Semana do Meio Ambiente no Instituto Soka Amazônia
O Dia Mundial do Meio Ambiente vai muito além de uma data simbólica ou de belas imagens nas redes sociais. Ele funciona como um chamado global à consciência e, principalmente, à ação.
Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 5 de junho de 1972, esse dia tem três papéis fundamentais:
1. Despertar e conscientizar
Com o tempo, é natural nos acostumarmos com os problemas ao nosso redor. Por isso, essa data funciona como um verdadeiro “despertador global”. É quando a ciência ganha mais visibilidade para mostrar, com clareza, o estado do planeta — desde o avanço das mudanças climáticas até a poluição e a perda de biodiversidade. É um convite a enxergar que os recursos naturais são finitos e precisam de cuidado urgente.
2. Cobrar responsabilidade
O dia também é um momento de pressão e responsabilidade. Governos e empresas aproveitam a ocasião para anunciar metas, políticas públicas e compromissos ambientais. Ao mesmo tempo, a sociedade civil e organizações reforçam a cobrança para que essas promessas se tornem realidade.
3. Engajar na prática
Mais do que refletir, a proposta é agir. A data incentiva iniciativas como plantio de árvores, mutirões de limpeza, projetos educativos e mudanças nos hábitos do dia a dia. Afinal, a transformação coletiva começa com atitudes individuais.
No Brasil, esse movimento se amplia com a Semana do Meio Ambiente, celebrada ao redor do dia 5 de junho. Nesse contexto, o Instituto Soka Amazônia elaborou uma programação especial entre os dias 1º e 6 de junho, reunindo ações de educação ambiental, atividades culturais e experiências imersivas em Manaus.
Entre os destaques, esteve a Academia Ambiental Especial, na qual os estudantes foram organizados em grupos inspirados nos elementos Terra, Água, Fogo, Ar e Gelo. Essa divisão serviu como ponto de partida para uma jornada de aprendizado dinâmica e envolvente.
Durante o percurso pelo Instituto Soka Amazônia, os participantes foram conduzidos por uma narrativa teatral interativa. Personagens como o Palhaço Tito, a Anciã, o Entulho e o Boto deram vida às atividades, promovendo reflexões por meio de brincadeiras, desafios e diálogos acessíveis.
A missão era clara: ajudar a restaurar o “coração” da Anciã, guardiã da memória e da floresta amazônica. Na história, esse coração havia perdido sua luz devido a impactos ambientais como as queimadas, o desmatamento, a poluição da água e o descarte inadequado de resíduos.
À medida que avançavam juntos na atividade, os estudantes compreenderam que esses problemas também fazem parte da realidade — e que podem ser transformados. Ao final, por meio da cooperação e do aprendizado, conseguiram simbolicamente devolver a vitalidade à floresta.
Como gesto concreto, cada participante realizou a semeadura de uma semente de sumaúma, árvore de grande importância ecológica e cultural na Amazônia. Mais do que uma atividade simbólica, foi um convite para cuidar, acompanhar e se responsabilizar pelo crescimento dessa nova vida.
A proposta da programação foi justamente essa: aproximar crianças, jovens, educadores e a comunidade das questões socioambientais amazônicas, despertando consciência por meio de experiências vivas, sensíveis e transformadoras.
Fontes de pesquisa:
IPBES (Plataforma Intergovernamental Científico-Polítca sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), vinculada à ONU.
PNUMA / UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Sobre o documentário
Durante a Semana do Meio Ambinete, o Instituto Soka Amazônia lançou o documentário Entre Fios Invisíveis: O Impacto do Plástico e do Microplástico na Avifauna dos Rios Negro e Solimões, uma produção que investiga como a poluição plástica vem afetando as aves na Amazônia.
A narrativa tem como eixo a RPPN Dr. Daisaku Ikeda e três comunidades ribeirinhas e indígenas localizadas nos rios Negro e Solimões. Ao longo do percurso, o documentário conecta ciência, educação ambiental e saberes tradicionais para mostrar, de forma sensível e direta, como o plástico tem alterado comportamentos, habitats e ciclos naturais da avifauna da região.
O documentário busca dar visibilidade a essa realidade a partir de uma abordagem socioambiental integrada, ampliando a percepção sobre os impactos do plástico e do microplástico na Amazônia e promovendo a conscientização ambiental em âmbito nacional e internacional.


