir um futuro mais humano e sustentável.

Hazel Henderson

Encontro com Daisaku Ikeda: Outubro de 2000 — Tóquio, Japão 

Hazel Henderson (1933–2022) foi uma futurista, economista evolucionária e ambientalista britânico-americana, reconhecida por fundar a Ethical Markets Media e por seu ativismo pioneiro na promoção da economia verde e dos investimentos socialmente responsáveis. Seu trabalho influenciou a medição de progresso econômico além do PIB, integrando valores ambientais e sociais.

Principais fatos

  • Nascimento: 27 de março de 1933, Bristol, Inglaterra
  • Falecimento: 22 de maio de 2022, St. Augustine, Flórida, EUA
  • Cidadania: Britânica e naturalizada norte-americana
  • Fundação: Ethical Markets Media (2004)
  • Obra marcante: The Politics of the Solar Age (1981)

Vida e carreira

Nascida Jean Hazel Mustard, Henderson tornou-se uma das principais vozes do ambientalismo econômico. Em 1964, cofundou o grupo Citizens for Clean Air, em Nova York, que levou à criação do primeiro índice de poluição atmosférica em boletins meteorológicos. Em sua trajetória, criticou a economia convencional por ignorar custos sociais e ambientais, afirmando que “a economia é uma forma de dano cerebral”.

Pensamento e obras

Henderson escreveu nove livros e centenas de artigos sobre sustentabilidade, finanças éticas e responsabilidade corporativa. The Politics of the Solar Age previu a transição global dos combustíveis fósseis para uma economia solar, enquanto Ethical Markets: Growing the Green Economy (2006) consolidou o conceito de “mercados éticos”. Ela co-desenvolveu o índice Calvert-Henderson de Qualidade de Vida e o Green Transition Scoreboard®, métricas alternativas ao PIB para medir o bem-estar e o investimento sustentável.

Legado e reconhecimento

Foi membro honorário do Club of Rome, Fellow da Royal Society of Arts e agraciada com o Global Citizen Award (1996). O centro Hazel Henderson Center e o acervo da State Historical Society of Missouri preservam seus arquivos e promovem seu legado em ética, inovação e sustentabilidade. Sua visão inspirou gerações de economistas, ambientalistas e investidores a buscarem um modelo econômico alinhado à justiça social e à regeneração ecológica.

Elise Boulding

Encontro com Daisaku Ikeda: Década de 1990 

Elise Boulding (1920–2010) foi uma socióloga, escritora e ativista norte-americana de origem norueguesa, reconhecida como uma das fundadoras dos Estudos de Paz e Conflito. Chamadas de “mãe da pesquisa pela paz”, suas ideias influenciaram profundamente a educação para a paz, o feminismo e o pensamento sobre o futuro.

Principais fatos

  • Nascimento: 6 de julho de 1920, Oslo, Noruega
  • Falecimento: 24 de junho de 2010, Needham, Massachusetts, EUA
  • Afilição: Sociedade Religiosa dos Amigos (quakers)
  • Instituições: Universidade do Colorado, Dartmouth College
  • Prêmio/Indicação: Indicada ao Prêmio Nobel da Paz

Trajetória e pensamento

Imigrada aos EUA ainda criança, Boulding graduou-se no Douglas College (Rutgers University) e obteve doutorado em sociologia na Universidade de Michigan. Casou-se com o economista e poeta quaker Kenneth Boulding, com quem fundou a International Peace Research Association. Professora na Universidade do Colorado e depois em Dartmouth, ela ajudou a estabelecer programas pioneiros de estudos da paz e estudos de gênero.

Sua obra explora o papel das famílias e das mulheres na construção de sociedades pacíficas, defendendo a “cultura de paz” — uma abordagem que valoriza cooperação, diversidade e resolução não violenta de conflitos. Como quaker, integrou espiritualidade e ação social, vendo a educação como meio essencial para transformar valores culturais em direção à não violência.

Obras e legado

Entre seus livros destacam-se The Underside of History: A View of Women Through Time (1976), Building a Global Civic Culture: Education for an Interdependent World (1988) e Cultures of Peace: The Hidden Side of History (2000). Nomeada pela American Friends Service Committee ao Nobel da Paz em 1990, também participou do movimento Women’s International League for Peace and Freedom e de comissões da UNESCO e do governo norte-americano.

Elise Boulding permanece referência na sociologia da paz e na educação global, inspirando gerações de estudiosos e ativistas a imaginar e construir um mundo livre de violência.

Wangari Maathai

Encontro com Daisaku Ikeda: Fevereiro de 2005 — Tóquio, Japão 

Wangari Maathai (1940–2011) foi uma bióloga, ativista ambiental e política queniana. Fundadora do Green Belt Movement, tornou-se a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz, reconhecida por conectar meio ambiente, direitos humanos e democracia em uma mesma agenda de desenvolvimento sustentável.

Fatos-chave

  • Nascimento: 1º de abril de 1940, Nyeri, Quênia
  • Falecimento: 25 de setembro de 2011, Nairóbi, Quênia
  • Formação: Ph.D. em Anatomia, Universidade de Nairóbi (1971)
  • Fundação: Green Belt Movement (1977)
  • Prêmio Nobel da Paz: 2004

Formação e carreira acadêmica

Educada nos Estados Unidos pelo programa Airlift Africa, Maathai graduou-se em biologia no Mount St. Scholastica College (1964) e obteve mestrado na Universidade de Pittsburgh (1966). Em 1971, tornou-se a primeira mulher da África Oriental e Central a conquistar um doutorado, lecionando na Universidade de Nairóbi e dirigindo o Departamento de Anatomia Veterinária.

O Green Belt Movement

Fundado em 1977, o Green Belt Movement surgiu da percepção de Maathai sobre a degradação ambiental e a vulnerabilidade das mulheres rurais. O projeto mobilizou comunidades, sobretudo mulheres, para plantar milhões de árvores, combatendo a erosão e garantindo fontes de lenha e renda. Até o início do século XXI, mais de 30 milhões de árvores haviam sido plantadas no Quênia e em outros países africanos .

Ativismo e liderança política

Maathai expandiu sua atuação para a política, sendo eleita deputada em 2002 e nomeada vice-ministra do Meio Ambiente em 2003. Enfrentou o regime autoritário de Daniel arap Moi, defendendo parques públicos e florestas contra a privatização. Sua militância resultou em prisões, mas também em reconhecimento internacional por sua coragem e ética cívica .

Legado e reconhecimento

Além do Nobel, Maathai recebeu dezenas de prêmios internacionais e títulos honoríficos. Foi Mensageira da Paz da ONU (2009) e fundadora do Wangari Maathai Institute for Peace and Environmental Studies (2010). Faleceu de câncer em 2011, deixando um legado de ativismo ambiental, empoderamento feminino e governança ética que continua a inspirar movimentos globais

Rita Levi-Montalcini

Encontro com Daisaku Ikeda : Década de 1990 (início dos anos 1990) 

Rita Levi-Montalcini (1909–2012) foi uma neurologista e senadora vitalícia italiana, laureada com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1986 por sua descoberta do fator de crescimento nervoso (NGF). Sua pesquisa revolucionou o entendimento do desenvolvimento e regeneração do sistema nervoso, tornando-a uma das cientistas mais influentes do século XX.

Fatos principais

  • Nascimento: 22 de abril de 1909, Turim, Itália
  • Falecimento: 30 de dezembro de 2012, Roma, Itália
  • Prêmio Nobel: Medicina/Fisiologia (1986, com Stanley Cohen)
  • Instituições: Universidade de Turim; Washington University (EUA); CNR Roma
  • Título honorífico: Senadora vitalícia da República Italiana (2001)

Formação e primeiros anos

Filha do engenheiro Adamo Levi e da pintora Adele Montalcini, Rita enfrentou resistência paterna à educação feminina. Graduou-se em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Turim em 1936, sob orientação do histologista Giuseppe Levi, ao lado de colegas como Salvador Luria e Renato Dulbecco, também futuros laureados com o Nobel.

Pesquisa sob perseguição

Com as leis raciais de 1938, foi impedida de trabalhar por ser judia e montou um pequeno laboratório em seu quarto. Durante a Segunda Guerra Mundial, prosseguiu seus estudos sobre embriões de galinha, descobrindo mecanismos essenciais do crescimento neural. Sua perseverança em tempos de perseguição fascista é amplamente reconhecida como símbolo de resistência intelectual.

Descoberta e carreira internacional

Em 1947, foi convidada por Viktor Hamburger para a Washington University, nos Estados Unidos, onde, em colaboração com Stanley Cohen, identificou e isolou o NGF, o primeiro fator de crescimento celular conhecido. Essa descoberta abriu novas vias para compreender doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Legado e impacto social

De volta à Itália, fundou o Instituto de Biologia Celular e, em 2002, o European Brain Research Institute. Criou também a Fundação Rita Levi-Montalcini, dedicada à educação de mulheres africanas. Tornou-se um ícone do pensamento científico e da igualdade de gênero, ativa em causas sociais até os 103 anos.

 

 

A missão do Instituto Soka Amazônia

Com sede em Manaus (AM), o Instituto Soka Amazônia se destaca por suas ações em defesa da floresta, com foco na educação ambiental e no engajamento comunitário.

Entre suas iniciativas estão projetos educativos com estudantes, que promovem o contato direto com a natureza por meio de trilhas ecológicas, oficinas e campanhas de sensibilização. A valorização da cultura amazônica também é central, integrando saberes tradicionais como ferramentas para a preservação ambiental.

O Instituto atua com a convicção de que conhecer a floresta é o primeiro passo para protegê-la, assim como orienta o fundador, Dr. Daisaku Ikeda

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