Riqueza arqueológica da Amazônia: Instituto Soka e IPHAN promovem ações educativas para preservação do patrimônio

Proteger a Amazônia é preservar a floresta, seus rios, animais e as populações que existem ou já existiram nesse territóro.

Registrada de diversas formas, seja no solo, nos rios, nas formações rochosas, nos vestígios deixados por quem viveu antes ou nos modos de vida transmitidos de geração em geração, a história da Amazônia é um patrimônio essencial para compreensão do presente e garantia de futuro.  

Um exemplo disso está na Reserva do Particular do Patrimônio Natural RPPN Daisaku Ikeda, onde foram encontrados, em 2001, urna funerária e um alguidar (panelas utilizadas por povos indígenas da região amazônica). A partir desse achado a área foi reconhecida e oficializada como Sítio Arqueológico Daisaku Ikeda pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O Sitio Arqueológico Daisaku Ikeda está rodeado pelos Sítios Lages, Porto do Encontro das Águas e Ponta das Lajes. Este último, por longos períodos, fica praticamente submerso (vide infográfico).

Entre os sítios arqueológicos da região o Daisaku Ikeda está em melhor estado de preservação, segundo especialistas, por estar inserido em unidade de conservação. A área reflorestada pelo Instituto Soka ao longo dos últimos 30 anos teria contribuído para essa proteção.

Floresta em pé, ampliação de pesquisa e popularização do conhecimento arqueológico por meio da educação patrimonial são estratégias benéficas para proteção do patrimônio arqueológico, histórico e cultural Amazônia e ajudam a potencializar o senso de pertencimento e respeito às origens dos povos amazônicos.

Cientes disso, o Instituto Soka Amazônia uniu-se à Superintendência do IPHAN Amazonas para realizar uma Semana de Educação Patrimonial, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro.

A série de eventos contou com o apoio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) e envolveu professores, alunos, pesquisadores das universidades federal (UFAM) e estadual do Amazonas (UEA), Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Museu da Amazônia (Musa), agentes culturais e comunidade local.

No Brasil, a Educação Patrimonial é eixo estruturante da política de patrimônio, como explica a superintendente do IPHAN Amazonas, Beatriz Calheiro.”Acredito que todos os processos educativos construídos de forma coletiva que tenham foco no Patrimônio Cultural, podem ser compreendidos pela comunidade nos territórios e colaborar pra reconhecimento e valorização dos nossos bens históricos e culturais, sejam arqueológico, edificado ou imaterial”.

Arqueologia no Instituto Soka Amazônia

No Instituto Soka, todos os anos, cerca de 2000 alunos da rede pública de ensino têm um primeiro contato com a arqueologia e despertam seu interesse por meio da visita guiada pelo Sítio Arqueológico Daisaku Ikeda do programa Academia Ambiental.

No último dia 1º de novembro, os participantes da Semana de Educação Patrimonial do IPHAN também visitaram o Sitio Arqueológico Daisaku Ikeda e assistiram às palestras e demonstrações dos arqueólogos Iberê Martins, do Museu da Amazônia, e Jaime Oliveira, do IPHAN Amazonas.

No dia 28 de outubro, foi a vez de sensibilizar a comunidade local com outra atividade promovida pelo Instituto Soka e IPHAN Amazonas.

Um mutirão educativo e de limpeza no Sítio Ponta das Lajes, em Manaus foi organizado com a participação de cerca de 200 voluntários de empresas vizinhas ao Sítio e de instituições parceiras, além de pesquisadores, alunos e população local.

Além da retirada de resíduos sólidos (lixo) do local , os participantes receberam orientações sobre como visitar sítios arqueológicos sem causar qualquer tipo de prejuízo ao Patrimônio Arqueológico.  

Beatriz Calheiro se emociona ao relembrar a quantidade tão diversa de pessoas e representações de órgãos públicos unidos em prol do patrimônio histórico.

“Coletar aqueles resíduos sólidos foi um momento de reflexão, cuidado e de fazer alguma coisa efetiva acontecer, sem ficar esperando. Mas sim juntos, unindo esforços, para entrelaçar educação ambiental e educação patrimonial”, avaliou ela.

A ação foi inspirada em outra iniciativa educativa realizada, no dia anterior, pela Escola Japonesa de Manaus na área da RPPN Daisaku Ikeda próxima à margem do rio.

Leia também : As gravuras milenares expostas pela seca na Amazônia

Nota oficial do IPHAN sobre o Sitio Arqueológico Ponta das Lajes

Devido a relevância do tema, reproduzimos na íntegra a Nota oficial do Instituto do Patrimônio Histório e Artístico Nacional (IPHAN) sobre o Sítio Arqueológico Ponta das Lajes, onde recentemente aflorou grande número de gravuras rupestres por conta da seca no Rio Negro. O Sítio Arqueológico Ponta das Lajes é vizinho ao Sítio Arqueológico Daisaku Ikeda (veja o mapa ao final).

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informa que vem realizando fiscalizações regularmente na área do sítio arqueológico Ponta das Lajes, com apoio do Instituto Soka Amazônia, em Manaus (AM).

O Iphan procurou os órgãos competentes para evitar possíveis danos aos bens arqueológicos, especialmente a Polícia Federal, o Batalhão de Polícia Ambiental e a Secretaria Municipal de Segurança Pública. Esta, por sua vez, deverá realizar patrulhas de modo a impedir qualquer dano ao Patrimônio Cultural brasileiro. 

Outras providências estão sendo organizadas em um Plano Emergencial devido à estiagem, incluindo a instalação de um grupo de trabalho para gestão compartilhada do sítio, envolvendo diversos órgãos.

Importante destacar que todos os bens arqueológicos pertencem à União, sendo que a legislação veda qualquer tipo de aproveitamento econômico de artefatos arqueológicos, assim como sua destruição e mutilação. Além disso, para realização de pesquisas de campo e escavações, é preciso o envio prévio de projeto arqueológico ao Iphan, que avaliará e, só então, editará portaria de autorização. Assim, qualquer pesquisa interventiva realizada sem autorização do Iphan é ilegal e passível de punição nos temos da lei.

Atualmente, está em execução um Plano de Ação cujo objetivo é pesquisar e cadastrar sítios arqueológicos no estado do Amazonas. Com isso, pretende-se produzir conhecimento sobre o Patrimônio Arqueológico da região amazônica, promovendo, ao mesmo tempo, ações educativas que, também, são uma forma de prevenir futuros prejuízos a esses bens.

Assessoria de Comunicação Iphan 

Localização dos Sítios Arqueológicos da região

Colaboração: Roger Biondani

Emergency initiative in response to the drought on the Rio Negro:
Soka Amazon Institute and partner enterprises donate potable water and food to riverside communities

Written by Dulce Moraes, Instituto Soka Amazônia (Manaus, AM) Soka Amazônia (Manaus/AM)

Puxirum (a Tupi word meaning “help between neighbors or community”) is the name given to the solidarity action carried out on Wednesday (11) by the Soka Amazon Institute and its partners for the benefit of riverside household.

The two local floating communities assisted – Lago do Catalão and Paraná do Xiborena – are part of the district of Iranduba/AM and are among the many communities affected by the climate emergency triggered by the extreme (and historic) drought of rivers and streams in the region, a situation worsened by the heavy smog from the fires that shroud the city of Manaus and the neighboring districts.

The initiative – coordinated by the Soka Amazon Institute in partnership with the companies Breitener Energética, Gaia Eco, Tutiplast, and Associação Brasil SGI – brought gallons of potable water, water purification kits, food baskets, and sets for Children’s Day to more than 120 riverside families in the floating communities.
The distribution of the items was organized by the head of the Lago Catalão Community and Agricultural Association, Raimunda Ferreira de Viana, who set up a tent by the river, where the families gathered to protect themselves from the scorching sun and temperatures that reached 38 degrees.

The distribution of the items was organized by the head of the Lago Catalão Community and Agricultural Association, Raimunda Ferreira de Viana, who set up a tent by the river, where the families gathered to protect themselves from the scorching sun and temperatures that reached 38 degrees.


Dona Rai, as she is known, decided to share the donated items with the families of the Paraná do Xiborena community, who are also facing water and food shortages. “Today we know that the riverside communities are suffering from this scarcity. And this is a general hardship, not restricted to Catalão. Anything I can do to help another community, I will”, said Mrs. Rai.


Afonso, a representative of the Paraná do Xiborena community, was grateful for the support: “This is what means community, one hand helping the other. We’re all in the same pain. It hurts everyone. Thank you, Dona Raimunda and the enterprises that have mobilized. Because what’s at stake is the health of the children”.

Associação Brasil SGI, owner and guardian of the RPPN Dr. Daisaku Ikeda, also allocated resources for the donation, making it possible to carry the donation to the community. Carla Osawa, who coordinates the Soka Institute’s volunteer activities, organized the donation of kits to give to the children in the communities.

For Danielle Viana, Breitener’s social responsibility manager, the action was conceived with a great deal of responsibility and a will to do good. “There are several hands holding here, several companies led by the Soka Institute. I was in Fortaleza when I saw a post from the Soka Institute about what you’re going through, and I thought: we need to do something. And here we are. It’s little, but it’s heartfelt. That’s why, in addition to the water, we decided to donate 120 basic food baskets”.

Sirlei Bis Oliveira, managing director of Gaia Eco, stressed that the action involved everyone in a spirit of solidarity and compassion. “It’s a beautiful feeling that everyone should have”. Along with gallons of water, the company donated 50 water purification kits.

Eduardo Schmidt, head of operations at Gaia Eco, explained to the community how to use the kit (bucket, cloth, plastic pipe, and proper sachet). In a simple process, each family will be able to make the water they collect from the river or well fit for human use in 30 minutes.

Lindalva Mateus, a volunteer at Tutiplast, expressed her impression of taking part in the action: “It’s a moment of solidarity with those who need it today. Our Amazon River is so large that we never imagined we’d have to go through this. I’ve been here for 19 years, and I’ve never seen this, of us being under where the river used to be. It also makes us sad to see the fish and dolphins dying. That’s why this movement that you have created and that Tutiplast has accepted is so beautiful. I can only thank you”.


The floating community of Lago do Catalão is part of the district of Iranduba/AM and is just a few kilometers from the headquarters of the Soka Amazon Institute, in the RPPN Dr. Daisaku Ikeda, facing Ponta das Lajes and the Encounter of the Waters.

THE INITIATIVE IN NUMBERS

Communities served: Lago do Catalão and Paraná do Xiborena (Iranduba/AM)

Households assisted: 120 families

Donated items:
255 gallons of water (of 20 liters) + 120 food baskets + 50 water purifier kits + 70 kits for Children’s Day.

Volunteers involved in the donation:
35 volunteers (directors, employees and volunteers from the Soka Amazon Institute and partner companies, residents of the Catalão community and boaters from the region).


*Due to the obstacles caused by the drought on the margin of the Rio Negro, the volunteers carried the water and food from Praia das Lajes to the boat by hand.

The Soka Amazon Institute is grateful for the continued support it receives from donors and partners, which allows it to continue its work to protect the ecological integrity and sustainable development of the Amazon with harmonious coexistence between human beings and nature.

As an organization affiliated with the Earth Charter International, the Soka Amazon Institute promotes the principles of Respect and Care for the Community of Life; Ecological Integrity; Social and Ecological Justice; and Democracy, Nonviolence, and Peace.

As the anchor organization of the HUB SDGs Amazonas, it is committed to achieving and promoting the Sustainable Development Goals among companies in the region. In this initiative, special attention was given to SDG 2 (Zero Hunger), SDG 6 (Drinking Water and Sanitation) and SDG 17 (Partnerships and Means of Implementation).

Ação emergencial pela seca no Rio Negro: Instituto Soka Amazônia e empresas parceiras doam água potável e alimentos a comunidades ribeirinhas

Puxirum – palavra de origem tupi que significa ajuda entre vizinhos ou comunidade – é como foi apelidada a ação solidária realizada, nesta quarta-feira (11), pelo Instituto Soka Amazônia e empresas parceiras, em benefício de famílias ribeirinhas.

As duas comunidades flutuantes atendidas – a do Lago do Catalão e a do Paraná do Xiborena – fazem parte do município de Iranduba/AM e estão entre as várias vitimadas pela emergência climática deflagrada pela seca extrema (e histórica) de rios e igarapés que acomete a região, situação agravada pela forte fumaça das queimadas que cobre cidade de Manaus e região.

A ação – mobilizada pelo Instituto Soka em parceria com as empresas Breitener Energética, Gaia Eco, Tutiplast e Associação Brasil SGI – levou galões de água potável, cestas básicas e kits purificadores de água e de doces para o Dia das Crianças, atendendo mais de 120 famílias ribeirinhas das comunidades de flutuantes.

A distribuição foi organizada pela líder da Associação Comunitária e Agrícola do Lago Catalão, Raimunda Ferreira de Viana, que montou uma tenda improvisada à beira do rio, onde as famílias se reuniram para se proteger do sol escaldante e temperatura que alcançou os 38 graus.

Dona Rai, como é conhecida, compartilhou os itens recebidos com as famílias da comunidade Paraná do Xiborena, que também enfrentam difoculdade de acesso à água e alimentos. “Hoje nós sabemos que os ribeirinhos estão sofrendo essa escassez. E esse sofrimento é no geral, não é só no Catalão. O que der para eu ajudar outra comunidade, eu vou ajudar”, afirmou dona Rai.

Afonso, representante da comunidade Paraná do Xiborena agradeceu a partilha: “Isso é comunidade, um ajudando a outro. Estamos todos no mesmo sofrimento. Dói em todos. Obrigado dona Raimunda e as empresas que se mobilizaram. Porque o que está em jogo é a saúde das crianças”.

Associação Brasil SGI, proprietária e mantenedora da RPPN Dr. Daisaku Ikeda, também destinou recursos para a doação, viabilizando o transporte da doação até a comunidade. Carla Osawa, que coordena as ações de voluntários do Instituto Soka, organizou doação de doces para as crianças das comunidades.

Para Danielle Viana, gerente de responsabilidade social da Breitener, a ação foi pensada com muita responsabilidade e vontade de fazer o bem. “Aqui estão várias mãos dadas, várias empresas lideradas pelo Instituto Soka. Eu estava em Fortaleza quando vi uma postagem do Instituto Soka sobre o que vocês estão passando aqui, e pensei: precisamos fazer algo. E aqui estamos. É pouco, mas é de todo coração. Por isso, além da água, resolvemos doar 120 cestas básicas”.

Sirlei Bis Oliveira, diretora administrativa da Gaia Eco, destacou que a ação envolveu a todos em um sentimento de solidariedade e compaixão. “Um sentimento bonito que deve aflorar em todos”. Além de galões de água, a empresa doou 50 kits purificadores de água.


Eduardo Schmidt, chefe de operações da Gaia Eco, demonstrou para a comunidade como utilizar o kit (balde, tecido, cano plástico e sachê próprio). De maneira simples cada família poderá, em 30 minutos, tornar própria para o consumo humano a água captada no rio ou poço.

Lindalva Mateus, como voluntária da Tutiplast, expressou seu sentimento de participar da ação: “É um momento de solidariedade com quem está precisando hoje. O nosso rio Amazonas é tão grande que nunca imaginamos passar por isso. Estou aqui há 19 anos e nunca vi isso, de a gente ficar embaixo de onde era o rio. Também nos traz tristeza ver os peixes e botos morrendo. Por isso é linda essa corrente que vocês criaram e que a Tutiplast acatou. Só tenho a agradecer”.

A comunidade flutuante do Lago do Catalão faz parte do município de Iranduba/AM e fica a poucos quilômetros da sede do Instituto Soka Amazônia, na RPPN Dr. Daisaku Ikeda, em frente à Ponta das Lajes e Encontro das Águas.

AÇÃO EM NÚMEROS

Comunidades atendidas: Lago do Catalão e Paraná do Xiborena (Iranduba/AM)
Famílias atendidas: 120 famílias
Itens doados: 255 galões de água (de 20litros) + 120 cestas básicas + 50 kits purificadores de água + 70 kits de doces para o Dia das Crianças

Voluntários mobilizados na entrega:
35 voluntários (diretores, colaboradores e voluntários do Instituto Soka Amazônia e empresas parceiras; moradores da comunidade Catalão; e barqueiros da região)
*devido dificuldade ocasionada pela seca na margem do Rio Negro, o carregamento de água e alimentos da Praia das Lajes até a embarcação foi realizado manualmente pelos voluntários

O Instituto Soka Amazônia agradece o contínuo apoio recebido de doadores e parceiros, o que permite dar continuidade ao trabalho em prol da proteção da integridade ecológica e desenvolvimento sustentável da Amazônia com coexistência harmônica entre ser humano e natureza.

O Instituto Soka Amazônia, como organização filiada à Carta da Terra Internacional promove, em suas ações, os princípios de Respeito e Cuidado com a Comunidade da Vida; proteção da Integridade Ecológica; Justiça Social e Ecológica; e Democracia, Não-Violência e Paz.  Como organização âncora do HUB ODS Amazonas, está comprometida com o alcance e a promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável entre as empresas da região. Nesta ação o Instituto Soka e seus parceiros se dedicaram ao cumprimento dos ODS 2 (Fome Zero), ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação).

 

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NOTA OFICIAL: Dia Mundial da Natureza e informe sobre seca e calor extremo na Amazônia

Diante da grave estiagem e seca na bacia dos rios da região amazônica nos últimos dias, o  Dia Mundial da Natureza (3 de outubro) e Dia Mundial dos Animais (4 de outubro) ganham contornos de emergência climática.

Acometida por dois fenômenos climáticos simultâneos, a região enfrenta, nos últimos dias, situação dramática do ponto de vista ecológico e social, com perdas significativas para a biodiversidade e para população ribeirinha cuja sobrevivência está diretamente relacionada aos rios e a floresta. 

O Instituto Soka Amazônia manifesta seu profundo pesar pelas vítimas da comunidade do Arumã, em Beruri, no interior do Amazonas, e demais comunidades ribeirinhas que sofrem os efeitos desse evento climático extremo. Manifesta também solidariedade e apoio às equipes de técnicos do Instituto Chico Mendes (ICMBIo) e do Instituto Mamirauá pelo trabalho de monitoramento da água e resgate de botos da região de Tefé/AM. 

Diante da previsão de estiagem prolongada, vale o alerta para aumento na incidência de queimadas e incêndios florestais. Tais ocorrências não só agravam a situação do clima, como tem ameaçado espécies, algumas em risco de extinção, e provocado sérios problemas de saúde à população.

O Rio Negro tem registrado uma acentuada e acelerada queda em seu volume – maior que o índice registrado na seca histórica de 2010, segundo Agência Nacional das Águas (vide gráfico). E as previsões é que o período seco se estenda até o início de 2024.

AÇÕES NA SEDE DO INSTITUTO – RPPN DR. DAISAKU IKEDA

ATIVIDADE DA ACADEMIA AMBIENTAL:
Em virtude da previsão de altas temperaturas para essa quarta-feira (4), e por recomendação da Secretaria Municipal de Educação, foi suspensa a atividade programada para a Academia Ambiental nesta semana.

NIVEL DO RIO NEGRO
A equipe do Instituto Soka tem monitorado diariamente o trecho do Rio Negro que margeia a RPPN Daisaku IKeda e está alerta a comunicar ocorrências às autoridades competentes.  

IMPACTO NA VEGETAÇÃO DA RESERVA
Medidas tem sido realizadas na área florestal para minimizar os impactos da seca sobre a vegetação e na produção de mudas de espécies nativas da RPPN. Plantios que estavam programados para setembro/outubro estão sendo adiados para o período com condições climáticas mais adequadas.

IMAGENS REGISTRADAS NO ÚLTIMO DIA 03 DE NOVEMBRO NA RRPN DR. DAISAKU IKEDA

O Instituto Soka Amazônia agradece o contínuo apoio recebido de doadores e parceiros, o que permite dar continuidade ao trabalho de proteção, educação ambiental e apoio a pesquisa científica, visando a proteção da biodiversidade amazônica.

Dia da Árvore: uma vivência especial no Instituto Soka Amazônia

Todos os anos, milhares de estudantes celebram o Dia da Árvore com o tradicional plantio simbólico.

O Instituto Soka Amazônia decidiu envolver nessa celebração o público adulto de uma maneira especial: sensibilizá-los por meio de vivências de resgate às relações com a natureza e de ampliação do conhecimento sobre a importância das árvores amazônicas.

Na manhã escaldante do dia 21 de setembro, em Manaus, foi realizado um encontro na sede do Instituto Soka Amazônia, na Reserva Particular de Proteção Natural – RPPN Daisaku Ikeda, com objetivo de proporcionar uma experiência imersiva a colaboradores e voluntários de empresas que apoiam os projetos de educação ambiental, conservação da natureza e pesquisa científica do Instituto.

Participaram colaboradores das empresas Aegea/Águas de Manaus, Breitener Energética, Tutiplast, Musashi e Gaia Eco, todas com operações na cidade de Manaus, e professores e alunos da Universidade do Estado do Amazonas, uma das instituições de ensino parceiras do Instituto.

A árvore é um símbolo universal da vida e, não a toa, é representada na logomarca do Instituto Soka, como destacou o vice-presidente do Instituto Soka, Milton Fujiyoshi. As raízes dessa árvore representam os valores humanistas do fundador, Dr. Daisaku Ikeda, e os princípios da Carta da Terra, ao passo que o tronco são pessoas e parcerias, e as folhas são as ações e projetos realizados em conjunto, segundo ele. “Mas o que garante a perenidade dessa árvore e da floresta, são as sementes que representam a conscientização e a transmissão do conhecimento, que o Instituto deseja expandir em prol da proteção da Amazônia e do meio ambiente”, ressaltou

Os benefícios do maior contato com a natureza para a saúde física e mental foram mencionados pela coordenadora de Comunicação do Instituto Soka Amazônia, Dulce Moraes, que é pesquisadora com Mestrado em Urbanismo Biofílico. Ela pontuou evidências de que experiências biofílicas – como observar paisagens naturais, ouvir os sons de aves podem melhoram a concentração, criatividade e diminuir o estresse. A pratica diária de “banho de floresta” – que consiste em permanecer em ambiente com árvores por alguns minutos – mostrou-se como fator de melhora no sistema imunológico, saúde cardiovascular e em quadros de ansiedade, segundo alguns estudos.

Os convidados tiveram momentos de contemplação da paisagem natural e do Encontro das Águas no Mirante do Instituto, onde puderam compartilhar em grupo suas memórias e significados individuais sobre as árvores. Mel Farias, colaboradora da empresa Água de Manaus, relembrou o significado ancestral das árvores para o povo Mura, da qual é descendente. As árvores para o povo Mura e outros etnias indígenas podem representar a presença de um ente falecidos e antepassados.

No Laboratório do Instituto, o s participantes realizaram a quebra de dormência das sementes da árvore paricá (Schizolobium amazonicum) e assistiram a uma aula sobre a riqueza da biodiversidade amazônica e suas sementes, com coordenador de proteção da natureza, Rodrigo Izumi.

Durante o percurso em uma trilha, sob orientação da professora da UEA e Mestre em Ecologia, Katel Uguen, os participantes experienciaram na prática o processo de identificação botânica e conheceram as características ecológicas e culturais de algumas espécies da Reserva, como sumauma (Ceiba pentranda), castanheira (Bertholletia excesea), ipê-amarelo (Androanthus serratifolia), orelha-de-macaco (Enterolobium schomgburkii), buriti (Mauritia flexuosa), louro-do-igapó (Nectandra amazonum), paricarana (Albizia subdimidiata) e caripé (Couepia paraensis).

Os convidados também tiveram a oportunidade de semear mudas de paricá e plantar algumas espécies para a recomposição da mata de igapó dentro da RPPN Dr. Daisaku Ikeda.

Com essa vivência biofílica e de educação ambiental, o Instituto Soka Amazônia envolveu empresas parceiras do Distrito Industrial de Manaus, destacando a importância vital das árvores amazônicas e fortalecendo os laços entre a comunidade e o meio ambiente.

Essa ação se alinhada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU:

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Incêndios florestais, uma ameaça para todos

por Dulce Moraes, Instituto Soka Amazônia

Havaí, Canadá, Grécia, Austrália e muitas outras regiões do mundo vêm enfrentando incêndios florestais de grandes proporções nos últimos meses. Essa triste realidade noticiada diariamente confirma os alertas de estudos sobre o crescimento da ocorrência de incêndios florestais, por conta das mudanças climáticas e do uso da terra.

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2022, sinaliza que, se nada for feito, haverá um aumento global de incêndios extremos na ordem de 14% até 2030; 30% até o final de 2050; e 50% até o final do século.

Além de vitimar diretamente várias vidas humanas e a biodiversidade, essas tragédias ambientais provocam impactos globais, afetando inclusive quem está a quilômetros de distância de florestas.

A origem dos incêndios pode ser, ocasionalmente, por fenômenos naturais, como raios e vulcões, mas, na grande maioria das vezes, é a ação humana a causa das ocorrências, o que poderia ser evitável.

Realidade amazônica

No Brasil, foram detectados por satélite 58.670 focos de incêndio entre os dias 1º de janeiro e 23 de agosto deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O bioma mais afetado é a Amazônia com 45,2%, seguido pelo Cerrado (39%) e a Mata Atlântica (9%). Os municípios que mais registraram focos de queimadas, neste período, foram, respectivamente, Altamira, no Pará, e Apuí, no Amazonas.

Para a engenheira ambiental Alana Rosas, Supervisora Ambiental no Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), os focos de incêndios registrados na região amazônica são decorrentes, principalmente, da prática de queimadas para fins de atividade agropecuária ou invasões em áreas rurais e urbanas. Além de criminosas, tais ações demonstram falta de visão de longo prazo, na avaliação da especialista.

A mudança na forma de uso da terra, segundo Alana, pode contribuir para evitar crimes ambientais na Amazônia se for considerada a vocação econômica da região, pautada na sustentabilidade e nos principais ativos relacionados à preservação da biodiversidade.

A especialista exemplifica como é possível preservar 80% da área florestal de uma propriedade e ainda ser produtivo nos 20% restantes:

“De acordo com a Lei 12.651/2012, todo imóvel rural deve manter uma área com cobertura de vegetação nativa, denominada Reserva Legal. Essa área, localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, terá a função de garantir o uso econômico dos recursos naturais do imóvel rural de forma sustentável, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos, promover a conservação da biodiversidade, bem como abrigar e proteger a fauna silvestre e a flora nativa”.

Importante saber que a dimensão mínima dessa área, em termos percentuais relativos à área do imóvel, dependerá de sua localização. “É possível implementar modelos produtivos mais sustentáveis e ecologicamente viáveis, como o modelo agroflorestal, nessas áreas”, sugere.

Em resumo, a mudança na visão sobre o uso da terra ajuda a evitar a principal causa de incêndios florestais no território amazônico.

Outro fator associado à propagação dos incêndios é o clima seco e as temperaturas elevadas, combinados com a diminuição das chuvas e a ação dos ventos, que ampliam a propagação das chamas.

Por essa razão, é necessário que todos se conscientizem sobre a gravidade dessa tragédia ambiental e como evitá-la. Veja como:

Danos das queimadas ao Meio Ambiente e à população

  • Destruição Ambiental e dos Biomas: A perda significativa de biodiversidade, tanto da fauna quanto da flora, desencadeia desequilíbrios ambientais, empobrece o solo e acelera processos de desertificação.
  • Chuva Ácida: A fumaça e a emissão de gases poluentes afetam a saúde humana em várias regiões, podendo ter impactos na produção agrícola devido à chuva ácida resultante.
  • Saúde Humana: O contato com gases e fumaças resultantes provoca um aumento de doenças respiratórias como rinites, asmas, sinusites, bronquites e alergias.
  • Prejuízos Econômicos: Há riscos de acidentes e perdas patrimoniais decorrentes dos incêndios.
  • Risco à Navegação e Aviação: A fumaça prejudica a visibilidade, afetando o tráfego de veículos e aeronaves.
  • Agravamento do Aquecimento Global e Efeito Estufa: A destruição das florestas impacta nas nascentes e influencia os ciclos das chuvas, contribuindo para o aumento do nível dos oceanos e o derretimento das calotas polares.

Como ajudar a evitar Incêndios Florestais

  • Denuncie Incêndios: Ao identificar um foco de incêndio, comunique imediatamente os órgãos competentes, como os bombeiros, a polícia ambiental e os órgãos de proteção ambiental do estado e município.
  • Evite as Causas: Não solte balões e evite descartar cigarros ou materiais em chamas próximo a áreas florestais, pastagens e estradas.
  • Controle Fogueiras: Evite acender9 fogueiras em áreas de acampamentos ou próximas à vegetação para evitar o alastramento das chamas.
  • Descarte Consciente: Não queime móveis ou lixo, além de ser prejudicial à saúde, as fagulhas podem ser carregadas pelo vento e causar incêndios em outras regiões.
  • Lembre-se de que a prevenção e a ação consciente são fundamentais para proteger nosso meio ambiente e garantir a segurança de todos.

O Instituto Soka Amazônia trabalha em seus projetos para ampliar a sensibilização e conscientização para preservar o meio ambiente.

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Conhecimentos por trilhas no Instituto Soka Amazônia

Muitas são as percepções e sensações que se pode ter em caminhadas em unidades de conservação ou áreas florestais. Reconhecer os variados sons e aromas ou apenas observar diversas formas de vida na paisagem natural já trazem muita informação e saberes.

Mas o conhecimento proporcionado por essa experiência pode ser ampliado e trazer mais compreensão sobre a floresta e as relações ecológicas, com a técnica de interpretação ambiental, um método de aprendizagem utilizado em trilhas educativas ou interpretativas.

Quem visita ou participa dos programas educativos do Instituto Soka Amazônia já usufruem dessa experiência em trilha pela Reserva Particular de Patrimônio Natural Daisaku Ikeda (RPPN Daisaku Ikeda), localizado em frente ao Encontro das Águas.

Parte do aprendizado é obtido nas monitorias e atividades propostas ao longo desses caminhos. Outro recurso disponível, encontrado ao longo das trilhas, enriquece mais experiência: as placas interpretativas.

Nesses painéis estão sintetizados dados relevantes e, até surpreendentes, de cada trilha, como relevo, vegetação, temperatura, características do solo, informações sobre biodiversidade e até dados históricos.

O fato curioso sobre os painéis é que foram desenvolvidos a partir de outra enriquecedora experiência de aprendizado. Na verdade, eles são resultado de um projeto realizado por pesquisadores do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), com alunos de Ciências Biológicas, e pesquisadores e equipe do Instituto Soka Amazônia.

Jean Dalmo de Oliveira Marques, doutor em Ecologia e professor do IFAM e que orientou o trabalho, explica que as trilhas na Reserva já existiam e eram utilizadas por equipes de manutenção ou para simples visitações. Com a aplicação da interpretação ambiental a experiência do visitante foi aprimorada, dando-se acesso a informações essenciais para completar a aula ou o passeio.

“Demos um novo olhar para aquelas trilhas e, hoje, as placas interpretativas orientam os visitantes, inclusive sobre o nível de dificuldade, extensão da trilha, acessibilidade, tempo estimado de duração da caminhada”, conclui.

O projeto fez parte da cooperação técnica firmanda entre o IFAM e Instituto Soka Amazônia e resultou na publicação do Guia para instrumentalização de trilhas interpretativas numa perspectiva de ensino e aprendizagem, importante manual para interessados em Gestão Ambiental e Ecologia da Amazônia.

Jean Dalmo destaca a relevância do Instituto Soka para experiências como essa. Para ele, a RPPN Dr Daisaku Ikeda, uma unidade de conservação sustentável de 52 hectares, é mais que ideal para ser estudada e conhecida, sendo um bem sucedido exemplo de mata amazônica em plena recuperação.

O pesquisador destaca outros motivos para o local ser boa opção para estudos e pesquisas sobre o bioma amazônico. “A RPPN está localizada em um ponto estratégico e contem elementos preciosos, como a terra-preta-de-índio, falésia, formação litológica, ruínas históricas, às margens do Rio Negro e a vegetação nativa em franca recuperação”, comenta Jean Dalmo.

Com 21 anos de docência, Jean Dalmo relata que conheceu Instituto Soka em sua busca por ambientes propícios para completar o processo ensino-aprendizagem. A cada semestre, cerca de 40 novos alunos de graduação são convidados a visitar a área da reserva e verificar na prática o que aprendem em teoria na sala de aula. Além das aulas práticas, pesquisadores e alunos de mestrado e doutorado se beneficiam desse ambiente natural para pesquisa. 

Trilhas educativas do programa Academia Ambiental

Vestígios Históricos

Em uma das trilhas podem ser visualizados elementos históricos como as ruínas da antiga olaria, que existia no local até o início do século XX, e aprender mais sobre os achados arqueológicos encontrados em 2001 durante a construção das edificações do centro administrativo do Instituto.  Nesse trajeto foram identificadas peças cerâmicas, como uma urna funerária e um alguidar (panela utilizada pelos índios da região amazônica).

Terra-Preta-de-Índio

Terra-preta-de-índio é um solo de coloração escura, rico em cálcio, magnésio, zinco, manganês, fósforo e carbono. Sua composição proporciona grande fertilidade, atributo raro na região amazônica, onde os solos ácidos são desfavoráveis à agricultura.

Abelhas sem-ferrão

Nesse ponto da trilha é possível saber mais sobre as nativas abelhas-sem-ferrão em uma instalação de meliponário para fins didáticos e de pesquisa. São 52 gêneros e mais de 300 espécies identificadas com distribuição registrada para América do Sul, América Central, Ásia, Ilhas do Pacífico, Austrália, Nova Guiné e África.

Rainha da Floresta

A Samaúma ou Sumaúma (Ceiba pentranda) é uma das árvores gigantes da Amazônia. Sagrada entre os povos da antiguidade do continente, como os maias, seu nome remete à fibra que pode ser obtida a partir de seus frutos. Nas trilhas da RPPN Daisaku Ikeda é possível visualizar duas sumaúmas e que são destaque nas aulas práticas de educação ambiental. Um exemplar tem de 25 anos de vida e 30 metros de altura; a outra, chamada carinhosamente de sumaúma-bebê, tem 5 anos e 10 metros de altura..

Encontro das Águas

Do mirante do Instituto Soka se vê um dos principais pontos turísticos de Manaus, o Encontro das Águas. É ali que os rios Negro e Solimões se encontram dando origem ao rio Amazonas.  Durante a trilha, os visitantes passam a conhecer as razões das águas não se misturarem e a relação desse fenômeno com os seres humanos. Nas explicações, são lembrados os principais fatores que provocam o fenômeno: velocidade dos rios, temperatura, formação geológica, partículas em suspensão.


Fonte:

Trilhas interpretativas em unidade de conservação: espaço pedagógico para o ensino de ecologia.  Jean Dalmo de Oliveira Marques, Laís Cássia Monteiro de Souza Barreto, Elizalane Moura de Araújo Marques. DOI: https://doi.org/10.5335/rbecm.v4i2.11525

LIVRO : Guia para instrumentalização de trilhas interpretativas numa perspectiva de ensino e aprendizagem. Laís Cássia Monteiro de Souza Barreto, Jean Dalmo de Oliveira Marques, Rosa Oliveira Marins Azevedo, Jean Dinelly Leão, JomberChota Inuma, Tais TyotoTokusato .DOI: 10.24824/978854443435.2 Acesso ao Livro

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Instituto Soka comemora queda do desmatamento na Amazônia e apresenta relatório de atividades do primeiro semestre

Entidade celebra as consquistas dos primeiros meses do ano e anuncia novo ciclo visando comemorar seus 10 anos

Uma excelente notícia foi anunciada para finalizar o primeiro semestre de 2023.

Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontou queda de 33% das áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia, nos primeiros seis meses do ano. Um grande conquista após cinco anos consecutivos de altas. No mês de junho, considerado o mais crítico devido o clima seco, a redução chegou a 41%, comparada ao mesmo período do ano passado.

Mesmo ciente do muito a ser feito para o alcance da total proteção da floresta e das vidas que dela dependem, o Instituto Soka Amazônia comemora a notícia e, com entusiamo, divulga seu Relatório de Atividades do primeiro semestre de 2023.

O documento reporta as atividades desenvolvidas e que se somam aos esforços de outras instituições sérias e dedicadas à proteção do meio ambiente e do bioma amazônico.

Proteger a Amazônia de forma sustentável exige ações efetivas e permanentes por parte dos vários atores da sociedade. Com essa visão, o Instituto deu ênfase na valorização do potencial criativo e transformador do ser humano em seus programas e atividades.

Novas ações são esperadas pela entidade no novo ciclo que se inicia. Acompanhe a seguir.

Alcance no Primeiro Semestre

+ 27 mil pessoas foram impactadas pela mensagem do Instituto, em ações educativas, plantios com sensibilização social, troca de conhecimentos científicos e divulgação nas redes sociais.

Quase mil alunos participaram de aulas dos programas Academia Ambiental e Oca vai Escola

270 árvores nativas foram plantadas em ações de conscientização ecológica

+ 1000 pessoas assistiram aos eventos promovidos pelo Instituto, como palestras, seminários, exposições e outras ações educativas.

Rumo aos 10 anos do Instituto

A divulgação do relatório celebra também o dia 26 de julho, data de fundação do Instituto Soka Amazônia como organização responsável por perpetuar o trabalho de pesquisa, conservação ecológica e educação ambiental realizado, desde a década de 1990, na Reserva Particular de Patrimônio  Natural Dr. Daisaku Ikeda.

Dando início ao segundo semestre, o Instituto abre novo ciclo visando a celebração dos 10 anos da entidade em 2024.

Os próximos meses, de acordo com a diretoria da entidade, serão dedicados a novos projetos e iniciativas que contribuirão para mudanças efetivas e sustentáveis para Amazônia.

O objetivo é continuar a fortalecer as parcerias nas áreas da educação ambiental, proteção à natureza e  pesquisas científicas, iniciativas essas viabilizadas pelo apoio de pesquisadores, doadores, voluntários, empresas e instituições parcerias.

Destaques do Primeiro Semestre |2023

Dia do Meio Ambiente com Carta da Terra

Um grande destaque foi a Semana do Meio Ambiente foi a celebração do Dia do Meio Ambiente , com a filiação do Instituto Soka Amazônia à Carta da Terra Internacional. Na ocasião, o fundador do Instituto, Dr. Daisaku Ikeda, expressou sua expectativa de que a parceria possa  fortalecer uma educação ambiental que expanda “a coexistência da natureza e do ser humano, a coexistência humana e a alegria em viver com magnânimo coração”.

Semana do Meio Ambiente

Com o tema “Consciência e Ação: Reconectar vidas, Proteger o Planeta” a Semana do Meio Ambiente foi marcada por eventos educativos para diferentes públicos. Foram realizados seminário com pesquisadores de universidades, exposições, plantios, oficinas, palestras, ações de voluntariado, trilhas ecológicas e atividades de reconexão com a natureza.

Intercâmbio Internacional

No mês de março foi promovido o I Workshop de Ciências Práticas e Educação Ambiental da Amazônia. De maneira inédita, foi realizado, durante três dias, um intercâmbio entre professores e alunos da Universidade Soka (Japão) e Instituto Federal do Amazonas (IFAM)

Dia Mundial da Água e os ODS

Também no mês de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água, com o primeiro encontro presencial do Hub ODS Amazonas. Na ocasião, especialistas e representantes da sociedade civil se reuniram para um relevante debate sobre desafios e necessidades para melhor gerir esse fundamental recurso natural.

Expedição às comunidades indígenas e ribeirinhas

Em abril foi a vez da primeira Expedição do Instituto pelos rios Negro e Cuieiras. Percorrendo 100 km de barco na região do Médio Rio Negro, a equipe do Instituto visitou escolas de comunidades indígenas e ribeirinhas para diálogos, troca de aprendizados e plantios de espécies nativas.​

Destaque em Conferência da Unesco

Finalizando o semestre, as práticas educativas do Instituto Soka Amazônia foram apresentadas, no mês de junho, em Conferência Internacional da Rede Acadêmica de Educação e Aprendizagem Global (Angel) na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris.

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